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Taxa de juro real é a mais alta desde 2003

Apesar de o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central ter mantido o juro básico da economia (Selic) em 19,75% ao ano na semana passada, a taxa real (que desconta a inflação) voltou a bater recorde, atingindo 14%, o mais elevado patamar registrado desde fevereiro de 2003. O cálculo levou em consideração a nova expectativa de inflação para os próximos 12 meses, que caiu de 5,11% para 5,07% em uma semana, segundo pesquisa do BC junto a cem instituições financeiras e empresas de consultoria, por meio do boletim Focus.
De acordo com o economista Thiago Davino, da Consultoria GRC Visão, com os 14%, o Brasil disparou na liderança do ranking dos maiores juros reais do planeta. A taxa é quase três vezes maior que a da Turquia, que está na segunda colocação, com 5,9%. Davino disse que juros tão elevados inibem os investimentos produtivos e comprometem a capacidade futura de crescimento do país. “É muito menos arriscado para um empresário deixar o dinheiro aplicado em títulos do governo do que investir na expansão de seu negócio, gerando os empregos que o país precisa”, afirmou. Essas taxas ainda agravam a concentração de renda, pois só os mais abastados têm sobra de caixa para investir no mercado financeiro.
Além da queda nas projeções de inflação no boletim Focus, a Fundação Instituto de Pesquisas da Universidade de São Paulo (USP) informou que Índice de Preços ao Consumidor (IPC) foi de apenas 0,07% na segunda quadrissemanda de junho, ante o 0,19% registrado em igual período de maio.
Fonte: Correio Braziliense – Vicente Nunes

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Taxa de juro real é a mais alta desde 2003

Apesar de o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central ter mantido o juro básico da economia (Selic) em 19,75% ao ano na semana passada, a taxa real (que desconta a inflação) voltou a bater recorde, atingindo 14%, o mais elevado patamar registrado desde fevereiro de 2003. O cálculo levou em consideração a nova expectativa de inflação para os próximos 12 meses, que caiu de 5,11% para 5,07% em uma semana, segundo pesquisa do BC junto a cem instituições financeiras e empresas de consultoria, por meio do boletim Focus.

De acordo com o economista Thiago Davino, da Consultoria GRC Visão, com os 14%, o Brasil disparou na liderança do ranking dos maiores juros reais do planeta. A taxa é quase três vezes maior que a da Turquia, que está na segunda colocação, com 5,9%. Davino disse que juros tão elevados inibem os investimentos produtivos e comprometem a capacidade futura de crescimento do país. “É muito menos arriscado para um empresário deixar o dinheiro aplicado em títulos do governo do que investir na expansão de seu negócio, gerando os empregos que o país precisa”, afirmou. Essas taxas ainda agravam a concentração de renda, pois só os mais abastados têm sobra de caixa para investir no mercado financeiro.

Além da queda nas projeções de inflação no boletim Focus, a Fundação Instituto de Pesquisas da Universidade de São Paulo (USP) informou que Índice de Preços ao Consumidor (IPC) foi de apenas 0,07% na segunda quadrissemanda de junho, ante o 0,19% registrado em igual período de maio.

Fonte: Correio Braziliense – Vicente Nunes

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