fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 21:09 Sem categoria

Trabalhador vai pagar a conta da elevação dos juros, afirma diretor do DIEESE; confira o que dizem os patrões

Brasília – O trabalhador vai acabar pagando mais uma vez a conta da elevação da taxa básica de juros (Selic), avalia o diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio. Ontem (4), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) elevou a Selic de 11,75% para 12,25% ao ano.

“Essa medida visa a restringir a atividade econômica das empresas, restringindo o consumo interno. O rebatimento é por um lado na geração de empregos, redução dos postos de trabalho, e, simultaneamente, contenção em alguma medida do consumo através do crédito.”

De acordo com o diretor, a elevação dos juros adotada pelo Banco Central não enfrenta o problema de forma adequada, que é o dos preços influenciados por problemas internacionais.

“Vai restringir a demanda de consumo e o mercado interno, com o sacrifício extraordinário para problemas cujo enfrentamento implica tratamento de outras questões como câmbio, os próprios juros e política de abastecimento específico como o preço das commodities [bens primários com cotação internacional] .”

Clemente Ganz Lúcio participou hoje (5) da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), no Palácio do Planalto.

Por Daniel Lima – Repórter da Agência Brasil.

========================================

Elevação dos juros pressiona economicamente toda a sociedade, afirma Contag

Brasília – O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Manuel Santos, disse hoje (5), durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, no Palácio do Planalto, que o aumento da taxa básica de juros, a Selic, pressiona economicamente toda a sociedade.

Segundo ele, o governo precisa ter cuidado para manter o equilíbrio econômico de forma a não criar dificuldades ao setor produtivo e também ao consumidor. “Todo o processo de encarecimento da produção quem paga é o consumidor. É preciso pensar não só do ponto de vista da economia, mas também da sociedade, do trabalhador.

Por Daniel Lima – Repórter da Agência Brasil.

========================================

Confederação Nacional de Instituições Financeiras defende decisão do BC

Brasília – O presidente da Confederação Nacional das Instituições Financeiras, Gabriel Jorge Ferreira, defendeu a decisão do Banco Central de elevar a taxa básica de juros, embora tenha admitido a que medida é ruim para o setor produtivo. Ele disse hoje (5) durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, no Palácio do Planalto, que o BC não teve outra saída a não ser sinalizar para as expectativas do mercado, com o aumento dos juros.

“Eu acho que o Banco Central, que vem fazendo um esforço grande para trazer a inflação para o centro da meta, não tinha alternativa a não ser usar esse sinal. Então, foi uma medida que eu considero correta, embora seja ruim para o setor produtivo”, explicou. Para ele, é preferível aumentar os juros a ter de conviver novamente com o aumento da inflação.

Gabriel Jorge Ferreira não considera a medida acanhada para conter a inflação, mas lembra que só na próxima reunião o Comitê de Política Monetária poderá avaliar se foi uma decisão acertada. “Infelizmente, diante desse panorama de aumento geral de preços de commodities e de alimentos, acho que ele [Banco Central] vai ter que continuar nessa tendência de alta para manter os fundamentos da economia tão estáveis como está hoje”, afirmou.

Por Daniel Lima – Repórter da Agência Brasil.

=========================================

Confederação Nacional de Agricultura apóia elevação da taxa Selic

Brasília – O aumento de meio ponto percentual na taxa de juros (Selic), para 12,25%, decidido hoje (4) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) não surpreendeu o presidente da Comissão Nacional de Crédito da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Carlos Sperotto. Para ele, a medida é “uma adequação que responde às altas que estão ocorrendo – inclusive o próprio dólar deverá sofrer um aumento agora”.

“A preocupação do governo é evitar a retomada de um processo inflacionário e esse aumento deverá ser tranqüilamente absorvido pelo mercado”, afirmou Sperotto.

Depois de afirmar que o Brasil inteiro já estava informado de que haveria uma elevação da taxa Selic, o dirigente da CNA ressaltou que “este aumento de meio ponto percentual, logicamente, pesa e vai incidir sobre outros fatores. Mas, no que diz respeito ao nosso setor, a taxa Selic tem se comportado de um modo que traduz uma realidade de mercado, pois temos contratos agrícolas cujas taxas de juros são superiores à Selic.” Por isso, ele considera inevitável a “readequação” decidida pelo Copom.

Sperotto acredita que a taxa Selic poderia ter caído mais do que os 11,75% em que estava fixada antes da reunião de hoje do Copom. “Só não caiu mais porque nós temos contratos rurais com taxa superior à Selic e o produtor está amargando taxas de 12% ou 13%”. Por isso, ele acredita que uma queda da Selic abaixo do nível em que estava criaria “uma situação de desconforto na economia”.

Ele considera ainda que o país não pode deixar de acompanhar os juros internacionais e nesse patamar (12,25%) “é um bom teto para se poder trabalhar. Mas se entra numa curva crescente para evitar a inflação pode trazer uma desorganização na economia, que está andando bem”.

Sobre a alta mundial nos preços dos alimentos, Sperotto justifica que “os preços dos alimentos, que estavam aviltados, estão voltando a uma realidade e o comércio internacional está sinalizando perspectivas de manutenção dessa situação”.

“O que nos preocupa imensamente é o custo de produção. O custo de produção indiscriminado, independentemente de variações e queda do dólar, sofreu um crescimento injustificado no que diz respeito às matérias-primas, por ser o Brasil importador por excelência de fertilizantes e defensivos”, disse ele.

O que causa uma grande preocupação para a agricultura brasileira – afirma Carlos Sperotto – são as futuras safras, devido ao aumento dos custos de produção, o que pode criar um aumento no preço final e “como nós não temos como repassar esse processo, o problema terá que ser administrado”.

Por Jorge Wamburg – Repórter da Agência Brasil.

==========================================

Paulo Bernardo diz que apóia decisões do Copom

Brasília – O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou hoje (5) ao comentar o aumento da taxa básica de juros, Selic, ontem (4), pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), que apóia as decisões do comitê. A Selic passou de 11,75% ao ano para 12,25% ao ano.

“Tenho muita prudência para comentar isso, mas sempre apoio as decisões do Copom. Podemos até achar que em determinado momento houve uma medida que poderia ser diferente. Mas a verdade é que o Bacen [Banco Central]e o Copom têm feito um trabalho exemplar de controle da inflação”, afirmou.

Paulo Bernardo disse que se a alta nos juros não for suficiente para conter a inflação, o governo terá que adotar outras medidas.

“Temos chance muito forte de termos uma inflação dentro da meta e talvez com uma variação dentro da banda de tolerância, portanto não temos nenhum sinal de descontrole na inflação, e se tiver o governo e particularmente o Bacen vão tomar as medidas”, disse.

As declarações do ministro foram dadas no Palácio do Planalto, depois de participar da 26ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

Por Yara Aquino – Repórter da Agência Brasil.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.

Close