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Trabalhadores ocupam agências do Banco do Brasil no Paraná para obter crédito rural

MST ocupa agências do Banco do Brasil para cobrar crédito rural

O escritório do MST no Paraná confirmou que estão previstas mobilizações em 15 cidades nesta semana. Em pelo menos dois municípios – Manoel Ribas, no Norte, e Lapa, na Região Metropolitana – foram registradas ocupações

13/03/2012 | 19:34 | Maria Gizele da Silva, da sucursal de Ponta Grossa

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) no Paraná, Santa Catarina e Alagoas iniciaram nesta terça-feira (13) ocupações em agências do Banco do Brasil para cobrar crédito agrícola e recursos para melhoria dos assentamentos e acampamentos. O movimento deve se estender até a quinta-feira (15).

Para este dia, está prevista uma mobilização na superintendência do banco em Curitiba. O escritório do MST no Paraná confirmou que estão previstas mobilizações em 15 cidades nesta semana. Em pelo menos dois municípios – Manoel Ribas, no Norte, e Lapa, na Região Metropolitana – foram registradas ocupações.

Conforme a Polícia Militar das respectivas cidades, perto de 100 militantes ocuparam a frente da agência do Banco do Brasil em Manoel Ribas durante todo o dia de ontem. Outras 15 pessoas ficaram duas horas em frente ao banco na Lapa. Conforme a polícia, os movimentos foram pacíficos.

O escritório nacional do MST confirmou uma mobilização, envolvendo 70 trabalhadores, na agência de Abelardo Luz, em Santa Catarina, e um protesto, com 300 militantes, em frente aos bancos do Brasil e do Nordeste, em Maceió, em Alagoas. Em Abelardo Luz, além da pauta nacional de reivindicações, os integrantes do MST cobraram linhas de crédito especiais aos trabalhadores rurais dos 97 municípios atingidos pela estiagem.

Conforme a assessoria de imprensa do MST, a mobilização visa a renegociação de dívidas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), infra-estrutura nos assentamentos para o escoamento da produção, um programa para a construção de agroindústrias e assistência técnica para as famílias assentadas e a construção de um crédito diferenciado para a agricultura familiar e a reforma agrária. No Paraná, há 24 mil assentados e 6 mil acampados.

A assessoria de imprensa do Banco do Brasil informou que dos R$ 26,4 bilhões contratados em crédito rural na safra 2011/2012, R$ 5,5 bilhões, ou seja, 20,8%, foram destinados à agricultura familiar.

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MST ocupa agências do Banco do Brasil em vários municípios do Paraná

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupam, de terça até quinta-feira (15), agências do Banco do Brasil em vários municípios do Paraná. Segundo o coordenador do setor de produção do movimento, Jean Carlo Pereira, eles pretendem ser atendidos pelas gerências regionais para discutir uma pauta que inclui temas como a renegociação de dívidas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), infra-estrutura nos assentamentos para o escoamento da produção e assistência técnica para as famílias assentadas.

“Precisamos viabilizar a construção de um crédito diferenciado para a agricultura familiar, além do Pronaf. Este programa tem atendido mais o grande e o médio produtor, já que impõe muitas condições, o que dificulta a liberação do crédito para quem, por exemplo, se dedica a agroecologia”, disse Jean. Segundo ele, ainda existe muita burocracia para a agricultura familiar na hora de conseguir crédito ou refinanciar uma dívida, o que não acontece para grandes produtores que exportam produtos como a soja.

Os agricultores reivindicam que dívidas antigas, contraídas há mais de dez anos, sejam renegociadas. No entanto, diz Jean, às vezes, isso é muito difícil, porque muitas vezes é terceirizada pelos bancos.

As ocupações hoje estão ocorrendo nas agências bancárias dos municípios de Lapa, Ponta Grossa, Cascavel, Ivaiporã, Londrina, Quedas do Iguaçu, Laranjeiras do Sul, Pitanga, Manoel Ribas, Jardim Alegre e Querência do Norte.

Segundo a assessoria do Banco do Brasil, está prevista para a próxima quinta-feira(15), em Curitiba, uma reunião entre os integrantes do MST e a superintendência da instituição.

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MST ocupa Banco do Brasil em Londrina

Aproximadamente 200 trabalhadores invadiram a sala de autoatendimento. Objetivo é renegociar dívidas dos integrantes do movimento

14/03/2012 | 14:16 | Daniel Costa, do Jornal de Londrina

Aproximadamente 200 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) ocuparam, no final da manhã desta quarta-feira (14), a agência do Banco do Brasil no calçadão de Londrina. Antes de invadirem o banco, os trabalhadores realizaram uma marcha por algumas ruas do centro da cidade.

Segundo um integrante do MST, que não quis se identificar, o objetivo da ação era tentar renegociar a dívida da agricultura familiar. Participaram da ação integrantes do movimento de assentamentos da região de Londrina e de acampamentos de Faxinal e Florestópolis.

A princípio, uma comissão do MST iria ser recebida pela superintendência do banco. Enquanto isso, os trabalhadores permaneceriam na sala de autosserviço da agência.

Com a filha pequena no colo, Milton Galdino, 47 anos, marchava sob sol quente em busca de um pedaço de terra. Ele contou que está há nove anos em um acampamento em Faxinal enquanto aguarda a reforma agrária. “É muito sofrido plantar em terra que não é nossa. Cultivo feijão, milho e mandioca, mas quero algo que seja meu”, disse.

Por volta das 12 horas, o representante do MST, José Damasceno, estava em uma reunião com a gerência do banco, por isso, não pôde falar com a reportagem. Os trabalhadores prometem ficar toda à tarde na agência.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.gazetadopovo.com.br

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