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Por 14:38 Sem categoria

Trabalhadores tomam Brasília por melhoria no emprego no país; Lula recebe as centrais sindicais às 15 horas deste 05 de dezembro

Mesmo debaixo de chuva, cerca de 25 mil pessoas participam IV Marcha da Classe Trabalhadora na capital federal

São Paulo – Mesmo com chuva, milhares de trabalhadores de todo o país tomam nesta quarta-feira, dia 5, as ruas de Brasília na IV Marcha Nacional da Classe Trabalhadora. Aproximadamente 25 mil pessoas cumprem, desde as primeiras horas da manhã, uma programação de manifestações, reivindicações e atos políticos. O ponto alto será uma audiência das centrais sindicais com o presidente Lula, prevista para as 15h.

A marcha reivindica a redução da jornada de trabalho, mais e melhores empregos e o fortalecimento da seguridade social e das políticas públicas. A categoria bancária está presente na marcha ao lado do presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino.

Logo às 7h, uma multidão começava a se formar no estacionamento do estádio Mané Garrincha. Já no meio da manhã, uma passeata levou os trabalhadores para a esplanada dos Ministérios, onde foram feitas duas paradas: uma em frente ao Ministério da Saúde e outra no Ministério da Previdência e Trabalho.

A marcha seguiu para entregar a pauta de reivindicações aos presidentes do Senado, Tião Viana (PT-AC), e da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP). Logo a seguir, por volta das 12h15, começou o ato político em frente ao Congresso Nacional. O próximo compromisso é no Palácio do Planalto.

Redução da Jornada – Entre as reivindicações da marcha estão a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a medida criaria mais de 2 milhões de empregos com um custo de apenas 1,99% na folha de pagamento das empresas.

Por Gisele Coutinho – 05/12/2007.
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Dieese mostra que redução da jornada melhora o emprego

Tese, defendida na IV Marcha, gera postos de trabalho, aumento na massa salarial, na produtividade e ainda gera consumo

São Paulo – Nesta quinta-feira, brasileiros de todos os cantos do país reúnem-se em Brasília para a IV Marcha Nacional da Classe Trabalhadora. Um dos eixos que serão levados para a capital federal é a redução da jornada de trabalho sem redução dos salários de 44 para 40 horas semanais. Dentre os benefícios do tema, estão a geração de postos de trabalho, o aumento da massa salarial e até a motivação do consumo.

Segundo estudo divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) no mês passado, seriam mais de 2,2 milhões os postos de trabalho abertos caso a jornada fosse reduzida. Se fosse acompanhada do fim das horas-extras, seriam mais 1,2 milhão. Com mais pessoas trabalhando e mais salários pagos, o consumo tende a aumentar.

Custos – O argumento de que a redução da jornada geraria muitos custos para os empregadores é discutível. Hoje, os custos da folha de pagamento para as empresas ficam em torno de 22%. A redução levaria este valor para 23,99%. “É um aumento pequeno, considerando o tamanho do benefício para o país”, diz Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato. “Vale dizer, ainda, que a redução da jornada aumenta a motivação do trabalhador, o que, certamente refletiria na produtividade da empresa”, completa.

Dados ainda mostram que, em 2005, o custo horário da mão-de-obra no Brasil ligados à produção manufatureira é um dos menores do mundo: US$ 4,1, contra US$ 13,6 da Coréia do Sul, US$ 17,8 da Espanha e US$ 33 da Alemanha.

Por André Rossi – 03/12/2007.

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