Mesmo debaixo de chuva, cerca de 25 mil pessoas participam IV Marcha da Classe Trabalhadora na capital federal
São Paulo – Mesmo com chuva, milhares de trabalhadores de todo o país tomam nesta quarta-feira, dia 5, as ruas de Brasília na IV Marcha Nacional da Classe Trabalhadora. Aproximadamente 25 mil pessoas cumprem, desde as primeiras horas da manhã, uma programação de manifestações, reivindicações e atos políticos. O ponto alto será uma audiência das centrais sindicais com o presidente Lula, prevista para as 15h.
A marcha reivindica a redução da jornada de trabalho, mais e melhores empregos e o fortalecimento da seguridade social e das políticas públicas. A categoria bancária está presente na marcha ao lado do presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino.
Logo às 7h, uma multidão começava a se formar no estacionamento do estádio Mané Garrincha. Já no meio da manhã, uma passeata levou os trabalhadores para a esplanada dos Ministérios, onde foram feitas duas paradas: uma em frente ao Ministério da Saúde e outra no Ministério da Previdência e Trabalho.
A marcha seguiu para entregar a pauta de reivindicações aos presidentes do Senado, Tião Viana (PT-AC), e da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP). Logo a seguir, por volta das 12h15, começou o ato político em frente ao Congresso Nacional. O próximo compromisso é no Palácio do Planalto.
Redução da Jornada – Entre as reivindicações da marcha estão a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a medida criaria mais de 2 milhões de empregos com um custo de apenas 1,99% na folha de pagamento das empresas.
Por Gisele Coutinho – 05/12/2007.
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Dieese mostra que redução da jornada melhora o emprego
Tese, defendida na IV Marcha, gera postos de trabalho, aumento na massa salarial, na produtividade e ainda gera consumo
São Paulo – Nesta quinta-feira, brasileiros de todos os cantos do país reúnem-se em Brasília para a IV Marcha Nacional da Classe Trabalhadora. Um dos eixos que serão levados para a capital federal é a redução da jornada de trabalho sem redução dos salários de 44 para 40 horas semanais. Dentre os benefícios do tema, estão a geração de postos de trabalho, o aumento da massa salarial e até a motivação do consumo.
Segundo estudo divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) no mês passado, seriam mais de 2,2 milhões os postos de trabalho abertos caso a jornada fosse reduzida. Se fosse acompanhada do fim das horas-extras, seriam mais 1,2 milhão. Com mais pessoas trabalhando e mais salários pagos, o consumo tende a aumentar.
Custos – O argumento de que a redução da jornada geraria muitos custos para os empregadores é discutível. Hoje, os custos da folha de pagamento para as empresas ficam em torno de 22%. A redução levaria este valor para 23,99%. “É um aumento pequeno, considerando o tamanho do benefício para o país”, diz Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato. “Vale dizer, ainda, que a redução da jornada aumenta a motivação do trabalhador, o que, certamente refletiria na produtividade da empresa”, completa.
Dados ainda mostram que, em 2005, o custo horário da mão-de-obra no Brasil ligados à produção manufatureira é um dos menores do mundo: US$ 4,1, contra US$ 13,6 da Coréia do Sul, US$ 17,8 da Espanha e US$ 33 da Alemanha.
Por André Rossi – 03/12/2007.
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