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Por 23:25 Sem categoria

Trabalhadoras metalúrgicas da CUT unidas por mais e melhores direitos; tem início a campanha salarial

No fim da 2ª Conferência Nacional das Trabalhadoras Metalúrgicas da CUT, delegadas e delegados encaminharam propostas de resoluções para o 8º Congresso da CNM/CUT, que acontece em 2011

Na tarde desta quarta-feira (23), chegou ao fim a 2ª Conferência Nacional das Trabalhadoras Metalúrgicas da CUT, que teve início na última segunda-feira, na sede da Confederação, em São Bernardo. Do encontro, saíram propostas de resoluções para o 8º Congresso da CNM/CUT, que acontece no próximo ano.

As delegadas e delegados aprovaram todas as propostas por unanimidade.

“É mais um momento histórico para as mulheres metalúrgicas, que depois de três dias de intensos debates, puderam apresentar propostas que podem ser aprovadas em nosso próximo Congresso, aumentando ainda mais a importância da participação da mulher nos espaços de discussão do movimento sindical metalúrgico no país”, disse a secretária da Mulher da CNM/CUT, Maria Ferreira.

Confira abaixo algumas das propostas de resoluções que foram aprovados na Conferência:

– Criação de um Coletivo Nacional de Mulheres da CNM/CUT, com autonomia financeira

– Que a CNM/CUT, Federações e Sindicatos elaborem cursos de formação específicos para a saúde da mulher trabalhadora

– Que as mulheres metalúrgicas se insiram nos espaços públicos, como os Conselhos Municipais da Mulher, de Educação e da Previdência Social

– Que as mulheres tenham participação efetiva nas mesas de negociação através do sistema de cotas (pelo menos 30% de mulheres)

– Que a CNM/CUT promova uma campanha nacional por creche pública de qualidade

– Que os boletins, jornais e informativos dos Sindicatos mantenham frequentemente o tema da violência contra a mulher com informações e explicações

– Acrescentar nos estatutos dos Sindicatos cláusulas de punição com exoneração em casos comprovados de assédio

– Que a CNM/CUT garanta a participação das mulheres dirigentes sindicais nas suas atividades nacionais, disponibilizando recursos para creche integral dos filhos até 06 anos e período parcial até 12 anos, respeitando as orientações do ECA

Por Valter Bittencourt – Imprensa CNM/CUT.

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Metalúrgicos da CUT entregam pauta da Campanha Salarial aos patrões em SP

Reivindicações da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT, FEM/CUT-SP e dos 12 sindicatos filiados no Estado foram entregues após um ato na frente da Fiesp, na Av. Paulista, em São Paulo

Representando 12 sindicatos filiados que somam 250 mil trabalhadores em São Paulo, a Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT-SP entregou nesta quinta-feira (24) a pauta da Campanha Salarial 2010 aos seis grupos patronais que negociam com a categoria.

Após um ato diante da Fiesp, na avenida Paulista, receberam as reivindicações os representantes dos Grupos 2, 8, 10 e Fundição. À tarde, o documento foi entregue para a Anfavea e o Sindipeças.

“Nossa expectativa é muito boa”, comentou Valmir Marques, o Biro Biro, presidente da FEM. “Vamos negociar salário em um cenário de econômico da produção e contratações”, prosseguiu.

Ele explicou que a Federação encaminhou a pauta deste ano cerca de um mês mais cedo que o habitual por conta do período eleitoral. “Queremos fechar um acordo o mais rápido possível”, disse Biro Biro. “Nossa experiência mostra que não é produtivo fazer campanha salarial em época de eleições”, afirmou.

Choradeira dos Patrões

Sérgio Nobre, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, destacou que a entrega de pauta era apenas o pontapé inicial da Campanha Salarial. “Daqui para a frente, é muita mobilização e muita luta”, destacou.

“Nossa campanha é diferente do futebol, onde os torcedores ficam na arquibancada acompanhando o jogo”, continuou o dirigente. “Em nossa campanha, ninguém fica na arquibancada esperando o acordo. Os trabalhadores tem que entrar em campo e jogar junto com os dirigentes”, comparou.

O presidente da CUT São Paulo, Adi Lima, alertou o pessoal presente no ato para não se assustar com as lágrimas que caiam do prédio da Fiesp. “Todas as vezes que entregamos uma pauta, começa a choradeira dos patrões dizendo que estão em dificuldade para atender nossas reivindicações”, lembrou.

Contrato coletivo

Já o secretário de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT), Valter Sanches, destacou que o acordo fechado pela categoria em São Paulo é parâmetro para todo o Brasil.

“As negociações feitos nos demais Estados neste ano estão com piso maior por causa de nossos acordos, o que é bom para a luta histórica dos metalúrgicos em busca de uma convenção coletiva nacional”, concluiu.

Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

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Metalúrgicos paulistas abrem campanha salarial com ato em frente à Fiesp

Brasília – Os metalúrgicos de São Paulo abriram hoje (24), com um ato na Avenida Paulista, em frente à sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a campanha salarial da categoria, que tem data base em setembro. O presidente da Federação dos Sindicatos dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo (FEM)- vinculada à Central Única dos Trabalhadores (CUT) – Valmir Marques da Silva, entregou a pauta de reivindicações trabalhistas aos grupos patronais de negociação sindical da Fiesp.

Marques da Silva informou que a campanha salarial, que tradicionalmente começa em julho, foi antecipada para este mês em consequência das eleições de outubro. De acordo com ele, as negociações deste ano ficarão restritas às cláusulas econômicas. Acordadas para vigorar por dois anos, as cláusulas sociais da negociação do ano passado têm mais um ano de vigência.

Os sindicatos de metalúrgicos, envolvendo cerca de 250 mil trabalhadores, estão pleiteando, sem definição de índice, aumento real de salário e reposição da inflação. Além disso, defendem a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais e a extensão do direito da licença-maternidade de seis meses para todas as trabalhadoras do setor.

Marques da Silva avalia que, este ano, há mais chances de se obter avanços nas negociações. Em 2009, ele lembra, a indústria paulista ainda estava sob os efeitos da crise financeira internacional. “Neste ano, estamos entregando a pauta em ambiente de crescimento econômico, com horas extras no limite máximo e é importante que todo esse crescimento seja dividido com o trabalhador, que é quem produz a riqueza no país”, defendeu o sindicalista.

Por Marli Moreira, da Agência Brasil. Publicado em 24/06/2010, 16:15. Última atualização às 16:15

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