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WWF alerta bancos para alterações climáticas

O setor financeiro brasileiro está na mira das organizações de defesa do meio ambiente. O Fundo Mundial para a Natureza (WWF na sigla em inglês) está abrindo uma campanha no país para conscientizar os bancos, seguradoras e administradores de recursos de terceiros (“asset management”) sobre os riscos das alterações climáticas para a rentabilidade – e a própria subsistência – de seus negócios.
A WWF é a segunda entidade a anunciar uma ação neste sentido só este ano. Em maio, o Carbon Disclosure Project (CDP), organização sem fins lucrativos formada por 155 investidores internacionais, anunciou uma ofensiva para trazer mais empresas e bancos brasileiros para o grupo e o lançamento, em 2006, de seu primeiro relatório em português.
O CDP tem por objetivo disseminar informações para investidores sobre mudanças climáticas, o mercado de crédito de carbono e estratégias das empresas para se prevenir de riscos climáticos e ambientais.
Famosa pela defesa radical da fauna e do meio ambiente, a Organização Não-Governamental (ONG) WWF quer estimular o financiamento de atividades ambientalmente sustentáveis. O setor financeiro seria uma “ponte” para atingir os segmentos que geram impacto ambiental, como o energético e o agrícola, explica Giulio Volpi, coordenador do programa de Mudanças Climáticas da ONG.
A área de Mudanças Climáticas da WWF está sendo instalada em Brasília onde Volpi chegou há três meses para coordenar os trabalhos, não só no Brasil mas em toda América Latina. Na bagagem, Volpi trouxe um estudo feito em parceria com o grupo alemão Allianz (veja matéria ao lado). O trabalho aborda os riscos e as oportunidades gerados por alterações do clima e emissões de gás carbônico – não só para os bancos mas também para as seguradoras e os administradores de fundos.
É a segunda parceria da WWF com um grupo segurador – o Allianz é um dos maiores do mundo em serviços financeiros, com operação em 70 países e seu principal negócio é seguros. A primeira foi com a resseguradora Munich Re.
Segundo Volpi, a área de Mudanças Climáticas vai trabalhar com prioridade na “eficiência energética”, junto a toda a cadeia do setor elétrico. “Para mudar esses setores você tem que trabalhar com as fontes de recursos e o setor financeiro joga um papel fundamental”, afirmou Volpi.
A ONG mudou seu enfoque para sensibilizar o mercado: “Não é só o aspecto social ou ambiental, achamos que é uma questão que pode reduzir a rentabilidade dos investidores”, explicou Volpi, lembrando que o tema está na pauta de discussões do Grupo dos Oito (G-8) países mais ricos que acontece esta semana na Escócia.
O raciocínio é que “o mundo da economia não entende os valores ecológicos”, então a WWF vai falar a linguagem da rentabilidade. A ONG quer mostrar aos bancos que o financiamento de atividades não sustentáveis pode levar a prejuízos a médio e longo prazo.
O trabalho prevê ações também junto às empresas e órgãos governamentais. Para o Fundo Mundial da Natureza, o cenário estatístico traçado pelo próprio governo brasileiro, de crescimento de 3% a 4% ao ano, que implica a expansão do consumo de energia da ordem de 4% a 5%, simplesmente “não é sustentável”. Seria preciso, diz Volpi, construir muitas novas centrais de geração de energia que podem implicar em forte impacto ambiental. “É preciso que o Brasil tenha uma estratégia de eficiência no consumo, do contrário você vai apenas consumir mais e mais”.
Pelo menos os grandes bancos brasileiros já se sensibilizaram com a idéia ao aderir aos chamados Princípios do Equador, um acordo internacional contendo diretrizes socioambientais para os financiamentos acima de US$ 50 milhões. “A análise do risco ambiental já faz parte do nosso dia-a-dia desde outubro de 2001 quando implantamos nosso programa de sustentabilidade”, garantiu Victor Hugo Kamphorst, superintendente executivo do Banco Real.
Fonte: Valor Econômico – Janes Rocha

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WWF alerta bancos para alterações climáticas

O setor financeiro brasileiro está na mira das organizações de defesa do meio ambiente. O Fundo Mundial para a Natureza (WWF na sigla em inglês) está abrindo uma campanha no país para conscientizar os bancos, seguradoras e administradores de recursos de terceiros (“asset management”) sobre os riscos das alterações climáticas para a rentabilidade – e a própria subsistência – de seus negócios.

