São Paulo – O Sindicato mostrou que o Itaú pode pagar mais PLR, mas o banco insiste nos mesmos patamares dos últimos anos.
Durante a negociação, o Sindicato apresentou dados, “provando que o Itaú tem condições de melhorar a participação nos lucros. Está na mão do banco valorizar o resultado que o bancário proporcionou à instituição”, disse o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino.
Um dos índices utilizados pela entidade foi o lucro líquido do banco, que vem crescendo a cada ano. Se em 2000 era de R$ 1,840 bilhão, em 2005, passou para R$ 5,251 bi, uma aumento de 185%.
Um exemplo de quanto o Itaú poderia dividir entre os funcionários vem do lucro líquido. Se o banco se dispusesse a pagar os 5% do lucro líquido linear a cada bancário, os cerca de 40 mil deveriam receber aproximadamente R$ 6.500, além do que já é pago pela convenção coletiva (no caso da holding, os cerca de 51 mil funcionários receberiam R$ 5.144,74). Enquanto isso, o banco destina a dezena de administradores (do conselho e diretoria) R$ 119.236 milhões de participação nos lucros.
“É o esforço e a dedicação do bancário que tornam possíveis esse crescimento do Itaú. Mas parece que o banco não reconhece isso”, diz Luiz Cláudio.
Premissas – Para o Sindicato, a discussão da PLR 2006 no Itaú deve partir de algumas premissas, como por exemplo, que a proposta deva ser para todos, acima da CCT de 2005, que tenha regras claras e que leve em consideração os resultados individuais da área e o global da empresa, tudo, a partir dos valores recebidos referente à PLR de 2005 com a projeção do lucro deste ano.
Além disso, o Sindicato quer que o banco reveja o programa Agir em relação às metas e campanhas abusivas.
Veja quanto o Itaú pagaria se ele pagasse os 5% de lucro líquido linear aos seus funcionários, sem contar a regra da CCT de cada ano:
Itaú Holding
Ano – Lucro líquido (em R$ 1.000) – 5% linear
2000 1.840.568 – R$ 1.936,46
2001 2.389.468 – R$ 2.631,05
2002 2.376.723 – R$ 2.749,88
2003 3.151.820 – R$ 3.712,39
2004 3.775.616 – R$ 4.165,88
2005 5.251.334 – R$ 5.144,74
Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo
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Por Mhais• 4 de julho de 2006• 09:42• Sem categoria
Sindicato mostra ao Itaú que é possível distribuir mais
São Paulo – O Sindicato mostrou que o Itaú pode pagar mais PLR, mas o banco insiste nos mesmos patamares dos últimos anos.
Durante a negociação, o Sindicato apresentou dados, “provando que o Itaú tem condições de melhorar a participação nos lucros. Está na mão do banco valorizar o resultado que o bancário proporcionou à instituição”, disse o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino.
Um dos índices utilizados pela entidade foi o lucro líquido do banco, que vem crescendo a cada ano. Se em 2000 era de R$ 1,840 bilhão, em 2005, passou para R$ 5,251 bi, uma aumento de 185%.
Um exemplo de quanto o Itaú poderia dividir entre os funcionários vem do lucro líquido. Se o banco se dispusesse a pagar os 5% do lucro líquido linear a cada bancário, os cerca de 40 mil deveriam receber aproximadamente R$ 6.500, além do que já é pago pela convenção coletiva (no caso da holding, os cerca de 51 mil funcionários receberiam R$ 5.144,74). Enquanto isso, o banco destina a dezena de administradores (do conselho e diretoria) R$ 119.236 milhões de participação nos lucros.
“É o esforço e a dedicação do bancário que tornam possíveis esse crescimento do Itaú. Mas parece que o banco não reconhece isso”, diz Luiz Cláudio.
Premissas – Para o Sindicato, a discussão da PLR 2006 no Itaú deve partir de algumas premissas, como por exemplo, que a proposta deva ser para todos, acima da CCT de 2005, que tenha regras claras e que leve em consideração os resultados individuais da área e o global da empresa, tudo, a partir dos valores recebidos referente à PLR de 2005 com a projeção do lucro deste ano.
Além disso, o Sindicato quer que o banco reveja o programa Agir em relação às metas e campanhas abusivas.
Veja quanto o Itaú pagaria se ele pagasse os 5% de lucro líquido linear aos seus funcionários, sem contar a regra da CCT de cada ano:
Itaú Holding
Ano – Lucro líquido (em R$ 1.000) – 5% linear
2000 1.840.568 – R$ 1.936,46
2001 2.389.468 – R$ 2.631,05
2002 2.376.723 – R$ 2.749,88
2003 3.151.820 – R$ 3.712,39
2004 3.775.616 – R$ 4.165,88
2005 5.251.334 – R$ 5.144,74
Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo
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