Bancários de Curitiba param agência do Santander e exigem respeito

Crédito: Seeb Curitiba
Seeb CuritibaMobilização contra práticas antissindicais do banco espanhol

A agência do Santander localizada na Rua Marechal Deodoro, no centro de Curitiba, ficou fechada nesta quinta-feira (23) até as 12h. Os bancários participaram do Dia Internacional de Lutas em protesto contra as práticas antissindicais do banco espanhol, que abusa das demissões e tenta enfraquecer o movimento sindical, com ações judiciais para obter indenizações milionárias para calar os trabalhadores.

A mobilização foi definida no último dia 7, durante a 7ª Reunião Conjunta das Redes Sindicais dos Bancos Internacionais, ocorrida em Assunção. Uma carta aberta foi distribuída aos clientes e usuários do banco.

“O Santander deveria apostar no caminho do diálogo e da negociação coletiva. Não aceitamos a tentativa de calar o movimento sindical”, afirma o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro.

O Santander continua dispensando trabalhadores em 2013, mesmo depois do processo de demissões em massa em dezembro do ano passado, quando o banco espanhol demitiu sem justa causa 1.153 funcionários e cortou 975 empregos.

Nos primeiros quatro meses deste ano, conforme levantamento feito pela Contraf-CUT junto aos sindicatos, o banco espanhol dispensou 878 funcionários, principalmente coordenadores. Esse número, embora parcial, supera o total de 765 desligados nos primeiros quatro meses de 2012, conforme dados do Caged do Ministério do Trabalho e Emprego.

“Não existe justificativa para demitir funcionários diante do lucro de R$ 1,5 bilhão no primeiro trimestre deste ano no Brasil, que representa 26% do resultado mundial do Santander”, enfatiza o funcionário do Santander e secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr.

“Essa realidade prejudica a saúde e o trabalho dos bancários e o atendimento na rede de agências. Não é à toa que o banco liderou em abril, pelo terceiro mês consecutivo, o ranking de reclamações de clientes no Banco Central”, aponta.

Na Espanha, que passa por grave crise financeira e onde o banco obtém hoje 11% do lucro global, a situação é bem diferente para os bancários do Santander. Lá, quase não há demissões no banco e um acordo assinado com os sindicatos espanhóis garante que não haverá medidas traumáticas nas relações de trabalho.

“Ao invés de ataques à organização sindical e à liberdade de expressão e enrolações nas mesas de negociações, queremos respeito, valorização e dignidade para os funcionários e aposentados do banco”, conclui Ademir.

Fonte: Contraf-CUT com Seeb Curitiba

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Durante o protesto o Sindicato de Londrina cobrou do Santander respeito aos trabalhadores brasileiros

SANTANDER Sindicato de Londrina protesta hoje no Dia Internacional de Luta e denuncia nova demissão

Quinta-Feira, 23 de Maio de 2013O Sindicato de Londrina está realizando hoje (23/05) mais uma Operação “Demitiu, Parou” no Santander, atingido desta vez a agência da Avenida Tiradentes. Além do protesto pelo enxugamento de quadros, a atividade visa marcar o Dia Internacional de Luta dos funcionários do banco espanhol, conforme deliberação tomada durante a 7ª Reunião Conjunta das Redes Sindicais dos Bancos Internacionais, ocorrida em Assunção ocorrida no início de maio.Manifestações estão sendo feitas no Brasil e nos demais países nos quais o Santander está operando na América Latina, com a distribuição de material informativo denunciando as ações que o banco tem movido na tentativa de conter a mobilização das entidades sindicais em defesa do emprego. Clique aqui para ler a Carta Aberta.

“Essa retaliação do Santander contra os Sindicatos é uma forma de esconder a forma desrespeitosa que o banco adotou no Brasil, impondo metas abusivas aos funcionários e reduzindo cada vez mais o quadro de pessoal para ampliar seus ganhos”, aponta Dirceu Quinelato, diretor do Sindicato de Londrina e integrante da COE Santander. Dirceu afirma que nos últimos dias o banco demitiu cinco funcionários na base de Londrina.

De acordo com levantamento feito pela Contraf-CUT, nos quatro primeiro meses de 2013, o banco demitiu 878 bancários e bancárias no país. No mesmo período do ano anterior foram registrados 765 desligamentos, mas em dezembro de 2012 promoveu a demissão de 1.153 funcionários.

“Essa política de pessoal tem precarizado as condições de trabalho e ampliando a sobrecarga de trabalho nas agências. Na Espanha, onde o Santander contribui com apenas 11% do lucro global do grupo, o cenário é bem diferente do Brasil, que responde por 26% do ganho total, demonstrando a falta de respeito com os trabalhadores e a sociedade de nosso país”, compara o diretor do Sindicato de Londrina.

Fonte: Seeb Londrina

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Diretores do Sindicato de Cornélio Procópio denunciaram as ações do Santander contra o movimento sindical
CORNÉLIO PROCÓPIO Paralisação no Santander combate as práticas antissindicais
Sexta-Feira, 24 de Maio de 2013A agência do Santander no Calçadão de Cornélio Procópio teve as atividades paralisadas hoje (23/05), no Dia Internacional de Luta dos funcionários. Diretores do Sindicato de Cornélio distribuíram Carta Aberta aos clientes e usuários, explicando as razões do protesto.

