Na quinta rodada de negociação, Fenaban não mostrou números, mas revelou o que quer fazer: não dar aumento real e colocar menos dinheiro no bolso dos trabalhadores Quinta rodada de negociações aconteceu em São Paulo
Comente a posição dos banqueiros.
São Paulo – Os bancários se preparam para a greve. Este é o resultado prático após a quinta negociação entre a Fenaban e o Comando Nacional dos Bancários, que aconteceu em São Paulo, nesta terça-feira, dia 19. Na reunião, os banqueiros repetiram o mesmo que na última sexta, ou seja, não apresentaram números.
Eles só queriam discutir conceitos. Entretanto, expressaram a vontade de pagar menos do que no ano passado. Em 2005, os bancários conquistaram 6% de reajuste (sendo 1% de aumento real) e PLR de 80% do salário, mais R$ 800, e um abono de R$ 1.700. Em 2006, os trabalhadores querem aumento real de 7,05%, mais PLR de 1 salário, mais R$ 1.500 acrescidos de 5% do lucro líquido linear.
“Os representantes dos banqueiros perderam a noção da realidade, não conseguiram definir uma proposta para ser apresentada aos trabalhadores e insistem em não dar reajuste salarial. Também não conseguiram encontrar uma justificativa para isso, porque os lucros crescem, as tarifas bancárias sobem e os trabalhadores sofrem com assédio moral e metas abusivas”, disse o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino.
Tempo – Os bancários entregaram a minuta de reivindicações no dia 10 de agosto. Após 40 dias e cinco rodadas de negociações, continuam sem explicar o porquê não podem melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores. No encontro do dia 29 de agosto, chegaram a afirmar que na próxima reunião haveria uma contraproposta e agora dizem que quem vai defini-la são os banqueiros. Não há data para uma nova negociação.
“Esgotado prazo para que os banqueiros apresentem uma contraproposta à categoria. Agora vamos arrancar na greve uma resposta digna à categoria, que não abre mão de aumento real, PLR maior e ganhos superiores ao do ano passado. A ampliação da participação dos bancários nas mobilizações será ainda mais fundamental”, disse o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino.
Na próxima segunda-feira, dia 25, os bancários fazem uma assembléia na Quadra para decidir os rumos da campanha, e para deliberar sobre a greve de 24h, prevista para o dia 26.
Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
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Por Mhais• 19 de setembro de 2006• 21:35• Sem categoria
SP: Sem reajuste, bancários preparam a greve
Na quinta rodada de negociação, Fenaban não mostrou números, mas revelou o que quer fazer: não dar aumento real e colocar menos dinheiro no bolso dos trabalhadores Quinta rodada de negociações aconteceu em São Paulo
Comente a posição dos banqueiros.
São Paulo – Os bancários se preparam para a greve. Este é o resultado prático após a quinta negociação entre a Fenaban e o Comando Nacional dos Bancários, que aconteceu em São Paulo, nesta terça-feira, dia 19. Na reunião, os banqueiros repetiram o mesmo que na última sexta, ou seja, não apresentaram números.
Eles só queriam discutir conceitos. Entretanto, expressaram a vontade de pagar menos do que no ano passado. Em 2005, os bancários conquistaram 6% de reajuste (sendo 1% de aumento real) e PLR de 80% do salário, mais R$ 800, e um abono de R$ 1.700. Em 2006, os trabalhadores querem aumento real de 7,05%, mais PLR de 1 salário, mais R$ 1.500 acrescidos de 5% do lucro líquido linear.
“Os representantes dos banqueiros perderam a noção da realidade, não conseguiram definir uma proposta para ser apresentada aos trabalhadores e insistem em não dar reajuste salarial. Também não conseguiram encontrar uma justificativa para isso, porque os lucros crescem, as tarifas bancárias sobem e os trabalhadores sofrem com assédio moral e metas abusivas”, disse o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino.
Tempo – Os bancários entregaram a minuta de reivindicações no dia 10 de agosto. Após 40 dias e cinco rodadas de negociações, continuam sem explicar o porquê não podem melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores. No encontro do dia 29 de agosto, chegaram a afirmar que na próxima reunião haveria uma contraproposta e agora dizem que quem vai defini-la são os banqueiros. Não há data para uma nova negociação.
“Esgotado prazo para que os banqueiros apresentem uma contraproposta à categoria. Agora vamos arrancar na greve uma resposta digna à categoria, que não abre mão de aumento real, PLR maior e ganhos superiores ao do ano passado. A ampliação da participação dos bancários nas mobilizações será ainda mais fundamental”, disse o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino.
Na próxima segunda-feira, dia 25, os bancários fazem uma assembléia na Quadra para decidir os rumos da campanha, e para deliberar sobre a greve de 24h, prevista para o dia 26.
Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
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