Sindicatos se reúnem para debater políticas de saúde em relação à gripe Influenza A (H1N1)
Como esperar uma atitude dos bancos é esperar em vão, os Sindicatos dos Bancários se adiantaram no debate para a prevenção da gripe Influenza A (H1N1). Antes mesmo da realização da 11ª Conferência Estadual dos Trabalhadores Bancários, realizada nos dias 04 e 05 de julho de 2009, este assunto já estava na ordem do dia dos trabalhadores. Por ocasião da conferência, foram manifestadas as impressões nos locais de trabalho, uma vez que as agências bancárias, hoje em dia, são ambientes que carecem de uma fluidez natural em seus sistemas de ventilação e, ao mesmo tempo, são pontos de grande fluxo de pessoas. O alerta estava dado!
Toda a discussão inicial e os seus desdobramentos geraram um comunicado da FETEC-CUT-PR, convocando os representantes das diversas regiões paranaenses para uma reunião que teve a finalidade de tratar e conhecer as medidas que os bancos estão tomando acerca dessa pandemia, bem como cobrar deles medidas de prevenção. Esta reunião, inicialmente organizada pelo Sindicato de Curitiba e Região, aconteceu neste dia 04 de julho, em Curitiba.
As ações no interior do Estado
Neil Emídio Júnior, presidente do Sindicato de Paranavaí e Região, se mostrou preocupado desde o início por conta de o ambiente de trabalho bancário se mostrar propenso à propagação da doença: “tomamos a iniciativa de entrar em contato com o Gestor do Município na área de saúde, Coordenação do Setor de Epidemiologia e com a diretora de planejamento de infectologia do município de Paranavaí, pedindo um oficio de orientações para as agências bancarias. Fomos atendidos imediatamente sobre quase tudo o que propomos” diz o dirigente sindical, que é trabalhador bancário no Itaú Unibanco.
Já o Sindicato de Campo Mourão e Região fez um levantamento sobre as condições ambientais das agências e constatou que em Campo Mourão, na agência Itaú não há ventilação (NÃO TEM NENHUMA JANELA!), apresenta um grande fluxo de clientes e duas funcionárias grávidas (uma é caixa e outra atendente).
E nas demais agências locais, no Unibanco, no HSBC, no Santander e no Real não tem ventilação natural , (só ar condicionado). No Banco do Brasil, o local em que se encontram os caixas não possui ventilação natural, o ambiente é pequeno e em dias de movimento a aglomeração de pessoas é grande.
Atenção às Gestantes
Mesmo nos bancos em que haja orientação para as funcionárias trabalharem na retaguarda, sempre há riscos no ambiente, e as mesmas acabam atendendo clientes, por isso sugerimos a DISPENSA DAS GESTANTES NESSE PERÍODO CRÍTICO, mantendo-se a remuneração, informa o presidente do Sindicato, Luis Marcelo Legnani, que é trabalhador bancário no Banco do Brasil.
É importante frisar que todos os dez sindicatos filiados à FETEC-CUT-PR estão desenvolvendo ações de atenção e prevenção quanto à disseminação da nova gripe. No atual contexto, todos os bancos precisam agir de maneira efetiva.
Desinformação e pânico
Por conta disso, representantes dos sindicatos e dos bancos públicos (os bancos privados foram convidados, mas não se manifestaram) se reuniram com o médico David Bueno, da Secretaria Estadual de Saúde, no Espaço Cultural e esportivo dos Bancários, em Curitiba. A reunião teve como pauta a prevenção da nova gripe.
Para Elias Jordão, presidente da FETEC-CUT-PR e trabalhador bancário no banco Bradesco, ficou bem claro pela fala do médico que “cuidados devem ser tomados, mas não existem motivos para pânico”. Os bancos públicos estão tomando atitudes, de acordo com as suas possibilidades, mas o não comparecimento de representantes dos bancos privados acaba se mostrando sintomático do descaso.
“Já não é mais uma questão de fazer reivindicações e exigências. É uma questão de humanidade” sentencia Jordão sobre todo o descaso.
Luiz Gustavo Vilela – Jornalista
FETEC-CUT-PR
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Sindicato aponta medidas que devem ser adotadas nas agências
Em reunião que contou com a presença de representante da Secretaria Estadual de Saúde, dirigentes sindicais e gestores dos bancos BB e Caixa discutem providências que podem ser tomadas nas agências para prevenção da Influenza A (H1N1).
Em reunião realizada esta manhã (04), no auditório do Espaço Cultural e Esportivo, os representantes dos trabalhadores bancários e da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil tiveram a oportunidade de sanar suas dúvidas sobre a gripe Influenza A (H1N1). O médico David Bueno, da Secretaria Estadual de Saúde, além de responder as perguntas, contribuiu com a diretoria do Sindicato a desenvolver um breve plano de ação com intuito de evitar a proliferação da nova gripe nas agências bancárias.
