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Tarifas bancárias cobrem folha salarial com folga

Segundo matéria publicada dia 26 de janeiro no Jornal do Brasil, a voracidade dos reajustes nas tarifas elevou em 130% os ganhos com a prestação de serviços nos últimos cinco anos, em termos nominais. A conclusão faz parte de levantamento realizado pelo Instituto Nacional de Estudo e Pesquisa em Administração (Inepad).

Segundo a pesquisa, nos 12 maiores bancos, a receita gerada pela cobrança saltou de R$ 16 bilhões, em 2000, para R$ 28 bi nos nove primeiros meses do ano passado. Projetando-se igual ritmo para o quarto trimestre, os ganhos atingiram, ao fim do ano, R$ 37,4 bi.

Descontando-se a inflação do período, a força dos reajustes ainda é evidente. Em 2000, a receita da prestação de serviços atingiu R$ 25 bi. Comparando-se com os R$ 37,7 bi projetados para 2005, o ganho real é de 51%.

A Associação e Sindicato dos Bancos do Estado do Rio informou, por nota, que “banco é prestador de serviços e deve cobrar pelo que o correntista utiliza“ e que “tarifas não são fator de lucratividade, mas precisam existir para garantir a prestação dos serviços“.

“Pagando o pato”
Tais ganhos são reforçados pela cobrança de serviços antes prestados gratuitamente e cujo uso é estimulado dentro da política de redução de pessoal implementada desde os anos 90 – caso, por exemplo, dos atendimentos via telefone, do débito automático e internet, tarifados em alguns bancos.

O ganho de 51% nas tarifas contrasta com queda de 3% na folha de pagamento – fruto da extinção de milhares de empregos no setor no país que precariza o serviço executado pelos bancários. A automatização “criou” facilidades para esta cobrança abusiva e gananciosa dos bancos.

Tarifas cobrem as folhas – Segundo o Inepad, a receita de tarifas bancárias, que representava 79% das despesas com pessoal em 2000, hoje cobre com folga a folha de pagamento, atingindo 106% de seu valor.

Fonte: Seeb de Nova Friburgo, com informações do Jornal do Brasil

Por 13:16 Notícias

Tarifas bancárias cobrem folha salarial com folga

Segundo matéria publicada dia 26 de janeiro no Jornal do Brasil, a voracidade dos reajustes nas tarifas elevou em 130% os ganhos com a prestação de serviços nos últimos cinco anos, em termos nominais. A conclusão faz parte de levantamento realizado pelo Instituto Nacional de Estudo e Pesquisa em Administração (Inepad).
Segundo a pesquisa, nos 12 maiores bancos, a receita gerada pela cobrança saltou de R$ 16 bilhões, em 2000, para R$ 28 bi nos nove primeiros meses do ano passado. Projetando-se igual ritmo para o quarto trimestre, os ganhos atingiram, ao fim do ano, R$ 37,4 bi.
Descontando-se a inflação do período, a força dos reajustes ainda é evidente. Em 2000, a receita da prestação de serviços atingiu R$ 25 bi. Comparando-se com os R$ 37,7 bi projetados para 2005, o ganho real é de 51%.
A Associação e Sindicato dos Bancos do Estado do Rio informou, por nota, que “banco é prestador de serviços e deve cobrar pelo que o correntista utiliza“ e que “tarifas não são fator de lucratividade, mas precisam existir para garantir a prestação dos serviços“.
“Pagando o pato”
Tais ganhos são reforçados pela cobrança de serviços antes prestados gratuitamente e cujo uso é estimulado dentro da política de redução de pessoal implementada desde os anos 90 – caso, por exemplo, dos atendimentos via telefone, do débito automático e internet, tarifados em alguns bancos.
O ganho de 51% nas tarifas contrasta com queda de 3% na folha de pagamento – fruto da extinção de milhares de empregos no setor no país que precariza o serviço executado pelos bancários. A automatização “criou” facilidades para esta cobrança abusiva e gananciosa dos bancos.
Tarifas cobrem as folhas – Segundo o Inepad, a receita de tarifas bancárias, que representava 79% das despesas com pessoal em 2000, hoje cobre com folga a folha de pagamento, atingindo 106% de seu valor.
Fonte: Seeb de Nova Friburgo, com informações do Jornal do Brasil

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