“O banco espanhol está usando uma estratégia para intimidar os trabalhadores, através de ações na Justiça, nas quais questiona as ações sindicais, principalmente em São Paulo, porém, não vamos nos acovardar diante dessa prática e tão pouco deixar de realizar nosso papel, que é proteger os direitos dos trabalhadores bancários”, enfatiza Divonzir Lemos Carneiro, presidente do Sindicato de Cornélio Procópio.

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Sindicatos do Pactu realizam manifestações nas agências do Santander

No Pactu: os sindicatos do Pactu (Campo Mourão, Guarapuava, Paranavaí, Toledo e Umuarama) também participaram do Dia Internacional de Luta contra as práticas antissindicais do Santander e realizaram manifestações no dia de hoje em frente as agências do Santander. Distribuíram carta a clientes e usuários do Santander e informavam sobre o comportamento do banco espanhol no Brasil. Clique aqui para ver mais imagens desta ação sindical

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Dia Internacional de Luta protesta contra práticas antissindicais do Santander

Crédito: Seeb São Paulo

Seeb São PauloManifestação em São Paulo contra abusos do banco espanhol

Os bancários realizam nesta quinta-feira (23) um Dia Internacional de Luta contra as práticas antissindicais do Santander. A mobilização foi definida no último dia 7, durante a 7ª Reunião Conjunta das Redes Sindicais dos Bancos Internacionais, ocorrida em Assunção. Haverá manifestações no Brasil e outros países da América Latina.

O objetivo é protestar contra a estratégia do banco de entrar com ações judiciais contra entidades sindicais para tentar calar o movimento sindical. Uma nova carta aberta está sendo distribuída aos clientes e usuários do banco.

> Clique aqui para ler a carta aberta.

No final de abril, o banco ajuizou processos, com igual teor, em São Paulo, Campinas, Assis, Araras e Catanduva, buscando a condenação de sindicatos e da Contraf-CUT “em indenização por danos morais, além da obrigação de fazer e não fazer”.

O ajuizamento ocorreu após o Dia Nacional de Luta, realizado no dia 11 de abril, quando houve paralisações em todo país e distribuição de uma carta aberta que denunciava a falta de funcionários diante das demissões, além da prática de metas abusivas e do assédio moral.

O banco acusa as entidades de “promoveram a edição de notícias inverídicas e comentários difamatórios, revelando induvidosa má-fé e inegável intenção de deturpar a imagem, reputação e o bom nome do requerente junto aos seus clientes e à sociedade em geral”.

Não foi a primeira vez que o banco tenta intimidar os trabalhadores. Em agosto de 2011, o Santander entrou com uma medida cautelar na Justiça contra o Sindicato dos Bancários de São Paulo, a Afubesp, a Fetec-CUT/SP e a Contraf-CUT para que fosse retirado do ar o spot veiculado na Rádio CBN na véspera da final da Copa Libertadores, entre Santos e Peñarol, em São Paulo.

Naquela ocasião, as entidades denunciaram as demissões de bancários brasileiros, os elevados bônus pagos aos executivos e o desrespeito com os aposentados do antigo Banespa, adquirido pelo Santander.

“Trata-se de mais uma prática antissindical do Santander que agride a organização dos bancários de todo Brasil”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT. “Vamos entrar com todas as medidas judiciais cabíveis e intensificar a mobilização da categoria para defender o direito de expressão das entidades sindicais na luta por emprego, condições dignas de saúde, segurança e trabalho, e melhoria do atendimento aos clientes”, enfatiza.

“Não aceitamos a tentativa de calar o movimento sindical”

“O Santander deveria apostar no caminho do diálogo e da negociação coletiva. Não aceitamos a tentativa de calar o movimento sindical”, salienta Cordeiro.

O Santander continua dispensando trabalhadores em 2013, mesmo depois do processo de demissões em massa em dezembro do ano passado, quando o banco espanhol demitiu sem justa causa 1.153 funcionários e cortou 975 empregos.

Nos primeiros quatro meses deste ano, conforme levantamento feito pela Contraf-CUT junto aos sindicatos, o banco espanhol dispensou 878 funcionários, principalmente coordenadores. Esse número, embora parcial, supera o total de 765 desligados nos primeiros quatro meses de 2012, conforme dados do Caged do Ministério do Trabalho e Emprego.

“Não existe justificativa para demitir funcionários diante do lucro de R$ 1,5 bilhão no primeiro trimestre deste ano no Brasil, que representa 26% do resultado mundial do Santander”, enfatiza o funcionário do Santander e secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr.

“Essa realidade prejudica a saúde e o trabalho dos bancários e o atendimento na rede de agências. Não é à toa que o banco liderou em abril, pelo terceiro mês consecutivo, o ranking de reclamações de clientes no Banco Central”, aponta.

Na Espanha, que passa por grave crise financeira e onde o banco obtém hoje 11% do lucro global, a situação é bem diferente para os bancários do Santander. Lá, quase não há demissões no banco e um acordo assinado com os sindicatos espanhóis garante que não haverá medidas traumáticas nas relações de trabalho.

Queremos valorização

Esse novo ataque do Santander está sendo duramente criticado nos encontros estaduais e regionais preparatórios ao Encontro Nacional dos Dirigentes Sindicais do Santander, a ser realizado nos dia 4 e 5 de junho, em São Paulo.

“Ao invés de ataques à organização sindical e à liberdade de expressão e enrolações nas mesas de negociações, queremos respeito, valorização e dignidade para os funcionários e aposentados do banco”, conclui Ademir.

Fonte: Contraf-CUT

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