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Trabalhadores bancários na CAIXA e no Banco do Brasil querem o pagamento imediato das Participações nos Lucros e Resultados; CONTRAF-CUT cobra as direções destas empresas

Banco do Brasil lucra mais de R$ 5 bi em 2007 e bancários cobram PLR

(São Paulo) O Banco do Brasil divulgou nesta terça-feira, dia 26, seu balanço anual de 2007 com um lucro líquido de R$ 5,058 bilhões. O resultado representa um recuo de 16,3% em relação ao lucro de 2006, quando o BB registrou ganho de R$ 6,044 bilhões. A queda no lucro, segundo o banco, se deve ao impacto de acontecimentos não recorrentes. Descontados os efeitos extraordinários, o lucro do BB em 2007 foi de R$ 5,748 bilhões, o que representa uma alta de 56,8% ante os R$ 3,665 bilhões do ano anterior.

“Na prática, o lucro do Banco do Brasil cresceu 56,8% no ano passado. Esse desempenho se deve, em grande parte, ao trabalho dos bancários, que estão construindo para o BB uma rentabilidade muito grande”, comenta Marcel Barros, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, da Contraf-CUT.

Marcel afirma que, com o balanço consolidado, a Contraf-CUT está cobrando do BB o pagamento imediato da segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) dos bancários. “O lucro do BB demonstra que o modelo de PLR está correto. Mas, no que diz respeito ao país, temos um banco que só visa o lucro e não participar do desenvolvimento do Brasil, como se espera de um banco público federal”, diz Marcel.

Para o diretor do Sindicato de Brasília e representante do Centro-norte do país na Comissão de Empresa, Eduardo Araújo, o bom desempenho do Banco do Brasil em 2007 foi construído à custa do sacrifício dos funcionários. “Com o programa de reestruturação, que os bancários apelidaram de pacote de maldades, o BB reduziu o número de funcionários nas agências, passou a cometer um verdadeiro crime ao não pagar mais pelas substituições, e piorou consideravelmente as condições de trabalho. Com esta exploração, o lucro só podia crescer mesmo”, destaca Araújo.

O lucro
Segundo nota divulgada pelo Banco do Brasil, “enquanto o resultado de 2006 foi positivamente influenciado por eventos extraordinários de R$ 2,379 bilhões, com destaque para a ativação de crédito tributário, o resultado de 2007 foi impactado negativamente em R$ 690 milhões, decorrentes, sobretudo, dos incentivos pagos no Plano de Afastamento Antecipado (PAA) e das despesas com o plano de reestruturação da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi)”.

Nos três últimos meses de 2007, o ganho do BB foi de R$ 1,217 bilhão em uma base líquida, inferior em 2,5% ao R$ 1,248 bilhão somado em período correspondente de 2006. O índice de Retorno sobre Patrimônio Líquido Médio anualizado (RSPL) da instituição foi de 22,5% no ano passado ante os 32,1% de um exercício antes. Excluídos itens extraordinários, o RSPL em 2007 seria 25,5%, ou 6 pontos percentuais superior ao de 2006.

“O balanço do banco nos permite analisar e concluir que o BB está completamente desfocado da sua missão de agente de desenvolvimento do país. Um exemplo é a participação da carteira agrícola, que diminuiu. Isso significa que o BB está perdendo seu principal objetivo que é ser um fomentador do desenvolvimento agrícola do país. Enquanto o Brasil está crescendo na área agrícola, o BB diminui sua participação, o que é um contra-senso absurdo”, conclui William Mendes, diretor da Contraf-CUT e funcionário do BB.

Fonte: Contraf-CUT.

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Contraf-CUT solicita da Caixa pagamento imediato da PLR

(São Paulo) A Contraf-CUT enviou um ofício nesta segunda-feira, dia 25, para a presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Coelho, solicitando o imediato pagamento da segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) dos bancários.

Na última sexta-feira, 22, a empresa divulgou seu balanço com um lucro líquido de R$ 2,5 bilhões em 2007, crescimento de 5,2% em relação a 2006.

No ofício, a Contraf-CUT deixa claro que o resultado expressivo da Caixa é fruto do desempenho de “todos os trabalhadores”.

“Com a publicação do balanço, a Contraf-CUT espera que a Caixa pague o quanto antes a segunda parcela da PLR dos bancários, já que todos os trâmites legais foram cumpridos e o balanço está consolidado “, afirma Plínio Pavão, diretor da Contraf-CUT e coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa.

Fonte: Contraf-CUT.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.contrafcut.org.br.

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