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Um dia depois, EUA reconhecem a vitória de Chávez no referendo

Com o anúncio, Washington se soma ao Grupo de Países Amigos da Venezuela

Washington (AFP) – O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou ontem que o país se somará ao denominado Grupo de Países Amigos da Venezuela, que na segunda-feira reconheceu a vitória do presidente Hugo Chávez no referendo sobre seu mandato, realizado no domingo. Segundo o porta-voz do Departamento de Estado, Adam Ereli, os resultados preliminares do referendo mostram que o presidente Chávez recebeu o apoio de maioria dos eleitores. “Nos uniremos ao Grupo de Países Amigos da Venezuela no reconhecimento dos resultados preliminares” da consulta, disse Ereli.

“Acreditamos que, depois de realizado o referendo e com os resultados preliminares referendados por vários grupos, é agora o povo e o governo venezuelanos que devem decidir os passos a seguir.” O Grupo de Países Amigos da Venezuela, do qual os Estados Unidos fazem parte, anunciou segunda-feira que o referendo venezuelano “foi transparente” e constitui um “importante passo para a reconciliação nacional”.

Sem entrar na arena, os EUA fizeram tudo o que puderam para tirar Chávez do poder. Sua principal estratégia foi financiar os grupos de oposição. O Brasil, por sua vez, fez o que pode para garantir o respeito à democracia, apresentando há cerca de dois anos, a sugestão de criar o Grupo de Países Amigos da Venezuela.

Esse grupo, integrado por Brasil, Chile, Espanha, México, Portugal, e até pelos Estados Unidos (que fizeram questão de fazer parte do bloco na época de sua criação) também diz acreditar que os venezuelanos “saberão resolver suas divergências pelo diálogo”, segundo uma declaração divulgada em Brasília. Chávez conseguiu o apoio da maioria dos venezuelanos para continuar no poder até o fim de seu mandato, em 2006, mas a oposição questiona os resultados oficiais e diz que o referendo foi fraudulento.

Fedecamaras

Em Caracas, a principal organização patronal da Venezuela, que sempre foi integrante ativo da oposição, também reconheceu ontem a vitória do presidente Hugo Chávez. “Não tivemos força suficiente nem a capacidade para levar nossa mensagem aos eleitores domingo”, declarou a presidente da Fedecamaras, Albis Munoz. Esta posição representa um golpe duro para a oposição que exigia uma consulta popular sobre o mandato do presidente, e anunciou depois que houve fraude.

Ontem, mesmo, entorpecida pela derrota, a oposição anunciou poder fornecer provas de que o referendo para uma eventual revogação do mandato do presidente Chavez esteve marcado por irregularidades. Segundo os opositores, os observadores internacionais, que avalizaram a vitória do presidente Chávez no referendo, serão obrigados a mudar de opinião quando tomarem conhecimento dos fatos que serão denunciados.

Observadores

O ex-presidente norte-americano Jimmy Carter confirmou na segunda a vitória do presidente Chávez. “Nossas informações são exatamente as mesmas do CNE. Em numerosos centros de votação os resultados são precisos”, declarou o prêmio Nobel da Paz acrescentando que “não constatamos situações graves de intimidações ou de violência que afetassem as decisões dos eleitores”. Segundo Enrique Mendoza, um dos líderes da oposição, “os democratas vão entregar aos organismos internacionais provas claras e contundentes, e não haverá outro remédio senão impugnar o processo e repeti-lo”. Mendoza disse que a oposição exige uma auditoria das máquinas de votação e a contagem manual dos votos, para comparar este resultado ao da votação eletrônica. O Centro Carter confirmou os números proclamados pelo CNE – 58,25% para o “não” à revogação do mandato de Hugo Chávez contra 41,74% pelo “sim”. O vice-presidente José Vicente Rangel não escondeu ontem a cólera contra “esta oposição que apóia golpes de Estado, comporta-se de maneira perversa, não tem lucidez e se recusa a aceitar as regras do jogo democrático”.

