UFPR já recebeu mais de 2,2 mil inscrições para o concurso deste ano
Seis entidades do movimento negro divulgaram ontem uma nota de repúdio à ação do procurador da República em Guarapuava, Pedro Paulo Reinaldin. O procurador contestou judicialmente, com uma ação na Justiça Federal, as cotas para afro-descendentes e estudantes de escola pública que foram implantadas no vestibular da Universidade Federal do Paraná. As cotas, aprovadas pelo Conselho Universitário, garante 20% das vagas de cada curso para negros e 20% para alunos que sempre estiveram no ensino público. De acordo com a argumentação do procurador, as reservas são inconstitucionais.
Em entrevista coletiva, o movimento negro anunciou que agirá judicialmente apenas se a juíza Valkíria Kelen de Souza, de Guarapuava, conceder a liminar pedida por Reinaldin. Eles afirmam ainda que a entidade que poderá contestar na Justiça qualquer decisão contrária às cotas é a própria UFPR.
Segundo nota divulgada ontem pela UFPR, mais de 2,2 mil estudantes já fizeram sua inscrição para o vestibular deste ano. O período de inscrições foi aberto netsa segunda-feira. A universidade está orientando os candidatos a preencherem a ficha pela internet informando se querem ou não disputar as vagas reservadas para os cotistas, tanto no caso dos negros quanto nos alunos de escola pública. Segundo a UFPR, apenas se houver decisão judicial contrária ao sistema implantado haverá motivo para mudança no formulário. As inscrições estão sendo feitas somente pela internet, no site www.nc.ufpr.br.
Fonte: Gazeta do Povo
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