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TV Digital

Na sexta-feira (23/6), a mídia comercial divulgou que o governo federal vai baixar Decreto optando pelo Sistema Japonês de Televisão Digital. Antes mesmo da notícia correr o país, os movimentos sociais do Paraná já vinham fazendo grande discussão em torno do assunto. Uma dessas foi a Audiência Pública sobre TV Digital que aconteceu nesta segunda-feira (26), no “plenarinho” da Assembléia Legislativa, em Curitiba, e contou com participantes de várias entidades.
A primeira exposição foi de Takashi Tome, do CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações), que falou sobre as vantagens e possibilidades da digitalização da TV no Brasil, com tecnologia desenvolvida nacionalmente. Ele defendeu que a TV digital, gerada com tecnologia própria, ao invés de um sistema estrangeiro, poderá ocupar todas as faixas de canais numa freqüência de 6MHz, bem como trazer oportunidade histórica de democratizar a mídia no país, além de contribuir para o intercâmbio de programas em toda a América Latina, e de convergência das mídias, como, por exemplo, Rádio, TV e Internet.
Com o desenvolvimento da tecnologia brasileira de TV Digital, Takashi também vê a possibilidade de expansão da economia e da abertura de outros campos de trabalho aos profissionais da área.
Outro participante, Gustavo Gindre, da ONG Intervozes, justificou na história da telecomunicação do Brasil as falhas que ocasionaram o oligopólio das comunicações e o conservadorismo que até hoje persiste nas leis voltadas para o setor no país. “É preciso acabar com o oligopólio nas comunicações. Só assim os movimentos sociais como sindicatos, ONGs, Religiões e todos os setores organizados da sociedade vão estar representados na mídia, mostrando a diversidade e a pluralidade cultural do Brasil, já que conteúdos importados estão a cada dia vindo para o país de forma desenfreada”. Gindre acredita que a TV Digital vai contribuir para o desenvolvimento tecnológico, mas que a população precisa saber utilizar esse tipo de tecnologia de modo que impulsione a democratização dos meios de comunicação.
Em seguida, Élson Faxina, representando a Frente Nacional por um Sistema Democrático de Rádio e TV Digital, defendeu o desenvolvimento de uma tecnologia nacional como alternativa aos outros modelos em discussão, já que o país tem profissionais qualificados nessa área. Uma das primeiras estratégias que Faxina defende é que, com a digitalização da TV, o país terá produtores de tecnologia, gerando empregos de alto nível, e não apenas consumidores de tecnologia e “massa de manobra”. Ele também acredita que, mesmo diante do fato de não ter tempo hábil para muitas discussões, dá para mobilizar as entidades e assim ganhar mais tempo nessa discussão.
A última a falar foi Rosane Bortotti, que fez sua primeira atividade como Secretária Nacional de Comunicação da CUT. Em sua fala, defendeu a comunicação a serviço da população e a relação dela com o poder. Rosane afirmou que as concessões devem ser repensadas, já que os conteúdos divulgados estão a serviço do capital ou como “pano de fundo” aos políticos que não querem a democratização da comunicação. “Temos que acabar com o oligopólio no setor e abrir espaços aos movimentos sociais para que defendam seus direitos e a inclusão dos trabalhadores e trabalhadoras, enquanto sujeitos do processo histórico, e não como meros coadjuvantes”, finalizou.
Fonte: CUT

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TV Digital

Na sexta-feira (23/6), a mídia comercial divulgou que o governo federal vai baixar Decreto optando pelo Sistema Japonês de Televisão Digital. Antes mesmo da notícia correr o país, os movimentos sociais do Paraná já vinham fazendo grande discussão em torno do assunto. Uma dessas foi a Audiência Pública sobre TV Digital que aconteceu nesta segunda-feira (26), no “plenarinho” da Assembléia Legislativa, em Curitiba, e contou com participantes de várias entidades.

A primeira exposição foi de Takashi Tome, do CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações), que falou sobre as vantagens e possibilidades da digitalização da TV no Brasil, com tecnologia desenvolvida nacionalmente. Ele defendeu que a TV digital, gerada com tecnologia própria, ao invés de um sistema estrangeiro, poderá ocupar todas as faixas de canais numa freqüência de 6MHz, bem como trazer oportunidade histórica de democratizar a mídia no país, além de contribuir para o intercâmbio de programas em toda a América Latina, e de convergência das mídias, como, por exemplo, Rádio, TV e Internet.

Com o desenvolvimento da tecnologia brasileira de TV Digital, Takashi também vê a possibilidade de expansão da economia e da abertura de outros campos de trabalho aos profissionais da área.

Outro participante, Gustavo Gindre, da ONG Intervozes, justificou na história da telecomunicação do Brasil as falhas que ocasionaram o oligopólio das comunicações e o conservadorismo que até hoje persiste nas leis voltadas para o setor no país. “É preciso acabar com o oligopólio nas comunicações. Só assim os movimentos sociais como sindicatos, ONGs, Religiões e todos os setores organizados da sociedade vão estar representados na mídia, mostrando a diversidade e a pluralidade cultural do Brasil, já que conteúdos importados estão a cada dia vindo para o país de forma desenfreada”. Gindre acredita que a TV Digital vai contribuir para o desenvolvimento tecnológico, mas que a população precisa saber utilizar esse tipo de tecnologia de modo que impulsione a democratização dos meios de comunicação.

Em seguida, Élson Faxina, representando a Frente Nacional por um Sistema Democrático de Rádio e TV Digital, defendeu o desenvolvimento de uma tecnologia nacional como alternativa aos outros modelos em discussão, já que o país tem profissionais qualificados nessa área. Uma das primeiras estratégias que Faxina defende é que, com a digitalização da TV, o país terá produtores de tecnologia, gerando empregos de alto nível, e não apenas consumidores de tecnologia e “massa de manobra”. Ele também acredita que, mesmo diante do fato de não ter tempo hábil para muitas discussões, dá para mobilizar as entidades e assim ganhar mais tempo nessa discussão.

A última a falar foi Rosane Bortotti, que fez sua primeira atividade como Secretária Nacional de Comunicação da CUT. Em sua fala, defendeu a comunicação a serviço da população e a relação dela com o poder. Rosane afirmou que as concessões devem ser repensadas, já que os conteúdos divulgados estão a serviço do capital ou como “pano de fundo” aos políticos que não querem a democratização da comunicação. “Temos que acabar com o oligopólio no setor e abrir espaços aos movimentos sociais para que defendam seus direitos e a inclusão dos trabalhadores e trabalhadoras, enquanto sujeitos do processo histórico, e não como meros coadjuvantes”, finalizou.

Fonte: CUT

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