“O objetivo do Sindicato dos Bancários é de evitar que as agências, locais com grande aglomerações de pessoas, com pouca circulação de ar e intenso manuseio de papéis e dinheiro, se tornem pólos de transmissão do vírus”, explica Otávio Dias, presidente do Sindicato.
Três providências serão tomadas imediatamente pela entidade a partir das orientações do médico David Bueno e do debate realizado com os representantes da Caixa e BB: o Sindicato formulará um documento formal explicitando medidas básicas que devem ser tomadas pelos bancos para dar mais segurança aos clientes e bancários (veja quadro abaixo); será enviado um ofício a Secretaria de Saúde do Estado solicitando uma manifestação oficial do governo com objetivo de pressionar que os bancos da capital e região adotem as medidas; e a Contraf/CUT (entidade nacional de representação dos bancários) será acionada para exigir que a Febraban oriente os bancos sobre a importância de providências imediatas.
Medidas debatidas nesta manhã (04) e que o Sindicato considera que devam ser adotadas pelos bancos
• Os bancos devem realizar campanhas internas de conscientização, abrangendo bancários e trabalhadores terceirizados e ensinando medidas de prevenção como: lavar as mãos, de forma correta, frequentemente com água e sabão; evitar tocar olhos, nariz ou boca; usar lenço de papel descartável; e manter ambientes ventilados, entre outras. A orientação é de que sejam colocados cartazes, exibidos filmes e seja providenciada ampla divulgação sobre as formas de prevenção.
• Os bancos devem afastar imediatamente trabalhadores que apresentem sintomas de qualquer gripe.
• Bancários que estão em grupos de risco, como gestantes e pessoas que apresentam baixa imunidade e que atuam em áreas de atendimento público, devem ser transferidos para serviços de retaguarda.
• O álcool gel de 70% deve ser disponibilizado para higienização das mãos, especialmente nos caixas, onde há grande movimentação de pessoas e manuseio de dinheiro e papéis. O álcool também deve ser utilizado para limpeza das mesas no local de trabalho.
• É urgente a verificação e manutenção dos sistemas de ar condicionado das agências bancárias.
• Janelas e portas das agências devem ser mantidas abertas, permitindo a circulação de ar.
• Os bancos, como medida para salvaguardar a saúde de trabalhadores e clientes, devem monitorar o fluxo de pessoas que circulam nas agências.
• Os bancos devem aumentar o número de funcionários que realizam atendimento ao público também com o objetivo de evitar aglomerações dentro das agências. É indicado que existam funcionários prestando orientações sobre a prevenção da nova gripe aos clientes que esperam pelo atendimento.
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Bancos privados boicotam reunião sobre prevenção da nova gripe
Apenas representantes dos bancos públicos de Curitiba e região estiveram presentes na reunião promovida pelo Sindicato dos Bancários, esta manhã (04), no auditório do Espaço Cultural da categoria.
Os bancos privados demonstraram esta manhã, dia 04, total descaso com a saúde dos trabalhadores bancários. Nem mesmo o banco privado com maior número de funcionários em Curitiba, o HSBC, enviou representante para discutir o tema. O descaso do HSBC é uma ameaça aos clientes, usuários e funcionários do banco. “Lamentamos que os bancos privados não estejam conscientes da necessidade de debater o tema, de orientar seus funcionários e clientes de forma adequada e estejam agindo com tanto descaso e irresponsabilidade”, afirma Otávio Dias, presidente do Sindicato.
Fica evidente que Bradesco, Itaú Unibanco, HSBC, Santander e demais bancos privados estão mais preocupados com a divulgação de seus lucros neste primeiro semestre do que em adotar medidas que possam proteger a vida de seus trabalhadores. Mais uma vez é a lógica do lucro e da exploração que impera nas unidades bancárias.
“O risco de transmissão da nova gripe nas agências bancárias é muito alto. É um assunto muito sério e está sendo tratado com desprezo pelos bancos privados”, diz Ademir Vidolin, secretário jurídico do Sindicato. “É urgente a adoção de algumas medidas nos bancos. Por exemplo, regular número de clientes nas agências, evitando aglomerações, afastar imediatamente de bancários que apresentem sintomas de gripe e impedir que trabalhadores que estejam inseridos no grupo de risco atendam ao público”, completa.
“A reunião demonstrou que as medidas individuais são imprescindíveis, mas não podemos nos furtar de exigir dos bancos privados providências imediatas de caráter coletivo. Medidas simples que são essenciais para evitar que a população curitibana e, em especial, os bancários de Curitiba, que já estão mais suscetíveis à doença devido ao clima frio, estejam ainda mais vulneráveis dentro das agências”, explica Otávio Dias.
SEEB Curitiba
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