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Trabalhadores do Ramo Financeiro estiveram reunidos em Pontal do Paraná

A Conferência Estadual dos Trabalhadores do Ramo Financeiro e os Encontros Específicos por banco realizados neste final de semana, 15 e 16 de julho, levaram 220 trabalhadores, bancárias e bancários, de todo o estado e mais 30 convidados para a Associação Banestado em Praia de Leste, Pontal do Paraná/PR. O evento, promovido pela Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Estado do Paraná (FETEC-CUT-PR), a Federação dos Bancários da CUT-PR, debateu e definiu as estratégias para a campanha salarial dos bancários, além de reforçar a mobilização para as negociações, já em andamento, dos financiários e dos trabalhadores de cooperativas de crédito.

Na abertura oficial do evento, o companheiro Sérgio Athayde da Silva (Serginho), bancário aposentado que integra a CUT, lembrou que a combatividade dos trabalhadores do ramo financeiro tem ressonância em todas as categorias de trabalhadores do país. Serginho ressaltou a participação de jovens e mulheres na Conferência, dizendo que esta diversidade é fundamental para as conquistas dos trabalhadores. “Não podemos entregar os nossos direitos adquiridos. Temos que avançar em nossas conquistas, garantir igualdade de oportunidades, combater a terceirização e a informalidade e juntos, devemos conquistar dias melhores para toda a classe trabalhadora brasileira”.

Os presidentes licenciados do Sindicato de Curitiba e Região e da Federação dos Bancários, Marisa Stédile e Adilson Stuzata também estiveram presentes ao evento. Stuzata lembrou que a humanidade no ambiente de trabalho está sendo subtraída dos bancários, que estão perdendo qualidade de vida. “De nada adianta apenas receber um aumento de salário e reverter este ganho em medicamentos. A qualidade de vida deve ser a nossa principal bandeira”.

Marisa corroborou com a opinião de Stuzata, levantando a bandeira do combate ao assédio moral. “O trabalho não deve doer, nem no corpo e muito menos na mente. Talvez um índice baixo de aumento salarial não mobilize, mas outros fatores devem ser mobilizantes. Manter o padrão de vida e de consumo não é o principal, a qualidade de vida e das relações de trabalho sim.” Marisa lembrou ainda que no Paraná há uma grande discriminação em relação a mulher bancária. “A diferença salarial entre bancários e bancárias é de 33%. Este índice nos envergonha, mas deve também nos mobilizar no dia-a-dia do trabalho, do sindicato e da luta política”.

Roberto Von Der Osten, presidente em exercício da FETEC-CUT-PR saudou aos presentes e destacou que o patronato trata com o devido respeito aos bancários pois reconhece o poder de luta desses trabalhadores. Beto recordou momentos históricos do movimento e ressaltou que a atuação dos trabalhadores conseguiu trazer para o palco da luta questões que a sociedade não conseguia elaborar, como o assédio moral.

Após a abertura oficial foi realizada a leitura e discussão do regimento interno da Conferência. A exposição sobre a conjuntura econômica com o economista Cid Cordeiro, do DIEESE-PR e a palestra “Assédio Moral e Violência Psicológica no Trabalho Bancário”, proferida pela psicóloga Lis Andréa Soboll, foram realizadas na tarde do sábado. Também durante a tarde foram realizadas as reuniões por bancos. Cinco grupos foram formados: bancos privados, HSBC, Banco do Brasil, Caixa e cooperativas de crédito. Os grupos discutiram as cláusulas econômicas e sociais para a minuta mínima unificada e estratégias para a Campanha Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro.

No domingo, os participantes da Conferência Estadual dos Trabalhadores do Ramo Financeiro elegeram os representantes do Paraná para o Comando Nacional, responsáveis pela negociação junto aos banqueiros e os representantes do estado para as Comissões de Organização dos Empregados, que tratam de questões específicas dos trabalhadores de cada instituição financeira. Também foram escolhidos os 37 delegados que representarão os trabalhadores de todos os bancos instalados no Paraná na Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro.

Cronograma da Campanha Salarial

As decisões da Conferência serão levadas para a 8ª Conferência Nacional dos trabalhadores do ramo financeiro, agendada para o período entre 27 e 30 de julho, em São Paulo.

No dia 30 de julho, data de finalização dos debates, será definida a pauta de reivindicações para negociação com os banqueiros. Após a conferência, os Sindicatos deverão promover, entre os dias 31 de julho e 9 de agosto, as assembléias com os bancários para a votação da minuta. No dia 10 de agosto, haverá a entrega da minuta de reivindicações dos trabalhadores bancários para a Fenaban.

Conferência de São Paulo aprovou índice de 9,96%

A Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Estado de São Paulo (FETEC-CUT-SP), a Federação dos Bancários da CUT-SP, aprovou neste sábado, 15 de julho, durante a sua Conferência Estadual dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, um conjunto amplo de reivindicações colhidas junto aos trabalhadores da sua base sindical.

Os 362 delegados do Estado de São Paulo presentes na Conferência aprovaram um índice de 9,96% de reajuste salarial (composto pela inflação projetada para o período – 3,96% – mais aumento real de 5,77%), PLR de um salário + R$ 1.200 (se a distribuição ficar entre 5% e 15% do lucro líquido) de forma linear.

