Foto: Leopoldo Silva/Ag. Senado

Os números do novo coronavírus no Brasil continuam indicando uma queda diária de casos e mortes provocadas pela doença. O Ministério da Saúde registrou mais 27.750 infecções e 729 óbitos nas últimas 24 horas. Com isso, o país acumula 5.028.444 de pessoas infectadas e 148.957 vítimas fatais pela Covid-19.

De acordo com o levantamento feito pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), a média móvel brasileira dos últimos sete dias é de 25.907 casos e 611 mortes. Apesar da queda, especialistas alertam que os números ainda continuam altos e que a população não deve deixar os cuidados  sanitários de lado.

O Brasil, que ocupa o terceiro lugar no ranking das nações com mais casos do novo coronavírus, está praticamente tomado pela doença. Fica atrás apenas dos Estados Unidos (7,6 milhões) e da Índia (6,7 milhões). Das 5.565 cidades brasileiras que já atestaram casos positivos, 4.608 registraram pelo menos um óbito pela doença. Ou seja, 83% dos municípios brasileiros.

Situação nos estados

Em relação aos estados, apenas um aparece com alta na média móvel de mortes: o Amapá, com alta de 33%.

Treze estados estão em estabilidade: Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Alagoas, Maranhão, Piauí, Sergipe, Amazonas e Acre.

Com queda na média móvel de mortes estão 12 estados e o Distrito Federal: Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba.

Nas últimas 24 horas foram registrados 33 óbitos pela covid-19 no Rio Grande do Sul, conforme boletim da Secretaria Estadual da Saúde (SES) divulgado nesta quinta-feira (08), elevando para 5.068 o número de vítimas. O estado também já registra 209.623 infectados pela doença, com a confirmação de 2.101 novos casos pela SES. Dos casos confirmados desde o início da pandemia, 195.289 (93%) são tidos como recuperados.

Regiões

Ao observar as regiões separadamente, é possível notar redução nos registros de casos nas regiões Centro-Oeste (-6%) e Nordeste (-7%). Enquanto isso, nas regiões Norte e Sudeste, os dados mostraram estabilização; e na região Sul, as atualizações de novas infecções cresceram (+19%).

Em relação aos óbitos, o Centro-Oeste também observou uma redução (-9%); o Sudeste viu uma queda ainda maior (-13%). Já o Nordeste e o Sul constataram uma estabilização.

O Norte teve incremento de 22% nos registros, o que, de acordo com o ministério, “pode ser explicado pela conclusão da investigação de óbitos ocorridos em meses anteriores pela Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas, que só foram contabilizados como óbitos por covid-19 nesta semana”.

Vacina no Brasil

O Ministério da Saúde informou que o Brasil aguarda 140 milhões de doses de vacina contra o novo coronavírus , que poderão estar disponíveis para aplicar na população no primeiro semestre do ano que vem, somando o contrato com a farmacêutica britânica AstraZeneca e a participação do país no programa global Covax Facility.

De acordo com a pasta, o país optou por adquirir doses para vacinar 20,2 milhões de pessoas por meio do mecanismo Covax, da Organização Mundial da Saúde (OMS), além de já ter acertado a aquisição de 100 milhões de doses da vacina em desenvolvimento pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford.

Além das vacinas negociadas pelo Ministério da Saúde, o Instituto Butantan, do governo de São Paulo, está produzindo uma outra vacina em parceira com a empresa chinesa Sinovac Biotech.

A expectativa do governo é iniciar a vacinação da população no primeiro trimestre do ano que vem, mas reconheceu que pode haver atrasos no cronograma uma vez que nenhuma vacina foi aprovada até o momento e todas as candidatas ainda estão sendo testadas.

Fonte: CUT

Escreva um comentário

Rua XV de novembro, 270, sala 510, Centro, Curitiba-PR, CEP 80020-310, Fone (41)-33229885, Fax (41)-33245636, fetec@fetecpr.org.br