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Trabalhadores bancários continuam denunciando as imposições do Bradesco

Sindicato prossegue campanha no Bradesco

O Sindicato dos Bancários de Umuarama, Assis Chateaubriand e Região realizou, nesta data, mais uma manifestação relacionada à Campanha de Valorização dos Funcionários do Bradesco.

A manifestação foi realizada em frente à agência do Bradesco, em Umuarama, e durou toda a manhã. Os sindicalistas fixaram faixas e cartazes e distribuíram quase mil panfletos aos clientes e usuários do banco, onde protestam contra as más condições de trabalho e cobram do banco a implantação do auxílio-educação.

Segundo Abílio Aparecido dos Santos, funcionário do Bradesco e Secretário de Finanças do Sindicato, “O Bradesco é único grande banco privado do país que não possui o benefício do auxílio-educação, o que é uma enorme contradição, primeiro porque o banco cobra qualificação e segundo porque o banco tem totais condições de pagar o benefício, pois tem acumulado recordes de lucratividade.”

Abílio esclareceu que a campanha de valorização dos funcionários vai prosseguir e o Sindicato está aguardando orientações da Comissão dos Empregados para a realização de novas manifestações.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.bancariosdeumuarama.org.br.

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Cobrança de vendas no Telebanco Bradesco é feita a todo instante

Sindicato teve acesso ao documento que foi distribuído aos supervisores

São Paulo – Os funcionários do Telebanco Bradesco estão sendo pressionados a cumprir metas consideradas exageradas. Os atendentes denunciam também que a cobrança é feita a toda instante, o que vem causando desconforto entre os trabalhadores. Essa política faz parte do relatório de eficiência para cobrar produtividade. Além disso, existe o Indicador Estratégico Telebanco (IET), que serve como referência para transferências e promoções. A revolta dos bancários se dá porque a pressão continua mesmo que a meta seja atingida, gerando um ciclo vicioso sem fim.

De acordo com relatos dos bancários, a pressão vem de todos os lados. Do sistema criado para oferecer produtos aos clientes, dos supervisores, nas reuniões e do departamento de monitoria que em muitos casos chega a pedir a reorientação dos trabalhadores que não ofertam os produtos.

“Consideramos esse método como assédio moral, pois o funcionário naturalmente se sente pressionado com essa forma de cobrança, o que leva muitas vezes ao adoecimento. Sem contar também que o bancário quase nunca é reconhecido e existe uma competição entre os dois sites Santa Cecília e Osasco”, afirma o funcionário do Bradesco e diretor da Fetec-CUT Haroldo Rocha, que acrescenta: “isso tem que acabar”.

Para comprovar a denúncia, o Sindicato conseguiu um documento repassado pela supervisão plena para os supervisores sobre como cobrar os atendentes. No comunicado, uma das responsáveis pelo departamento diz que os supervisores devem acompanhar as vendas de hora em hora, além de sentar ao lado do atendente para “ajudar” na argumentação.

“Esse tipo de pressão, além de gerar desconforto nos bancários, faz com que a venda seja mal feita, ou seja, informações importantes são omitidas dos clientes para que se possa bater a meta. Muitos já foram demitidos até por justa causa porque faziam a venda de qualquer jeito por causa da pressão”, lembra Haroldo.

Por Carlos Fernandes – 22/07/2008.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.

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Sindicato dos Bancários do Mato Grosso apresenta resultado da consulta no Bradesco

Enquanto os banqueiros comemoram lucros recordes, funcionários do Bradesco sofrem diariamente com as péssimas condições de trabalho, metas abusivas, assédio moral e doenças ocupacionais.

Devido à insatisfação dos bancários do Bradesco, a Contraf elaborou uma pesquisa para ser distribuída em todo país, direcionada aos trabalhadores do “banco do planeta” para saber sobre as condições de trabalho e as prioridades com que a categoria gostaria que cada temas fosse tratado nas negociações com a direção do banco.

Em Mato Grosso o sindicato distribuiu a pesquisa nas agências do banco, em Cuiabá. O questionário com 11 perguntas foi elaborado para nortear as prioridades dos trabalhadores.

De acordo com o diretor do Seeb/MT e funcionário do banco Bradesco, José Guerra, a pesquisa serviu para dar um direcionamento quanto as reivindicações dos bancários para negociar frente a direção do banco. “O Bradesco é o único banco que não paga auxílio-educação e isso precisa mudar”, frisa.

O Bradesco se define como “banco do planeta”, alegando desenvolver uma política socioambiental responsável, pautada pela transparência e respeito, mas na prática, não é bem assim que acontece.

Conforme resultado da pesquisa, os funcionários do Bradesco consideram insatisfatórias as condições de trabalho, sendo os motivos principais: falta de funcionários que ocasiona excesso de trabalho, metas inatingíveis e pressão da chefia que muitas vezes assediam moralmente.

Quando perguntados se já realizaram algum curso do Bradesco via internet, 100% informaram que sim, porém quase 50% informaram que encontram dificuldades para realizá-lo, devido à falta de tempo para fazer o curso na agência ou de ter que fazer o curso fora de seu horário de trabalho.

A pesquisa apontou que 97% dos bancários consideram importante que a empresa ofereça um Plano de Cargos e Carreira e 100% consideram que o Auxílio-Educação deve ser uma prioridade do banco com seus funcionários.

Entre as prioridades elencadas pelos bancários, o auxílio-educação é o benefício mais reivindicado pela categoria com 89%. O banco utiliza a Fundação Bradesco como desculpa. A Instituição não oferece cursos de ensino superior e o Bradesco deduz seu imposto de renda. Os bancários querem se especializar.

Em segundo lugar com 86% ficou a remuneração variável, a direção do banco do planeta cobra metas inatingíveis e o Bradesco se nega a pagar a remuneração variável.

Na seqüência o Plano de Saúde foi um dos mais citados com 78%. O Bradesco Saúde não oferece uma cobertura ampla. Poucos médicos e dentistas.

Condições de Trabalho ficou com 72%. A categoria reivindica contratação de mais funcionários.

A segurança nas agências e o Plano de Cargos e Carreira também tiveram expressivo índice. Os bancários trabalham correndo riscos diariamente por lidar diretamente com dinheiro e esperam que a instituição financeira incentive o funcionário dando-lhes oportunidades e perspectivas de crescimento.

Para o presidente do Seeb/MT, Arilson da Silva, a pesquisa é de fundamental importância, uma ferramenta valiosa e através dela será possível lutar pelas reivindicações dos bancários do banco do planeta. A Campanha Nacional de valorização dos funcionários ganhou mais força, graças a pesquisa.

Fonte: Seeb MT.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.contrafcut.org.br.

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