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Por 21:03 Sem categoria

Taxação de lucro empresarial puxa aumento da arrecadação federal

Graças ao crescimento econômico do Brasil no ano passado, que garantiu lucros recordes, empresas pagam no primeiro semestre R$ 83 bilhões em tributos sobre seus ganhos, R$ 11 bilhões a mais do que no ano passado. Em valores, foi a taxação que mais aumento entre janeiro a junho, puxando a expansão de 12% da arrecadação do governo, segundo dados divulgados pela Receita Federal nesta terça-feira.

BRASÍLIA – O elevado crescimento econômico do país no ano passado fez as empresas ganharem dinheiro como nunca, e o efeito nos cofres públicos, na forma de tributação dos lucros, tem sido expressiva. No primeiro semestre, a cobrança de imposto de renda e de contribuição social sobre ganhos patronais teve, em valores, o maior aumento dentre todos os tributos. As empresas pagaram R$ 83 bilhões, R$ 11 bilhões a mais do que em 2010, e a principal explicação apontada pela Receita Federal para este avanço é que parte dos lucros de um ano só é taxada no seguinte.

De janeiro a junho, em quantias que já levam em conta a inflação, a Receita coletou R$ 471 bilhões, 12% a mais do que em 2010, segundo dados divulgados nesta terça-feira (19/07). Do incremento de R$ 53 bilhões, 20% resultaram da mordida no ganhos patronais.

Na sequência, quem mais contribuiu para a arrecadação expandir foram as taxações destinadas à Previdência Social (R$ 10 bilhões a mais), o maior tributo incidente sobre vendas das empresas (Cofins, com R$ 8 bilhões) e o imposto de renda pago pelos trabalhadores (R$ 6,5 bilhões).

No total, os trabalhadores pagaram de imposto de renda no primeiro semestre R$ 47 bilhões, ante R$ 40 bilhões em 2010, também em cifras que consideram a inflação. Foram R$ 35 bilhões por meio de descontos mensais nos contracheques e R$ 12 bilhões referentes à declaração anual de ajuste que as pessoas físicas precisam fazer até abril.

Outra taxação que proporcionou aumento significativo de recursos recolhidos pela Receita Federal foi aquela cobrada das pessoas físicas que ganham com aplicações financeiras.

Atraídas pelos altos juros do Tesouro Nacional na venda de títulos públicos, negócio destinado a rolar a trilionária dívida pública, as pessoas investiram pesado em renda fixa no semestre e pagaram R$ 16 bilhões em impostos pelos lucros obtidos. A variação na coleta do imposto foi de 30% frente a 2010, a maior dentre todos os tributos (no caso dos lucros empresariais, houve acréscimo de 11%).

Por André Barrocal.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cartamaior.com.br

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Arrecadação federal cresce 12,68% no primeiro semestre e bate recorde

Brasília – A arrecadação total de impostos e contribuições federais acumulou no primeiro semestre em termos nominais R$ 482,610 bilhões, informou hoje (19) a Receita Federal. O resultado é recorde e representa um crescimento real de 12,68% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Só em junho, a arrecadação ficou em R$ 82,726 bilhões, em termos nominais, valor que também é recorde para o mês. O resultado representa crescimento de 15,47% em comparação a maio de 2011 e de 23,07% em relação a junho de 2010.

Segundo a Receita Federal, um dos principais motivos para o resultado da arrecadação, em junho, foi a consolidação de dívidas do chamado Refis da Crise instituído pela Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009, para ajudar as empresas brasileiras ante a crise financeira internacional. Enquanto em junho de 2010 a Receita arrecadou R$ 615 milhões com o programa de refinanciamento de tributos, em junho deste ano o valor somou R$ R$ 6,757 bilhões.

Os dados sobre a arrecadação estão sendo apresentados em entrevista coletiva pelo secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto.

Por Daniel Lima –  Repórter da Agência Brasil. Edição: Juliana Andrade.

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Receita revê para cima expectativa de arrecadação em 2011

Brasília – A arrecadação da Receita Federal deverá crescer este ano entre 10% e 10,5%, de acordo com estimativa do secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto. É mais do que o previsto no mês passado pelo próprio Barreto, que apontava para um aumento de 9% a 10%.

O resultado da arrecadação reflete, segundo ele, a lucratividade das empresas medida pelo recolhimento do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL). “Denota o bom momento da economia brasileira e a recuperação da lucratividade das empresas. Está dentro do comportamento esperado e é bastante aderente aos indicadores macroeconômicos”, disse o secretário.

Barreto anunciou hoje (19) que a arrecadação total de impostos e contribuições federais somou, no primeiro semestre, R$ 482,610 bilhões em termos nominais, crescimento de 12,68% em comparação com o mesmo período do ano passado. Só em junho, a arrecadação chegou a R$ 82,726 bilhões, valor recorde para o mês. O resultado representa um crescimento de 15,47% em comparação a maio de 2011 e de 23,07% em relação a junho de 2010.

Além da arrecadação extra de R$ R$ 6,757 bilhões com o programa de refinanciamento de débitos fiscais chamado Refis da Crise, o crescimento da economia inflenciou positivamente no resultado da coleta federal de impostos. A produção industrial, por exemplo, cresceu, entre dezembro de 2010 e maio de 2011, 1,91%. O volume geral de vendas aumentou 13% e a massa salarial cresceu 15,4% em comparação ao período entre dezembro de 2009 e maio de 2010.

Entre os principais tributos, o IRPJ e a CSLL tiveram crescimento real de 22,12% no desempenho da arrecadação de janeiro a junho de 2011. Em seguida, a receita previdenciária, com 20,26%. Em terceiro lugar, Cofins/Pis-Pasep apresentaram expansão real de 15,78%.

“A arrecadação está tendo um comportamento dentro da expectativa e do estimado. Tivemos, no primeiro trimestre, uma boa arrecadação do IRPJ e da CSLL, respondendo à lucratividade das empresas”, disse o secretário da Receita Federal.

Por Daniel Lima –  Repórter da Agência Brasil. Edição: Vinicius Doria.

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