Apesar da repressão de alguns bancos, movimento registra crescimento
São Paulo – A greve de 24 horas desta terça-feira, dia 26, começou pelo Centro com cerca de 20 agências e concentrações e, por volta do meio-dia, já envolvia 129 locais de trabalho em toda a cidade e em Osasco. No total, cerca de 30 mil bancários mostravam sua insatisfação pela maneira como a Fenaban vem lidando com a campanha salarial unificada da categoria.
O balanço parcial do movimento, por regionais do Sindicato: Centro, 38 postos de trabalho paralisados; Osasco e região: 20; Oeste, sete; Paulista, 13; Leste, 27; Norte, 8 e Sul 16.
“Apesar da repressão policial os bancários estão aderindo ao movimento que começou com força no centro da capital e está sendo expandido para os bairros”, afirma o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino. A PM foi acionada pelo Unibanco da Praça do Patriarca, Nossa Caixa e Bradesco da rua 15 de Novembro, Bradesco da rua Boa Vista e Safra da avenida Paulista.
Já os banqueiros afirmaram à imprensa que a greve é indevida, já que uma nova negociação está prevista para a quarta-feira, 27. “Não seria a primeira vez que os banqueiros marcam negociação sem apresentar proposta. Por isso, permaneceremos mobilizados e a greve de 24 horas está sendo realizada em todo o país”, responde o presidente do Sindicato.
Manhã – A intransigência dos banqueiros, porém, provocou tensão em vários pontos, especialmente no Centro. A PM foi chamada para dissolver a paralisação no Unibanco da Praça do Patriarca, na Nossa Caixa da 15 de Novembro e nas agências do Bradesco da 15 de Novembro e da Boa Vista.
Informes dão conta de que policiais intimaram os trabalhadores no BB da avenida Paulista. “Os bancos obrigam a PM a cometer um desrespeito com a população, que espera que os policiais façam o trabalho de garantir a segurança dos cidadãos, não intimidar trabalhadores”, protestou a secretária-geral do Sindicato, Juvandia Moreira.
Mais uma vez, os banqueiros estão obtendo interditos proibitórios, que parte do Judiciário continua concedendo, prejudicando o movimento constitucional de os trabalhadores manifestarem sua insatisfação.
Os interditos proibitórios tratam de preservação do patrimônio. Ao solicitá-los, os banqueiros dão a entender que os bancários promovem a “ocupação” dos seus locais de trabalho, o que na verdade não acontece.
A decisão de parar por 24 horas foi tomada em assembléia – democrática, legítima e soberana – nesta segunda-feira (veja aqui).
Por Danilo Di Giorgi, Elisângela Cordeiro, Fábio Michel, e Ricardo Negrão – 26/09/2006
Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região
Deixe um comentário