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Títulos públicos turbinam lucro da Caixa

Impulsionada pelas operações com títulos públicos, a Caixa Econômica Federal teve lucro de R$ 700 milhões no primeiro trimestre deste ano, com crescimento de 47% em relação ao resultado apurado entre janeiro e março de 2005. A meta do banco é fazer com que, em 2006, seus ganhos cheguem a R$ 2,1 bilhões.
Caso o lucro deste ano realmente atinja esse valor, a Caixa pretende repassar R$ 699 milhões em dividendos para o Tesouro Nacional -nos últimos anos, o banco tem adotado como política dividir cerca de 35% de seus ganhos com o governo federal. No mês passado, R$ 420 milhões já foram transferidos aos cofres da União como adiantamento referente aos ganhos esperados para 2006.
Segunda maior instituição financeira do país, o lucro da Caixa ficou abaixo do resultado apurado pelo Banco do Brasil, que foi de R$ 2,343 bilhões no primeiro trimestre -embora os números do BB tenham sido inflados por mecanismos contábeis. Entre os bancos privados, os maiores ganhos do período foram alcançados por Bradesco (R$ 1,53 bilhão) e Itaú (R$ 1,46 bilhão).
Reflexo da reestruturação
Parte do resultado da Caixa ainda reflete a operação de reestruturação sofrida pelos bancos federais em 2001. Naquela ocasião, o Tesouro assumiu créditos podres que estavam nas mãos das instituições financeiras e, em troca, injetou nelas um grande volume de títulos públicos. A Caixa, que ficou com a maior parte do socorro, recebeu cerca de R$ 55 bilhões em papéis.
Por causa disso, ainda hoje as aplicações de títulos públicos respondem por metade dos R$ 189,374 bilhões em ativos que a Caixa possui. Em comparação, a carteira de crédito do banco estava, em março, em R$ 39,512 bilhões -menos da metade das aplicações em papéis do governo.
“É uma carteira [a de títulos públicos] muito grande para que se consiga mudar o perfil dos ativos de uma hora para outra”, diz João Dornelles, vice-presidente de controladoria da Caixa. As aplicações em papéis do governo proporcionaram receita de R$ 4,229 bilhões ao banco no primeiro trimestre deste ano, enquanto a concessão de empréstimo gerou faturamento de R$ 2,084 bilhões.
Neste começo de ano, na comparação com os primeiros três meses de 2005, a carteira de crédito da Caixa cresceu 26%. Dornelles diz que o aumento não foi maior porque não houve mais procura por financiamento.
Entre janeiro e março de 2006, um dos destaques na concessão de crédito da Caixa foi o cheque especial, responsável pela liberação de R$ 1,743 bilhão. O valor é 27% maior do que o registrado em igual período de 2005.
Fonte: Fenae

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Títulos públicos turbinam lucro da Caixa

Impulsionada pelas operações com títulos públicos, a Caixa Econômica Federal teve lucro de R$ 700 milhões no primeiro trimestre deste ano, com crescimento de 47% em relação ao resultado apurado entre janeiro e março de 2005. A meta do banco é fazer com que, em 2006, seus ganhos cheguem a R$ 2,1 bilhões.

Caso o lucro deste ano realmente atinja esse valor, a Caixa pretende repassar R$ 699 milhões em dividendos para o Tesouro Nacional -nos últimos anos, o banco tem adotado como política dividir cerca de 35% de seus ganhos com o governo federal. No mês passado, R$ 420 milhões já foram transferidos aos cofres da União como adiantamento referente aos ganhos esperados para 2006.

Segunda maior instituição financeira do país, o lucro da Caixa ficou abaixo do resultado apurado pelo Banco do Brasil, que foi de R$ 2,343 bilhões no primeiro trimestre -embora os números do BB tenham sido inflados por mecanismos contábeis. Entre os bancos privados, os maiores ganhos do período foram alcançados por Bradesco (R$ 1,53 bilhão) e Itaú (R$ 1,46 bilhão).

Reflexo da reestruturação
Parte do resultado da Caixa ainda reflete a operação de reestruturação sofrida pelos bancos federais em 2001. Naquela ocasião, o Tesouro assumiu créditos podres que estavam nas mãos das instituições financeiras e, em troca, injetou nelas um grande volume de títulos públicos. A Caixa, que ficou com a maior parte do socorro, recebeu cerca de R$ 55 bilhões em papéis.

Por causa disso, ainda hoje as aplicações de títulos públicos respondem por metade dos R$ 189,374 bilhões em ativos que a Caixa possui. Em comparação, a carteira de crédito do banco estava, em março, em R$ 39,512 bilhões -menos da metade das aplicações em papéis do governo.

“É uma carteira [a de títulos públicos] muito grande para que se consiga mudar o perfil dos ativos de uma hora para outra”, diz João Dornelles, vice-presidente de controladoria da Caixa. As aplicações em papéis do governo proporcionaram receita de R$ 4,229 bilhões ao banco no primeiro trimestre deste ano, enquanto a concessão de empréstimo gerou faturamento de R$ 2,084 bilhões.

Neste começo de ano, na comparação com os primeiros três meses de 2005, a carteira de crédito da Caixa cresceu 26%. Dornelles diz que o aumento não foi maior porque não houve mais procura por financiamento.

Entre janeiro e março de 2006, um dos destaques na concessão de crédito da Caixa foi o cheque especial, responsável pela liberação de R$ 1,743 bilhão. O valor é 27% maior do que o registrado em igual período de 2005.

Fonte: Fenae

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