Sociedade quer que portas de segurança fiquem
Bancários, vigilantes, PF e bancos defendem permanência. Serra tem que definir este mês
São Paulo – A porta giratória com detector de metais está entre os principais instrumentos do sistema de segurança das agências bancárias para reduzir a ocorrência de assaltos e por isso precisa ser mantida no estado de São Paulo, assim como nas demais federações brasileiras. Essa foi a posição defendida pelos representantes dos bancários, dos vigilantes, da federação dos bancos (Febraban) e da Polícia Federal (PF) que participaram da audiência pública, na segunda-feira, 5 de maio, na Assembléia Legislativa de São Paulo (Alesp) para discutir o Projeto de Lei (PL) 1281/07, do deputado Marcos Martins (PT-SP), que prevê a obrigatoriedade da instalação das portas no estado. O PL foi aprovado na Alesp no último 2 de abril.
Se o governador José Serra levar em consideração o exposto na audiência por boa parte dos envolvidos no processo, deverá sancionar a lei. O PL, que foi publicado no Diário Oficial em 23 de abril, tem 30 dias para ser sancionado ou vetado pelo governador. “O objetivo da audiência é dar base ao governador para que possa dar seu parecer de maneira consensual com a sociedade”, disse Marcos Martins.
Para o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino, o PL que prevê a obrigatoriedade das portas no estado é complementar à Lei Federal 7.102/83 que as considera um item opcional, dentro da determinação de artefatos que retardem a ação de criminosos. “O PL estadual não se contrapõe à Lei Federal de 1983, que está obsoleta. Na época não existia a tecnologia de portas que existe hoje. Se existisse, ela já seria citada. Assim como o colete à prova de balas para os vigilantes das agências bancárias foi aprovado, as portas de segurança também podem legalmente tornar-se obrigatórias”, disse Marcolino.
A Febraban voltou a defender que as portas continuem sendo item optativo e não obrigatório. “Há regiões, locais como shopping e corredores como o da Paulista que dispensam essa necessidade”, disse Pedro Viotto, diretor setorial de segurança bancária da Febraban. O chefe da Delegacia de Segurança Privada (Delesp), o delegado da PF Gilberto Tadeu, ressaltou que os próprios bancos já elegeram as portas de segurança dentro os itens opcionais como instrumento de retardo da ação de marginais. De acordo com a Febraban, só na cidade de São Paulo 65% das agências têm portas de segurança.
Apesar de divulgarem a redução de 72% no número de assaltos na cidade de São Paulo entre 2000 e 2007, a Febraban não atribui o aumento da instalação das portas de segurança como fator determinante para diminuição das ocorrências. Para os bancos, o combate ao crime organizado foi a principal ação para esta queda.
Opinião diferente têm os vigilantes. De acordo com José Boaventura, presidente da Confederação Nacional dos Vigilantes, em 1990, de cada 10 vigilantes mortos em confronto, seis eram em agências bancárias. Com as portas, essa triste estatística caiu para dois casos fatais.
Por Elisângela Cordeiro – 05/05/2008.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.
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AUDIÊNCIA PÚBLICA DISCUTE SEGURANÇA BANCÁRIA E SEUS DESDOBRAMENTOS
Trabalhadores exigem o respeito à vida; patrões precisam mudar seus paradigmas
O Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e Região e a Liderança do Partido dos Trabalhadores na Assembléia Legislativa do Paraná promovem na próxima quarta-feira, dia 07 de maio, uma audiência pública sobre segurança bancária.
Nos últimos meses é grande o número de assaltos nas imediações dos bancos, caixas automáticos, postos de atendimentos e agências.
Segundo o delegado da Delegacia de Araucária, Dr. Rubens Recalcatti, que mantém arquivo atualizado sobre o tema, no primeiro trimestre deste ano, houve 41 assaltos a clientes ao saírem dos bancos, 05 a caixas-automáticos e 06 roubos a agências bancárias em Curitiba e região metropolitana.
Os motivos que levam ao aumento da violência nos bancos e possíveis soluções serão debatidos por representantes das Secretarias Nacional e Estadual de Segurança Pública, Superintendência da Policia Federal no Paraná, COPE, Delegacia de Furtos e Roubos, Confederação Nacional dos Vigilantes, Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Sindicato das Empresas de Vigilância do Paraná, além de conselhos de seguranças e organizações de direitos humanos.
“Essa é uma excelente oportunidade para que autoridades e entidades discutam como melhorar a segurança tanto para os funcionários como para clientes e usuários dos bancos. Nosso foco é na proteção da vida e não apenas nos bens materiais”, afirma Marisa Stedile, presidenta do Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e Região.
A audiência pública será das 09 horas ao meio-dia, deste dia 07 de maio, no Plenarinho, da Assembléia Legislativa do Estado do Paraná, em Curitiba.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.bancariosdecuritiba.org.br.