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UFPR aceita a metade dos cotistas negros

Mais da metade dos vestibulandos que tiveram sua aprovação em cotas para negros na Universidade Federal do Paraná (UFPR) contestada conseguiram garantir a vaga depois de passar por uma nova avaliação. Dez estudantes que poderiam perder a cota para alunos de escolas públicas também obtiveram, decisão favorável a sua entrada na faculdade. Com isso, a segunda chamada da UFPR, divulgada no início da noite de ontem, acabou ficando um pouco menor do que se previa. A relação saiu com 401 novos calouros.

No momento em que compareceram para fazer a matrícula, 122 dos 573 alunos que entraram nas cotas raciais tiveram seu direito à matrícula suspenso. A banca responsável por avaliá-los havia julgado que eles não poderiam ser considerados negros. Todos tiveram direito a entrar com recurso para passar por uma segunda avaliação. Dos 122 alunos, 70 obtiveram sucesso no recurso e vão poder se matricular normalmente. Apenas 33 tiveram a matrícula negada. Esses estão definitivamente fora da universidade neste ano. Outros 19 não compareceram para fazer a segunda avaliação.

A diferença entre a primeira e a segunda avaliações é que depois de entrar com o recurso os candidatos tiveram oportunidade de ser entrevistados pela banca. No momento da matrícula, o exame era apenas visual. Durante a a entrevista, muitos alunos apresentaram fotos que mostram que eles vêm de famílias de negros. Esse foi o caso de Ana Lúcia Pereira. Candidata a uma vaga de cotista em Matemática Industrial, ela foi chamada para a reavaliação. Mostrou fotografias de familiares, contou por que se considerava negra e foi aprovada.

Entre os alunos de escola pública, apenas 10 dos 65 que estavam tendo seu direito à cota contestado conseguiram reverter a decisão. Outros 20 alunos não compareceram para recorrer da contestação. E 35 tiveram seu recurso indeferido.

2.ª chamada

A lista de segunda chamada foi liberada ontem no site da UFPR com mais de uma hora de atraso. A assessoria de imprensa da universidade informou que houve problemas de instabilidade na energia elétrica do Centro Politécnico, o que dificultou a colocação da lista no ar.

No total, houve novos aprovados em 63 dos 69 cursos de graduação. Os alunos aprovados em segunda chamada devem fazer sua matrícula na próxima sexta-feira, diz 25. A UFPR anunciou que a terceira chamada será divulgada no dia 8 de março.

O Instituto de Pesquisas da Afro-Descendência divulgou ontem os resultados de seu programa de manutenção de alunos negros na universidade. Segundo a coordenadora do projeto Adebori, professora Marcilene Souza, a média de nota dos 22 alunos apoiados em 2004 foi oito. Entre os três alunos que estudam na UFPR, a média foi 7,5, segundo Marcilene. “Isso prova que as cotas, ao contrário do que muita gente disse, não vão trazer nenhuma diferença para o nível dos alunos da UFPR”, afirma a professora. Segundo ela, alunos cotistas tendem, pelo contrário, a se dedicar mais durante o curso, tendo melhores resultados do que a maioria dos colegas.

O projeto Adebori dá ajuda de custos a 22 estudantes negros que freqüentam aulas em universidades paranaenses. O programa inclui apoio psicológico e aulas sobre cultura e história africanas.

Fonte: Clipping CUT/PR

Por 16:35 Notícias

UFPR aceita a metade dos cotistas negros

Mais da metade dos vestibulandos que tiveram sua aprovação em cotas para negros na Universidade Federal do Paraná (UFPR) contestada conseguiram garantir a vaga depois de passar por uma nova avaliação. Dez estudantes que poderiam perder a cota para alunos de escolas públicas também obtiveram, decisão favorável a sua entrada na faculdade. Com isso, a segunda chamada da UFPR, divulgada no início da noite de ontem, acabou ficando um pouco menor do que se previa. A relação saiu com 401 novos calouros.
No momento em que compareceram para fazer a matrícula, 122 dos 573 alunos que entraram nas cotas raciais tiveram seu direito à matrícula suspenso. A banca responsável por avaliá-los havia julgado que eles não poderiam ser considerados negros. Todos tiveram direito a entrar com recurso para passar por uma segunda avaliação. Dos 122 alunos, 70 obtiveram sucesso no recurso e vão poder se matricular normalmente. Apenas 33 tiveram a matrícula negada. Esses estão definitivamente fora da universidade neste ano. Outros 19 não compareceram para fazer a segunda avaliação.
A diferença entre a primeira e a segunda avaliações é que depois de entrar com o recurso os candidatos tiveram oportunidade de ser entrevistados pela banca. No momento da matrícula, o exame era apenas visual. Durante a a entrevista, muitos alunos apresentaram fotos que mostram que eles vêm de famílias de negros. Esse foi o caso de Ana Lúcia Pereira. Candidata a uma vaga de cotista em Matemática Industrial, ela foi chamada para a reavaliação. Mostrou fotografias de familiares, contou por que se considerava negra e foi aprovada.
Entre os alunos de escola pública, apenas 10 dos 65 que estavam tendo seu direito à cota contestado conseguiram reverter a decisão. Outros 20 alunos não compareceram para recorrer da contestação. E 35 tiveram seu recurso indeferido.
2.ª chamada
A lista de segunda chamada foi liberada ontem no site da UFPR com mais de uma hora de atraso. A assessoria de imprensa da universidade informou que houve problemas de instabilidade na energia elétrica do Centro Politécnico, o que dificultou a colocação da lista no ar.
No total, houve novos aprovados em 63 dos 69 cursos de graduação. Os alunos aprovados em segunda chamada devem fazer sua matrícula na próxima sexta-feira, diz 25. A UFPR anunciou que a terceira chamada será divulgada no dia 8 de março.
O Instituto de Pesquisas da Afro-Descendência divulgou ontem os resultados de seu programa de manutenção de alunos negros na universidade. Segundo a coordenadora do projeto Adebori, professora Marcilene Souza, a média de nota dos 22 alunos apoiados em 2004 foi oito. Entre os três alunos que estudam na UFPR, a média foi 7,5, segundo Marcilene. “Isso prova que as cotas, ao contrário do que muita gente disse, não vão trazer nenhuma diferença para o nível dos alunos da UFPR”, afirma a professora. Segundo ela, alunos cotistas tendem, pelo contrário, a se dedicar mais durante o curso, tendo melhores resultados do que a maioria dos colegas.
O projeto Adebori dá ajuda de custos a 22 estudantes negros que freqüentam aulas em universidades paranaenses. O programa inclui apoio psicológico e aulas sobre cultura e história africanas.
Fonte: Clipping CUT/PR

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