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Sem festa para a abolição

São Paulo – No dia 13 de maio de 1888, a Princesa Isabel se transformava num dos principais personagens da história do Brasil ao assinar a Lei Áurea, que oficialmente colocava fim à escravidão no Brasil. Desde então, a data é lembrada todos os anos para comemorar a liberdade dos negros no Brasil, o último país do mundo a oficializar a abolição da escravidão. Mas não é bem assim que o movimento negro no Brasil vê a questão.
Zumbi – Para eles, quando a lei foi assinada, quase todos os descendentes de africanos no Brasil já eram livres, alguns faziam parte da elite intelectual e das lutas abolicionistas e havia um intenso movimento de fugas em massa de escravos.
“A maneira como o ato da assinatura da lei vem sendo mostrado nas escolas criou heróis e heroínas, mas deixou em segundo plano a importância da luta travada pela população afro-brasileira livre antes mesmo da Abolição, além de não valorizar o esforço organizado dos últimos escravos cativos pela conquista de sua liberdade”, afirma o diretor do Sindicato e integrante da Comissão Estadual Contra a Discriminação Racial da CUT (CECDR), Juarez Aparecido da Silva.
Segundo Juarez, o dia 13 de maio não tem significado de vitória para o movimento. A data que simboliza o Dia da Consciência Negra é o dia 20 de novembro. Naquele dia, em 1695, o líder negro Zumbi foi assassinado pelos representantes do poder econômico da época. Em 2004, o 20 de novembro foi reconhecido na cidade de São Paulo, onde a data é comemorada desde então com um feriado municipal.
Convenção – Os bancários foram a primeira categoria profissional do país a ter uma cláusula específica de igualdade de oportunidades, independentemente de raça, gênero, religião, deficiência física ou orientação sexual, incluída em acordo coletivo nacional. Ainda assim, os bancos não têm proporcionado as mesmas chances de ascensão profissional a todos os seus funcionários.
Segundo números da própria Febraban, em 2002 não havia nenhum negro nos cargos de diretoria dos bancos brasileiros. Ainda segundo a pesquisa da federação dos bancos, a representação dos negros vai crescendo conforme os cargos e salários vão baixando, mas ainda assim é pequena: entre os escriturários, apenas cerca de 1% são negros, e pouco mais de 12% são pardos. Acontece que, segundo números do IBGE, cerca de 46% do povo brasileiro é formado por negros e pardos.
Seppir – No início do governo Lula, foi criada a Secretaria Especial de Política de Promoção da Igualdade Racial, comandada pela ministra Matilde Ribeiro, que tem status de ministério e cuja missão principal é propor, acompanhar e coordenar assuntos relativos ao tema.
Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo

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Sem festa para a abolição

São Paulo – No dia 13 de maio de 1888, a Princesa Isabel se transformava num dos principais personagens da história do Brasil ao assinar a Lei Áurea, que oficialmente colocava fim à escravidão no Brasil. Desde então, a data é lembrada todos os anos para comemorar a liberdade dos negros no Brasil, o último país do mundo a oficializar a abolição da escravidão. Mas não é bem assim que o movimento negro no Brasil vê a questão.

Zumbi – Para eles, quando a lei foi assinada, quase todos os descendentes de africanos no Brasil já eram livres, alguns faziam parte da elite intelectual e das lutas abolicionistas e havia um intenso movimento de fugas em massa de escravos.

“A maneira como o ato da assinatura da lei vem sendo mostrado nas escolas criou heróis e heroínas, mas deixou em segundo plano a importância da luta travada pela população afro-brasileira livre antes mesmo da Abolição, além de não valorizar o esforço organizado dos últimos escravos cativos pela conquista de sua liberdade”, afirma o diretor do Sindicato e integrante da Comissão Estadual Contra a Discriminação Racial da CUT (CECDR), Juarez Aparecido da Silva.

Segundo Juarez, o dia 13 de maio não tem significado de vitória para o movimento. A data que simboliza o Dia da Consciência Negra é o dia 20 de novembro. Naquele dia, em 1695, o líder negro Zumbi foi assassinado pelos representantes do poder econômico da época. Em 2004, o 20 de novembro foi reconhecido na cidade de São Paulo, onde a data é comemorada desde então com um feriado municipal.

Convenção – Os bancários foram a primeira categoria profissional do país a ter uma cláusula específica de igualdade de oportunidades, independentemente de raça, gênero, religião, deficiência física ou orientação sexual, incluída em acordo coletivo nacional. Ainda assim, os bancos não têm proporcionado as mesmas chances de ascensão profissional a todos os seus funcionários.

Segundo números da própria Febraban, em 2002 não havia nenhum negro nos cargos de diretoria dos bancos brasileiros. Ainda segundo a pesquisa da federação dos bancos, a representação dos negros vai crescendo conforme os cargos e salários vão baixando, mas ainda assim é pequena: entre os escriturários, apenas cerca de 1% são negros, e pouco mais de 12% são pardos. Acontece que, segundo números do IBGE, cerca de 46% do povo brasileiro é formado por negros e pardos.

Seppir – No início do governo Lula, foi criada a Secretaria Especial de Política de Promoção da Igualdade Racial, comandada pela ministra Matilde Ribeiro, que tem status de ministério e cuja missão principal é propor, acompanhar e coordenar assuntos relativos ao tema.

Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo

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