Movimento sindical cutista está na luta para preservar emprego dos funcionários do banco
ão Paulo – Os bancários seguem na luta pela preservação dos empregos dos trabalhadores do Real ABN, cuja venda para um grupo estrangeiro pode ocorrer até o início de outubro. O candidato que ofereceu a maior quantia em dinheiro é um consórcio liderado pelo banco Santander, que se tornaria assim o maior banco privado brasileiro, segundo projeção dos bancários.
Internacionalmente, estão previstas de 19 mil a 22 mil demissões, segundo projeções feitas pelos próprios concorrentes à compra. Há 31 mil trabalhadores do ABN no Brasil.O Sindicato defende a aceleração do processo de ratificação da Convenção 158 da OIT – que inibe as demissões sem justa causa – e também a garantia das cláusulas que protejam os empregos caso a venda seja concluída.
Os trabalhadores contam com o apoio da Central Única dos Trabalhadores. Em reunião realizada no último dia 6, com dirigentes do Sindicato e da Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), o presidente da CUT, Artur Henrique, afirmou: “Em países em que os direitos dos trabalhadores são mais respeitados, a venda de grandes empresas vem sempre acompanhada de cláusulas de manutenção do emprego e de salvaguardas para as economias locais. É assim inclusive na Holanda, em que o ABN é sediado, e no mercado europeu como um todo. Exigimos esse respeito aqui também”.
Por Gisele Coutinho com informações da CUT – 12/09/2007.
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Aymoré Financiamentos, do grupo Real ABN, vive clima tenso
Financeira pode se desvincular do banco causando perda de direitos
São Paulo – Os bancários da Aymoré Financiamentos, do grupo ABN Amro, estão vivendo em clima de tensão por causa da possível desvinculação da financeira do grupo. Essa situação vai fazer com que os trabalhadores bancários passem para outra categoria (como a dos comerciários), perdendo direitos conquistados ao longo da história da categoria bancária.
O Sindicato já realizou debates com os bancários do Consumer e do novo prédio da Contax para entender a situação desses trabalhadores e vai procurar a direção do banco para discutir o assunto. Também será necessário mobilização e participação dos bancários para garantir os direitos conquistados e o emprego.
“Diretores do ABN afirmam que a medida influirá somente sobre o plano da empresa. No entanto, a história demonstra que mudanças como esta significam arrocho sobre os funcionários com corte de direitos e de salários, apesar do excelente resultado obtido pelo empenho dos bancários da Aymoré para o lucro de todo o conglomerado”, afirma o diretor do Sindicato Marcelo Gonçalves. “É só ver o PPR que os diretores do ABN receberam graças a estes mesmos resultados: mais de 100 mil reais”, completa.
Carlos Fernades – 12/09/2007
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