Fonte: Gazeta do Povo

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Um dia depois, EUA reconhecem a vitória de Chávez no referendo

Com o anúncio, Washington se soma ao Grupo de Países Amigos da Venezuela
Washington (AFP) – O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou ontem que o país se somará ao denominado Grupo de Países Amigos da Venezuela, que na segunda-feira reconheceu a vitória do presidente Hugo Chávez no referendo sobre seu mandato, realizado no domingo. Segundo o porta-voz do Departamento de Estado, Adam Ereli, os resultados preliminares do referendo mostram que o presidente Chávez recebeu o apoio de maioria dos eleitores. “Nos uniremos ao Grupo de Países Amigos da Venezuela no reconhecimento dos resultados preliminares” da consulta, disse Ereli.
“Acreditamos que, depois de realizado o referendo e com os resultados preliminares referendados por vários grupos, é agora o povo e o governo venezuelanos que devem decidir os passos a seguir.” O Grupo de Países Amigos da Venezuela, do qual os Estados Unidos fazem parte, anunciou segunda-feira que o referendo venezuelano “foi transparente” e constitui um “importante passo para a reconciliação nacional”.
Sem entrar na arena, os EUA fizeram tudo o que puderam para tirar Chávez do poder. Sua principal estratégia foi financiar os grupos de oposição. O Brasil, por sua vez, fez o que pode para garantir o respeito à democracia, apresentando há cerca de dois anos, a sugestão de criar o Grupo de Países Amigos da Venezuela.
Esse grupo, integrado por Brasil, Chile, Espanha, México, Portugal, e até pelos Estados Unidos (que fizeram questão de fazer parte do bloco na época de sua criação) também diz acreditar que os venezuelanos “saberão resolver suas divergências pelo diálogo”, segundo uma declaração divulgada em Brasília. Chávez conseguiu o apoio da maioria dos venezuelanos para continuar no poder até o fim de seu mandato, em 2006, mas a oposição questiona os resultados oficiais e diz que o referendo foi fraudulento.
Fedecamaras
Em Caracas, a principal organização patronal da Venezuela, que sempre foi integrante ativo da oposição, também reconheceu ontem a vitória do presidente Hugo Chávez. “Não tivemos força suficiente nem a capacidade para levar nossa mensagem aos eleitores domingo”, declarou a presidente da Fedecamaras, Albis Munoz. Esta posição representa um golpe duro para a oposição que exigia uma consulta popular sobre o mandato do presidente, e anunciou depois que houve fraude.
Ontem, mesmo, entorpecida pela derrota, a oposição anunciou poder fornecer provas de que o referendo para uma eventual revogação do mandato do presidente Chavez esteve marcado por irregularidades. Segundo os opositores, os observadores internacionais, que avalizaram a vitória do presidente Chávez no referendo, serão obrigados a mudar de opinião quando tomarem conhecimento dos fatos que serão denunciados.
Observadores
O ex-presidente norte-americano Jimmy Carter confirmou na segunda a vitória do presidente Chávez. “Nossas informações são exatamente as mesmas do CNE. Em numerosos centros de votação os resultados são precisos”, declarou o prêmio Nobel da Paz acrescentando que “não constatamos situações graves de intimidações ou de violência que afetassem as decisões dos eleitores”. Segundo Enrique Mendoza, um dos líderes da oposição, “os democratas vão entregar aos organismos internacionais provas claras e contundentes, e não haverá outro remédio senão impugnar o processo e repeti-lo”. Mendoza disse que a oposição exige uma auditoria das máquinas de votação e a contagem manual dos votos, para comparar este resultado ao da votação eletrônica. O Centro Carter confirmou os números proclamados pelo CNE – 58,25% para o “não” à revogação do mandato de Hugo Chávez contra 41,74% pelo “sim”. O vice-presidente José Vicente Rangel não escondeu ontem a cólera contra “esta oposição que apóia golpes de Estado, comporta-se de maneira perversa, não tem lucidez e se recusa a aceitar as regras do jogo democrático”.
Fonte: Gazeta do Povo

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