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Trabalhadores do Ramo Financeiro estiveram reunidos em Pontal do Paraná

A Conferência Estadual dos Trabalhadores do Ramo Financeiro e os Encontros Específicos por banco realizados neste final de semana, 15 e 16 de julho, levaram 220 trabalhadores, bancárias e bancários, de todo o estado e mais 30 convidados para a Associação Banestado em Praia de Leste, Pontal do Paraná/PR. O evento, promovido pela Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Estado do Paraná (FETEC-CUT-PR), a Federação dos Bancários da CUT-PR, debateu e definiu as estratégias para a campanha salarial dos bancários, além de reforçar a mobilização para as negociações, já em andamento, dos financiários e dos trabalhadores de cooperativas de crédito.
Na abertura oficial do evento, o companheiro Sérgio Athayde da Silva (Serginho), bancário aposentado que integra a CUT, lembrou que a combatividade dos trabalhadores do ramo financeiro tem ressonância em todas as categorias de trabalhadores do país. Serginho ressaltou a participação de jovens e mulheres na Conferência, dizendo que esta diversidade é fundamental para as conquistas dos trabalhadores. “Não podemos entregar os nossos direitos adquiridos. Temos que avançar em nossas conquistas, garantir igualdade de oportunidades, combater a terceirização e a informalidade e juntos, devemos conquistar dias melhores para toda a classe trabalhadora brasileira”.
Os presidentes licenciados do Sindicato de Curitiba e Região e da Federação dos Bancários, Marisa Stédile e Adilson Stuzata também estiveram presentes ao evento. Stuzata lembrou que a humanidade no ambiente de trabalho está sendo subtraída dos bancários, que estão perdendo qualidade de vida. “De nada adianta apenas receber um aumento de salário e reverter este ganho em medicamentos. A qualidade de vida deve ser a nossa principal bandeira”.
Marisa corroborou com a opinião de Stuzata, levantando a bandeira do combate ao assédio moral. “O trabalho não deve doer, nem no corpo e muito menos na mente. Talvez um índice baixo de aumento salarial não mobilize, mas outros fatores devem ser mobilizantes. Manter o padrão de vida e de consumo não é o principal, a qualidade de vida e das relações de trabalho sim.” Marisa lembrou ainda que no Paraná há uma grande discriminação em relação a mulher bancária. “A diferença salarial entre bancários e bancárias é de 33%. Este índice nos envergonha, mas deve também nos mobilizar no dia-a-dia do trabalho, do sindicato e da luta política”.
Roberto Von Der Osten, presidente em exercício da FETEC-CUT-PR saudou aos presentes e destacou que o patronato trata com o devido respeito aos bancários pois reconhece o poder de luta desses trabalhadores. Beto recordou momentos históricos do movimento e ressaltou que a atuação dos trabalhadores conseguiu trazer para o palco da luta questões que a sociedade não conseguia elaborar, como o assédio moral.
Após a abertura oficial foi realizada a leitura e discussão do regimento interno da Conferência. A exposição sobre a conjuntura econômica com o economista Cid Cordeiro, do DIEESE-PR e a palestra “Assédio Moral e Violência Psicológica no Trabalho Bancário”, proferida pela psicóloga Lis Andréa Soboll, foram realizadas na tarde do sábado. Também durante a tarde foram realizadas as reuniões por bancos. Cinco grupos foram formados: bancos privados, HSBC, Banco do Brasil, Caixa e cooperativas de crédito. Os grupos discutiram as cláusulas econômicas e sociais para a minuta mínima unificada e estratégias para a Campanha Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro.
No domingo, os participantes da Conferência Estadual dos Trabalhadores do Ramo Financeiro elegeram os representantes do Paraná para o Comando Nacional, responsáveis pela negociação junto aos banqueiros e os representantes do estado para as Comissões de Organização dos Empregados, que tratam de questões específicas dos trabalhadores de cada instituição financeira. Também foram escolhidos os 37 delegados que representarão os trabalhadores de todos os bancos instalados no Paraná na Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro.
Cronograma da Campanha Salarial
As decisões da Conferência serão levadas para a 8ª Conferência Nacional dos trabalhadores do ramo financeiro, agendada para o período entre 27 e 30 de julho, em São Paulo.
No dia 30 de julho, data de finalização dos debates, será definida a pauta de reivindicações para negociação com os banqueiros. Após a conferência, os Sindicatos deverão promover, entre os dias 31 de julho e 9 de agosto, as assembléias com os bancários para a votação da minuta. No dia 10 de agosto, haverá a entrega da minuta de reivindicações dos trabalhadores bancários para a Fenaban.
Conferência de São Paulo aprovou índice de 9,96%
A Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Estado de São Paulo (FETEC-CUT-SP), a Federação dos Bancários da CUT-SP, aprovou neste sábado, 15 de julho, durante a sua Conferência Estadual dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, um conjunto amplo de reivindicações colhidas junto aos trabalhadores da sua base sindical.
Os 362 delegados do Estado de São Paulo presentes na Conferência aprovaram um índice de 9,96% de reajuste salarial (composto pela inflação projetada para o período – 3,96% – mais aumento real de 5,77%), PLR de um salário + R$ 1.200 (se a distribuição ficar entre 5% e 15% do lucro líquido) de forma linear.

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