Uma comissão formada pelo secretário-geral da CNB/CUT, Carlos Cordeiro, pelo representante da CUT Nacional e do Seeb Brasília, Jacy Afonso de Melo, pelo presidente da Fetec CUT/SP, Sebastião Cardozo e pelo presidente da Fenae, José Carlos Alonso foram recebidos na manhã de hoje em audiências nos Ministérios da Justiça e do Trabalho e Emprego, onde denunciaram a violência patrocinada pelos bancos, particularmente o Bradesco, e pela Polícia Militar durante a greve da categoria.
No Ministério da Justiça, os bancários foram recebidos pelo Secretário Nacional de segurança Pública, Luiz Fernando Correia, e pelo secretário executivo adjunto, Paulo Machado, que demonstram extrema preocupação com o relato da violência promovida pela Polícia Militar a mando do Bradesco. Os bancários citaram os casos de São Paulo, de ontem e do dia 23/09, quando a polícia agrediu e prendeu sindicalistas e de Belo Horizonte, onde um dirigente também foi preso no dia 16/09, além dos episódios de Assis, Araraquara, Fortaleza e Vitória da Conquista.
Os representantes do Ministério da Justiça estranharam o fato de que em todo o país só o Bradesco tenha agido desta forma e se disseram preocupados com o temor dos bancários de que ocorra algo semelhante ao que aconteceu no Rio Grande do Sul na semana passada, quando um dirigente sindical foi morto pela Brigada Militar durante a greve dos sapateiros.
Os bancários pediram ainda providências para garantir o direito de greve, que também vem sendo desrespeitado pelos interditos proibitórios, denunciaram a prática de cárcere privado pelos bancos, que muitas vezes fazem os funcionários dormirem no local de trabalho ou chegarem ainda de madrugada, além do assédio moral, praticado por gerentes e administradores.
Segundo os representantes do Ministério da Justiça, o próprio ministro Márcio Thomaz Bastos, entrará em contato com as Secretarias de Segurança dos estados, em especial com secretário de São Paulo, Saulo Ramos, assim como irá procurar o presidente da Febraban e do Banco Bradesco, Márcio Cypriano, para interceder pelo fim da violência.
Marinho promete fiscalização
Do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, os bancários receberam a garantia de que irá orientar a fiscalização sobre os bancos que estão praticando cárcere privado e que, onde comprovadas as denúncias, haverá punição rigorosa. Marinho também se comprometeu a entrar em contato com o Márcio Cypriano e os presidentes dos bancos federais para tentar solucionar o impasse da greve da categoria.
O secretário-geral da CNB/CUT, Carlos Cordeiro, avaliou as audiências como positivas. “Os ministérios se mostraram preocupados com os fatos que estão ocorrendo na greve dos bancários e estranharam que eles tenham se concentrado no Bradesco. Estão predispostos a resolver o problema. A fiscalização garantida pelo Ministério do Trabalho será muito importante para acabar com os abusos que vêm sendo praticados pelos bancos. Queremos evitar a tragédia que ocorreu no Rio Grande do Sul”, destaca.
Fonte: CNB/CUT
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Por Mhais• 7 de outubro de 2005• 13:29• Sem categoria
Violência: Ministérios prometem providências
Uma comissão formada pelo secretário-geral da CNB/CUT, Carlos Cordeiro, pelo representante da CUT Nacional e do Seeb Brasília, Jacy Afonso de Melo, pelo presidente da Fetec CUT/SP, Sebastião Cardozo e pelo presidente da Fenae, José Carlos Alonso foram recebidos na manhã de hoje em audiências nos Ministérios da Justiça e do Trabalho e Emprego, onde denunciaram a violência patrocinada pelos bancos, particularmente o Bradesco, e pela Polícia Militar durante a greve da categoria.
No Ministério da Justiça, os bancários foram recebidos pelo Secretário Nacional de segurança Pública, Luiz Fernando Correia, e pelo secretário executivo adjunto, Paulo Machado, que demonstram extrema preocupação com o relato da violência promovida pela Polícia Militar a mando do Bradesco. Os bancários citaram os casos de São Paulo, de ontem e do dia 23/09, quando a polícia agrediu e prendeu sindicalistas e de Belo Horizonte, onde um dirigente também foi preso no dia 16/09, além dos episódios de Assis, Araraquara, Fortaleza e Vitória da Conquista.
Os representantes do Ministério da Justiça estranharam o fato de que em todo o país só o Bradesco tenha agido desta forma e se disseram preocupados com o temor dos bancários de que ocorra algo semelhante ao que aconteceu no Rio Grande do Sul na semana passada, quando um dirigente sindical foi morto pela Brigada Militar durante a greve dos sapateiros.
Os bancários pediram ainda providências para garantir o direito de greve, que também vem sendo desrespeitado pelos interditos proibitórios, denunciaram a prática de cárcere privado pelos bancos, que muitas vezes fazem os funcionários dormirem no local de trabalho ou chegarem ainda de madrugada, além do assédio moral, praticado por gerentes e administradores.
Segundo os representantes do Ministério da Justiça, o próprio ministro Márcio Thomaz Bastos, entrará em contato com as Secretarias de Segurança dos estados, em especial com secretário de São Paulo, Saulo Ramos, assim como irá procurar o presidente da Febraban e do Banco Bradesco, Márcio Cypriano, para interceder pelo fim da violência.
Marinho promete fiscalização
Do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, os bancários receberam a garantia de que irá orientar a fiscalização sobre os bancos que estão praticando cárcere privado e que, onde comprovadas as denúncias, haverá punição rigorosa. Marinho também se comprometeu a entrar em contato com o Márcio Cypriano e os presidentes dos bancos federais para tentar solucionar o impasse da greve da categoria.
O secretário-geral da CNB/CUT, Carlos Cordeiro, avaliou as audiências como positivas. “Os ministérios se mostraram preocupados com os fatos que estão ocorrendo na greve dos bancários e estranharam que eles tenham se concentrado no Bradesco. Estão predispostos a resolver o problema. A fiscalização garantida pelo Ministério do Trabalho será muito importante para acabar com os abusos que vêm sendo praticados pelos bancos. Queremos evitar a tragédia que ocorreu no Rio Grande do Sul”, destaca.
Fonte: CNB/CUT
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