Lula inaugurou 1ª etapa das obras de ampliação da Repar
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve no Paraná nesta sexta-feira [12] para participar da cerimônia de conclusão da primeira etapa das obras de ampliação da Refinaria Presidente Getúlio Vargas [Repar], em Araucária. Até agora já foram investidos cerca de US$ 2 bilhões na unidade. Ao final das obras, o que deve ocorrer em 2012, o montante destinado será de US$ 5,4 bilhões.
Pouco antes da cerimônia, Lula visitou as novas instalações industriais da Repar e foi ovacionado pelos trabalhadores. Logo em seguida, se dirigiu à tenda adaptada para a solenidade. A comitiva do presidente foi composta pelos ministros Paulo Bernardo [planejamento], Dilma Roussef [Casa Civil] e pelo presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli de Azevedo.
Políticos paranaenses também prestigiaram a visita do presidente Lula, como o governador Roberto Requião [PMDB] e o vice Orlando Pessuti, e os senadores Flávio Arns [PSDB] e Osmar Dias [PDT], além de deputados federais e estaduais.
Sindicalistas da CUT foram convidados a compor a mesa. Foram eles, Roni Anderson Barbosa, presidente da CUT-PR; Silvaney Bernardi, presidente do Sindipetro PR/SC; Domingos Oliveira Davide, presidente do Sintracon Curitiba; e Antônio Lemos do Prado, presidente do Sindimont-PR.
Em sua exposição, Roni destacou a grande transformação da Petrobrás durante o governo Lula. “Há 10 anos, a empresa estava sucateada e apresentava sérios problemas, inclusive de segurança das instalações e dos trabalhadores. Quando assumiu o país, Lula mudou a política da estatal. Contratou mais funcionários e fez investimentos maciços em todas as áreas. Graças a isso, foi possível a descoberta do pré-sal e, em consequência, a ampliação da Repar e de várias outras unidades da Petrobrás”, destacou.
Já a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, compartilhou os méritos do Programa de Aceleração do Crescimento [PAC] com a classe trabalhadora. “As obras da Repar e todas as outras que recebem recursos do PAC não seriam possíveis sem os trabalhadores. A participação deles é que está garantindo o crescimento e desenvolvimento do país. E o nosso objetivo, enquanto Governo Federal, é ampliar os empregos e distribuir e gerar renda”, disse.
Logo ao ser chamado para discursar, Lula foi ovacionado pelo público presente. Sobre as obras, o presidente disse que a geração dos milhares de empregos e a melhoria do refino do petróleo são o mais importante. “Elas [as obras] são justamente para melhorar a qualidade de vida da população, porque hoje a nossa gasolina libera quase duas mil ppm [partículas por milhão] de enxofre. E com os investimentos que estamos fazendo, chegaremos a cerca de 50 ppm. O ar que todos respiramos vai ficar mais puro”.
Ainda no discurso, Lula criticou as denúncias de irregularidades feitas pelo Tribunal de Contas da União [TCU] que quase paralisaram diversas obras de infraestrutura no país. Segundo ele, se a interrupção das obras realmente acontecesse, 27 mil trabalhadores perderiam seus empregos, apenas na Repar seriam 11 mil trabalhadores dispensados. “Quando eu desci do ônibus e vi toda essa peãozada, eu senti muito orgulho. Não tem nada mais importante na vida que um homem ou mulher conseguir o pão com o trabalho. Então, se tiver que fiscalizar, que se fiscalize, se tiver que apurar, que se apure, mas não dá para demitir 27 mil trabalhadores para rua só porque alguém desconfia de alguma coisa”, protestou.
Após a cerimônia na Refinaria, Lula seguiu para a Cidade Industrial de Curitiba, onde visitou a linha de montagem de computadores da Positivo Informática. Depois, seguiu para Londrina, onde participou da inauguração da ampliação de um call center.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cutpr.org.br.
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Lula rebate insinuações de que sua presença em obra da Petrobras é atividade de campanha
Curitiba – Investimentos como o que a Petrobras está fazendo na Refinaria Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, região metropolitana de Curitiba, foram determinantes para que o Brasil fosse o último país a ser atingido pela crise financeira internacional e o primeiro a sair. Assim definiu hoje (12) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a conclusão da primeira etapa das obras de ampliação e modernização da refinaria.
