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Sindicatos conseguiram ganhos reais no primeiro semestre

Metalúrgicos e bancários do PR preparam reivindicações para setembro

Os sindicatos conseguiram melhorar as negociações salariais no primeiro semestre de 2004. Segundo dados do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), 79% dos acordos salariais firmados entre janeiro e junho deste ano conseguiram pelo menos repor a inflação acumulada em doze meses, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Considerando o Índice do Custo de Vida (ICV) do Dieese, esse resultado é ainda mais expressivo e chega a 90% dos acordos.

Os dados têm como base 264 acordos firmados nos primeiros seis meses do ano. Os aumentos acima da inflação – que embutiram aumento real de salário – chegaram a 47%. Do total de acordos, 32% foram em patamar igual ao do índice oficial de inflação, o INPC, e 21% ficaram abaixo da taxa. A maior parte dos acordos que garantiu pelo menos a reposição da inflação foi registrada na indústria (83%). Os setores de comércio e serviços tiveram porcentuais semelhantes, de 75% e 74%, pela ordem.

Em 2003, de acordo com o Dieese, apenas 46% das categorias conseguiram apenas repor a inflação passada. Para o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, a negociação com as empresas ficou mais fácil por causa da queda da inflação e da recuperação econômica.

O diretor do Dieese afirmou que a tendência neste segundo semestre é de negociações que reponham o poder de compra dos assalariados e de que as empresas discutam formas de distribuir seus ganhos.

No Paraná, os metalúrgicos que atuam nas montadoras de veículos e os bancários têm data-base em setembro e vão negociar reposição de 7% da inflação, além de aumento real. O primeiro secretário do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (Simec), Jamil Dávila, lembra que este ano a pauta de reivindicações e a negociação serão uma só para os trabalhadores da Volkswagen-Audi, Renault e Volvo e não mais com cada uma das montadoras. “A negociação coletiva fortalece os trabalhadores”, diz Dávila. O Simec também quer piso único para a categoria. Os resultados destes acordos devem influenciar as negociações de metalúrgicos que trabalham nas empresas de autopeças e máquinas, com data base em dezembro.

Os bancários vão negociar reposição de 7% e aumento real de 18%. “O reajuste de 25% corresponde à rentabilidade média dos bancos no último ano”, informa a presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e região, Marisa Stédile.

Fabio Francener Pinheiro e Agências
Fonte: Gazeta do Povo

Por 08:00 Notícias

Sindicatos conseguiram ganhos reais no primeiro semestre

Metalúrgicos e bancários do PR preparam reivindicações para setembro
Os sindicatos conseguiram melhorar as negociações salariais no primeiro semestre de 2004. Segundo dados do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), 79% dos acordos salariais firmados entre janeiro e junho deste ano conseguiram pelo menos repor a inflação acumulada em doze meses, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Considerando o Índice do Custo de Vida (ICV) do Dieese, esse resultado é ainda mais expressivo e chega a 90% dos acordos.
Os dados têm como base 264 acordos firmados nos primeiros seis meses do ano. Os aumentos acima da inflação – que embutiram aumento real de salário – chegaram a 47%. Do total de acordos, 32% foram em patamar igual ao do índice oficial de inflação, o INPC, e 21% ficaram abaixo da taxa. A maior parte dos acordos que garantiu pelo menos a reposição da inflação foi registrada na indústria (83%). Os setores de comércio e serviços tiveram porcentuais semelhantes, de 75% e 74%, pela ordem.
Em 2003, de acordo com o Dieese, apenas 46% das categorias conseguiram apenas repor a inflação passada. Para o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, a negociação com as empresas ficou mais fácil por causa da queda da inflação e da recuperação econômica.
O diretor do Dieese afirmou que a tendência neste segundo semestre é de negociações que reponham o poder de compra dos assalariados e de que as empresas discutam formas de distribuir seus ganhos.
No Paraná, os metalúrgicos que atuam nas montadoras de veículos e os bancários têm data-base em setembro e vão negociar reposição de 7% da inflação, além de aumento real. O primeiro secretário do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (Simec), Jamil Dávila, lembra que este ano a pauta de reivindicações e a negociação serão uma só para os trabalhadores da Volkswagen-Audi, Renault e Volvo e não mais com cada uma das montadoras. “A negociação coletiva fortalece os trabalhadores”, diz Dávila. O Simec também quer piso único para a categoria. Os resultados destes acordos devem influenciar as negociações de metalúrgicos que trabalham nas empresas de autopeças e máquinas, com data base em dezembro.
Os bancários vão negociar reposição de 7% e aumento real de 18%. “O reajuste de 25% corresponde à rentabilidade média dos bancos no último ano”, informa a presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e região, Marisa Stédile.
Fabio Francener Pinheiro e Agências
Fonte: Gazeta do Povo

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