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Sob debate, congresso da União Nacional dos Estudantes aprova apoio crítico a Lula e defesa da reforma universitária

Sob debate, congresso da UNE aprova “apoio crítico” a Lula e defesa da reforma universitária

Brasília – Entre torcidas organizadas, provocações e vaias, o debate sobre a posição política da União Nacional dos Estudantes (UNE) em relação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a reforma universitária e os rumos do movimento estudantil dividiu estudantes no terceiro dia do 50° Congresso da UNE.

A votação das propostas que vão direcionar a atuação da próxima diretoria da entidade agitou os cerca de 8 mil estudantes reunidos no Ginásio Nilson Nelson e alterou os ânimos das torcidas, que vaiavam as teses adversárias e comemoravam a fala de suas lideranças com gritos de guerra.

O movimento “Eu quero botar meu bloco na rua”, ligado à atual direção da UNE, aliado a grupos do PT, venceu a votação das propostas divergentes e deve garantir a presidência e vagas importantes na direção da UNE, na eleição prevista para amanhã (8).

Liderados pela atual diretora de relações internacionais da UNE, Lúcia Stumpf, o grupo defende a manutenção das posturas da entidade, que segundo os próprios representantes, apóia o governo federal de forma crítica, mas sem deixar de reconhecer as mudanças positivas alcançadas na gestão do presidente Lula.

A aprovação da reforma universitária, a maior participação do movimento estudantil nas questões ligadas ao meio ambiente e articulação com outros movimentos sociais também estão entre as bandeiras do grupo que deve se manter no comando da UNE depois de dois mandatos de Gustavo Petta.

Entre as propostas descartadas, o apoio aos governos de Hugo Chávez, na Venezuela e Evo Moralez, na Bolívia, e a pressão pela cassação do senador Renan Calheiros, investigado pelo Conselho de Ética por denúncias de ter contas pessoais pagas por um lobista da construtora Mendes Jr. Os pontos eram defendidos por grupos ligados a partidos de oposição ao governo federal, como PSOL e PCO.

Outras propostas que perderam na votação e não serão defendidas pela UNE foram a paralisação da reforma universitária conduzida pelo governo e pelo Congresso Nacional e a anulação do leilão da mineradora Vale do Rio Doce, vendida em 1997. “Não queremos reformas neoliberais, a UNE deve repetir o “Fora Collor” de 1992 e pedir o fim desse governo com cara de esquerda, que quer calar os movimentos sociais”, defendeu ao microfone um dos representantes das teses oposicionistas, antes da votação definir que suas teses não seriam aprovadas.

Propostas de eleições diretas para a eleição da UNE também foram descartadas com a vitória dos grupos ligados à atual direção da entidade. Somente delegados escolhidos previamente nas universidades tiveram direito a voto e a contagem foi feita visualmente, pela contagem de crachás.

Por Luana Lourenço – Repórter da Agência Brasil. 7 de Julho de 2007 – 21h16 – Última modificação em 7 de Julho de 2007 – 21h16.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.

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