fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 10:16 Sem categoria

Se outros bancos podem, por que o Itaú não?

Trabalhadores exigem divisão mais justa da PLR. Quando o banco toma decisões unilaterais, os bancários sempre recebem menos, acabam prejudicados

São Paulo – Os trabalhadores apontam mais um motivo para reforçar que o Itaú tem condições de ampliar e distribuir de forma mais igualitária o pagamento referente à Participação dos Lucros e Resultados (PLR) e atender à reivindicação da categoria de que o banco distribua linearmente 5% do lucro líquido entre funcionários, além da Convenção Coletiva. Se outros bancos podem seguir uma distribuição de forma mais justa, por que o Itaú insiste em seguir uma fórmula que bem entender?

Uma prova disso é que o Banco do Brasil, provisionou no primeiro semestre do ano passado R$ 253 milhões e distribuiu lineramente 4% do seu lucro líquido com 83 mil funcionários, além de atender a regra básica da PLR, prevista em convenção coletiva. O Itaú com quase metade do número de funcionários do BB, aproximadamente 40 mil, separou R$ 275 milhões, no primeiro semestre deste ano e, sem terminar a negociação com o Sindicato, distribuiu igualitariamente apenas R$ 14 milhões, ao pagar para cada um dos seus funcionários, um valor de R$ 360.

O banco mais uma vez desrespeitou o diálogo com os trabalhadores e, de forma intransigente, decidiu quem deveria ficar com a parte maior dos lucros. “O Itaú tem que entender que os trabalhadores sabem do lucro que ajudaram a construir. E com o mesmo conhecimento da situação, vão exigir uma retribuição a altura dos esforços empregados”, disse o presidente do Sindicato Luiz Cláudio Marcolino.

Após negociação com os trabalhadores, o Banco do Brasil, com quase o mesmo valor e com o dobro de funcionários aceitou distribuir 4% do lucro líquido no primeiro semestre de 2005. Além disso, concordou em retirar o teto da regra básica da PLR, o que permitiu que o percentual variável pudesse ultrapassar os 40% mínimos e chegar até 187%. Desta forma, o Banco do Brasil, com R$ 253 milhões, distribuiu entre R$ 1.780 e R$ 30 mil em valores totais de PLR.

Enquanto isso, um ano depois e com lucros bem maiores, o Itaú não consegue atender as reivindicações dos trabalhadores. O banco pagou no primeiro semestre desse ano a partir de R$ 360, acrescidos em alguns casos pelo plano Agir. Todos os bancários do banco federal receberam mais. No Itaú, uma minoria escolhida pela empresa foi beneficiada.

“É um disparate. O banco Itaú precisa dar continuidade as negociações com o Sindicato para distribuir uma PLR mais justa. Quando o banco toma decisões unilaterais, os bancários sempre recebem menos, acabam prejudicados”, disse o presidente do Sindicato.

Elisângela Cordeiro – 23/08/2006
Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região

Por 10:16 Notícias

Se outros bancos podem, por que o Itaú não?

Trabalhadores exigem divisão mais justa da PLR. Quando o banco toma decisões unilaterais, os bancários sempre recebem menos, acabam prejudicados
São Paulo – Os trabalhadores apontam mais um motivo para reforçar que o Itaú tem condições de ampliar e distribuir de forma mais igualitária o pagamento referente à Participação dos Lucros e Resultados (PLR) e atender à reivindicação da categoria de que o banco distribua linearmente 5% do lucro líquido entre funcionários, além da Convenção Coletiva. Se outros bancos podem seguir uma distribuição de forma mais justa, por que o Itaú insiste em seguir uma fórmula que bem entender?
Uma prova disso é que o Banco do Brasil, provisionou no primeiro semestre do ano passado R$ 253 milhões e distribuiu lineramente 4% do seu lucro líquido com 83 mil funcionários, além de atender a regra básica da PLR, prevista em convenção coletiva. O Itaú com quase metade do número de funcionários do BB, aproximadamente 40 mil, separou R$ 275 milhões, no primeiro semestre deste ano e, sem terminar a negociação com o Sindicato, distribuiu igualitariamente apenas R$ 14 milhões, ao pagar para cada um dos seus funcionários, um valor de R$ 360.
O banco mais uma vez desrespeitou o diálogo com os trabalhadores e, de forma intransigente, decidiu quem deveria ficar com a parte maior dos lucros. “O Itaú tem que entender que os trabalhadores sabem do lucro que ajudaram a construir. E com o mesmo conhecimento da situação, vão exigir uma retribuição a altura dos esforços empregados”, disse o presidente do Sindicato Luiz Cláudio Marcolino.
Após negociação com os trabalhadores, o Banco do Brasil, com quase o mesmo valor e com o dobro de funcionários aceitou distribuir 4% do lucro líquido no primeiro semestre de 2005. Além disso, concordou em retirar o teto da regra básica da PLR, o que permitiu que o percentual variável pudesse ultrapassar os 40% mínimos e chegar até 187%. Desta forma, o Banco do Brasil, com R$ 253 milhões, distribuiu entre R$ 1.780 e R$ 30 mil em valores totais de PLR.
Enquanto isso, um ano depois e com lucros bem maiores, o Itaú não consegue atender as reivindicações dos trabalhadores. O banco pagou no primeiro semestre desse ano a partir de R$ 360, acrescidos em alguns casos pelo plano Agir. Todos os bancários do banco federal receberam mais. No Itaú, uma minoria escolhida pela empresa foi beneficiada.
“É um disparate. O banco Itaú precisa dar continuidade as negociações com o Sindicato para distribuir uma PLR mais justa. Quando o banco toma decisões unilaterais, os bancários sempre recebem menos, acabam prejudicados”, disse o presidente do Sindicato.
Elisângela Cordeiro – 23/08/2006
Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região

Close