Lula respondeu a insinuações que, segundo ele, a imprensa fez, levantando suspeita de que sua presença na conclusão da primeira etapa das obras da Repar poderia ser classificada como pré-campanha, já que ele foi acompanhado da pré-candidata do PT à Presidência, a chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff. “O que engorda o porco é o olho do dono. Se o presidente e o governador não saírem às ruas, as pessoas não vão saber o que está acontecendo”.
“Vendo o rosto dos trabalhadores aqui, hoje, fico orgulhoso, porque não faz muito tempo que a Petrobras tinha que mandar embora 27 mil trabalhadores porque o Tribunal de Contas da União [TCU] tinha mandado um aviso que tinha suspeita de irregularidade e essa obra tinha que ser suspensa”, afirmou referindo-se à recomendação do tribunal para a suspensão de obras com suspeita de irregulares e que constavam da lei orçamentária de 2010.
Lula disse que um presidente não pode se submeter a esse tipo de pressão se o resultado de sua ação for para prejuízo de alguém. “Se tem que fazer investigação, apure, mas não vamos fazer com que um trabalhador fique desempregado porque alguém suspeita que alguma coisa está acontecendo”, disse.
Ele também justificou o seu veto à decisão do Congresso de suspender obras. “Isso, na verdade, era para ser aprovado. Não foi aprovado porque um senador esqueceu de ir votar e outro companheiro que ia votar, deu comparecimento lá e foi jantar. Nessa hora, colocaram em votação.”
Para ele, a manutenção dos empregos foi o mais importante. “Quando desci aqui, fiquei com orgulho, porque não tem nada mais sagrado do que ganhar com suor do seu sangue o pão de cada dia, de sua família. E é isso que muita gente não quer compreender no país”, afirmou. Ele enfatizou que a Repar, hoje, é o maior canteiro de obras do Paraná.
Lula lembrou que os Estados Unidos e a Europa perderam, cada um, 7 milhões de postos de trabalho no auge da crise financeira e o Brasil, ao contrário, gerou postos de trabalho, num total de 950 mil.
“Tem gente que, até hoje, não está convencido de que eu deveria ser presidente da República por eu ter sido torneiro mecânico. Mas esse país mudou, porque aprendemos a gostar de nós, não queremos ser tratados como cidadãos de segunda categoria. Tinha um tempo em que o FMI [Fundo Monetário Internacional] diz o que fazer da nossa economia”.
O presidente disse que, no auge da crise, “quando muitos faziam manchete dizendo que o mundo ia acabar e o trabalhador não queria comprar, tive a coragem de ir à televisão e dizer pra o brasileiro consumir.”
A ministra Dilma Rousseff disse que, no passado, se houvesse uma crise como a que se deflagrou no final de 2008 e com reflexos em todo o mundo ao longo de 2009, o governo teria paralisado uma obra do porte da Repar. “Mas só tem um jeito de combater a crise. No início da crise, pelo incentivo ao consumo, por exemplo, o país saiu de uma reserva de US$ 205 bilhões e, hoje, sai da crise com US$ 241 bilhões.”
A Repar é o maior investimento do sistema Petrobras em unidade de refino – US$ 5,4 bilhões . São 19 novas unidades que vão produzir coque de petróleo, gasolina, diesel, gás de cozinha, propeno e hexano, além de promover a melhoria da qualidade dos derivados produzidos.
No início de suas operações, em 1977, a refinaria possuía capacidade de processamento de 20 mil metros cúbicos de petróleo por dia. A capacidade, hoje, é de 32 mil metros cúbicos, que equivalem a cerca de 200 mil barris/dia. As obras de modernização da Repar geram 15 mil empregos e a conclusão dos trabalhos está prevista para o final de 2011.
Ainda hoje, o presidente estará em Londrina, no norte do Paraná, para participar da cerimônia de assinatura de contratos do programa Minha Casa, Minha Vida.
Por Lúcia Nórcio – Repórter da Agência Brasil.
TEXTO COLHIDO EM www.agenciabrasil.gov.br.