A WWF é a segunda entidade a anunciar uma ação neste sentido só este ano. Em maio, o Carbon Disclosure Project (CDP), organização sem fins lucrativos formada por 155 investidores internacionais, anunciou uma ofensiva para trazer mais empresas e bancos brasileiros para o grupo e o lançamento, em 2006, de seu primeiro relatório em português.

O CDP tem por objetivo disseminar informações para investidores sobre mudanças climáticas, o mercado de crédito de carbono e estratégias das empresas para se prevenir de riscos climáticos e ambientais.

Famosa pela defesa radical da fauna e do meio ambiente, a Organização Não-Governamental (ONG) WWF quer estimular o financiamento de atividades ambientalmente sustentáveis. O setor financeiro seria uma “ponte” para atingir os segmentos que geram impacto ambiental, como o energético e o agrícola, explica Giulio Volpi, coordenador do programa de Mudanças Climáticas da ONG.

A área de Mudanças Climáticas da WWF está sendo instalada em Brasília onde Volpi chegou há três meses para coordenar os trabalhos, não só no Brasil mas em toda América Latina. Na bagagem, Volpi trouxe um estudo feito em parceria com o grupo alemão Allianz (veja matéria ao lado). O trabalho aborda os riscos e as oportunidades gerados por alterações do clima e emissões de gás carbônico – não só para os bancos mas também para as seguradoras e os administradores de fundos.

É a segunda parceria da WWF com um grupo segurador – o Allianz é um dos maiores do mundo em serviços financeiros, com operação em 70 países e seu principal negócio é seguros. A primeira foi com a resseguradora Munich Re.

Segundo Volpi, a área de Mudanças Climáticas vai trabalhar com prioridade na “eficiência energética”, junto a toda a cadeia do setor elétrico. “Para mudar esses setores você tem que trabalhar com as fontes de recursos e o setor financeiro joga um papel fundamental”, afirmou Volpi.

A ONG mudou seu enfoque para sensibilizar o mercado: “Não é só o aspecto social ou ambiental, achamos que é uma questão que pode reduzir a rentabilidade dos investidores”, explicou Volpi, lembrando que o tema está na pauta de discussões do Grupo dos Oito (G-8) países mais ricos que acontece esta semana na Escócia.

O raciocínio é que “o mundo da economia não entende os valores ecológicos”, então a WWF vai falar a linguagem da rentabilidade. A ONG quer mostrar aos bancos que o financiamento de atividades não sustentáveis pode levar a prejuízos a médio e longo prazo.

O trabalho prevê ações também junto às empresas e órgãos governamentais. Para o Fundo Mundial da Natureza, o cenário estatístico traçado pelo próprio governo brasileiro, de crescimento de 3% a 4% ao ano, que implica a expansão do consumo de energia da ordem de 4% a 5%, simplesmente “não é sustentável”. Seria preciso, diz Volpi, construir muitas novas centrais de geração de energia que podem implicar em forte impacto ambiental. “É preciso que o Brasil tenha uma estratégia de eficiência no consumo, do contrário você vai apenas consumir mais e mais”.

Pelo menos os grandes bancos brasileiros já se sensibilizaram com a idéia ao aderir aos chamados Princípios do Equador, um acordo internacional contendo diretrizes socioambientais para os financiamentos acima de US$ 50 milhões. “A análise do risco ambiental já faz parte do nosso dia-a-dia desde outubro de 2001 quando implantamos nosso programa de sustentabilidade”, garantiu Victor Hugo Kamphorst, superintendente executivo do Banco Real.

Fonte: Valor Econômico – Janes Rocha

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