A reestruturação, ou melhor, sucateamento que o desgoverno bolsonaro quer fazer no Banco do Brasil para uma futura privatização vai atingir em cheio não os burocratas comissionados que estão no banco via “QI” (quem indica), mas sim os funcionários de carreira, que passaram por um difícil processo seletivo.

O desgoverno quer promover um Plano de Demissão Voluntária (PDV) e extinguir cinco mil postos de trabalho. Isso significa que quem continuar no BB vai ter acúmulo de trabalho, excesso de reclamações, uma vez que com menos funcionários as filas tendem a aumentar, e ainda lidar com canalhices como redução salarial, perda de comissões, descenso, transferência compulsória, só para citar alguns.

Em contrapartida, o desgoverno, esse mesmo que prometeu que iria “acabar com a mamata”, segue beneficiando os seus apadrinhados. Alguém aí acredita piamente que essa “deforma” no BB irá atingir o Antônio Hamilton Mourão, também conhecido como filho do vice-presidente da República Hamilton Mourão? Lembrando que o filho do vice-presidente foi promovido de forma incrivelmente rápida a assessor especial do então presidente do BB, Rubem Novaes e, com remuneração de R$ 36,3 mil – o triplo dos R$ 12 mil mensais que recebia até o fim de 2018. Alguém aí, em pleno século XXI, acredita que a filiação não fez a diferença para ocupar um cargo tão alto? Isso sem falar que posteriormente ele foi promovido para gerente executivo de marketing e comunicação do BB.

Tudo isso só foi possível porque muitos, embriagados por um ódio irracional contra um partido político, deu um cheque em branco para um genocida que está acabando com o país. Fica aqui a pergunta: está valendo a pena?

Fonte: Fetec-CUT-PR

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