Taxa de mortalidade na infância é quase metade da registrada em 1990, aponta Unicef
rasília – A mortalidade entre crianças menores de 5 anos caiu. De acordo com dados divulgados hoje (13) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef, pela sigla em inglês), a taxa de mortalidade nessa faixa etária no Brasil foi de 59,6 para 31,1 por mil nascidos vivos entre 1990 e 2005, o que representa uma redução de 48% (quase metade).
Segundo o Unicef, isso significa que foi evitada a morte de mais de 20 mil crianças nos últimos cinco anos. Para alcançar a meta do milênio, o Brasil se comprometeu a diminuir a taxa em dois terços até 2015.
De acordo com o a instituição, a região América Latina e Caribe chegou a uma taxa de 27 mortes por mil nascidos vivos, contra 55 em 1990. Já nos países desenvolvidos, taxa está em seis por mil nascidos vivos.
A oficial de projetos do Unicef na área de Sobrevivência e Desenvolvimento Infantil no Brasil, Francisca Maria Andrade, atribuiu os resultados a ações e políticas, como aleitamento materno, suplementação da vitamina A e vacinação. Segundo ela, o Brasil apresentou um avanço importante.
“Tem ações muito bem desenvolvidas pelo governo federal, estaduais e municípios”, afirmou. A representante do Unicef não descartou a importância da participação da sociedade civil no combate a mortalidade entre crianças. “É importante a participação da sociedade civil e do terceiro setor junto com o governo. É importante que haja uma ampla participação para que a criança pequena, a primeira infância, seja uma prioridade de todos”, completou.
No mundo, segundo o organismo internacional, foram 9,7 milhões de mortes de crianças até 5 anos em 2006, contra quase 13 milhões em 1990. Do total no ano passado, 4,8 milhões correspondem à África ao sul do Saara e 3,1 milhões correspondem à Ásia Meridional.
O Unicef destacou as reduções em São Tomé e Príncipe (48%) e Madagáscar (41%). Identificou progressos em países como Marrocos, Vietnã e República Dominicana, que reduziram em mais de um terço as taxas de mortalidade na infância.
Por Luciana Vasconcelos – Repórter da Agência Brasil.
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Mortalidade caiu 13% na faixa até 1 ano de idade entre 1999 e 2004, diz ministério
Brasília – A mortalidade entre menores de 1 ano caiu 13% em 557 microrregiões do país de 1999 a 2004. A análise faz parte do artigo “Uma análise do Programa Saúde da Família e mortalidade infantil no Brasil”, divulgado pelo Ministério da Saúde.
De acordo com a coordenadora de Informação e Análise Epidemiológica do Ministério da Saúde, Fátima Marinho, a redução está associada à melhoria da qualidade da atenção básica e da ampliação do Programa Saúde da Família. “Temos observado que o programa tem impacto significativo na mortalidade infantil. Impacto que é inclusive maior que o do saneamento básico”, afirmou.
Marinho disse que o Saúde da Família começou em 1994 e o início da expansão se deu em 1999, chegando a cerca de 30 mil equipes que atuam nas regiões mais carentes do país. Segundo ela, o programa realiza 74 milhões de consultas médicas por ano. A equipe do Programa Saúde da Família é composta por médicos, enfermeiros, agentes comunitários de saúde, dentistas e técnicos de agente de saúde.
As equipes buscam fazer ações de prevenção para evitar problemas de saúde mais graves.“Não é só colocar o médico, mas também construir equipes multidisciplinares que se responsabilizam pela saúde de uma parte da população do município”, explicou.
De acordo com ela, o município é divido em áreas e cada equipe tem uma responsabilidade sobre as famílias: “Essa equipe passa a fazer visitas, identifica os problemas antes que eles virem casos graves. Então, ela faz uma ação preventiva, uma ação de promoção de saúde e intervenções médicas também”.
Os dados mostram também que na mortalidade pós-natal (28 dias a um ano) a queda chegou a 16%. No entanto, de acordo com o ministério, houve crescimento de 10% na quantidade de bebês com baixo peso, ou seja, aqueles que nascem com menos de 2,5 quilos. O estudo indica também o aumento de mortes neonatais precoces, que ocorrem até os seis meses de vida.
Por Luciana Vasconcelos – Repórter da Agência Brasil.
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