O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários, Financiários e Empresas do Ramo Financeiro de Curitiba e Região vem realizando uma série de ações sindicais e judiciais desde março de 2020, quando foi decretada a pandemia de Covid-19. O objetivo é defender a saúde e os direitos da categoria e cobrar responsabilidade do poder público. “Nossa luta diária é por emprego, renda e vacina para bancários, bancárias, financiários e financiárias, mas também para toda a população brasileira”, destaca Cristiane Zacarias, secretária-geral do Sindicato.

Com o decreto de bandeira vermelha em Curitiba, os representantes da entidade solicitam à clientes e usuários que não compareçam às agências bancárias sem necessidade extrema e que evitem a aglomeração de pessoas dentro e fora das unidades. Os trabalhadores bancários estão junto a uma série de outras categorias, como profissionais da saúde, jornalistas, do transporte e limpeza públicos, entre outros, que mesmo em situação extrema continuam obrigados a atender a população.

“Entendemos o decreto da Prefeitura da capital, estabelecendo lockdown por nove dias em bandeira vermelha, como consequência do aumento de contágio por Covid-19, das mortes diárias e do colapso do sistema de saúde, observado no aumento da fila por leitos. Uma ação necessária, mas limitada, inclusive para nós do movimento sindical, que defendemos condições de trabalho adequadas para todos”, avalia Antônio Fermino, presidente do Sindicato.

Siga os protocolos
Para as trabalhadoras e trabalhadores que estão nas agências nesta semana, o Sindicato orienta que façam uso de todos os EPIs, mantenham o distanciamento recomendado e cobrem o cumprimento dos protocolos. Em caso de aglomerações, é possível denunciar pelos canais da Prefeitura, nos telefones 156 e 153. Já os casos de contaminação devem ser informados ao Sindicato pelos canais disponíveis, para que os trabalhadores sejam imediatamente afastados e o controle sanitário seja rígido.

Não vá às agências
À população, o Sindicato apela que não compareça a agências bancárias nesta semana, que utilize os canais alternativos para operações e transações e que outros atendimentos bancários sejam postergados para quando o decreto de lockdown for revisto pelas autoridades públicas. Isso se faz necessário para que os trabalhadores das agências não sofram ainda mais em um contexto tão hostil, em que precisam continuar exercendo suas atividades presencialmente.

Histórico
Desde o início da pandemia, em 11 de março de 2020, muitas ações foram realizadas formalmente junto ao poder público (prefeitos, governadores e governo federal), juridicamente na Justiça do Trabalho e também nas mesas de negociação com os bancos, em âmbito nacional e local, para preservar condições dignas de trabalho à categoria bancária.

“No início da pandemia, o Sindicato ingressou com ação para obrigar os bancos a cumprirem o decreto estadual que determinava o fechamento de agências ao público. A liminar foi obtida, contendo ainda várias garantias que depois foram incorporadas na negociação coletiva, como afastamento de trabalhadores de grupo de risco, trabalho em home office e não desconto salarial, entre outras. Infelizmente, os decretos do governo estadual e municipal, editados posteriormente, incluíram a atividade bancária e creditícia como essencial e, desde lá, as agências vêm abrindo”, relembra o advogado Nasser Alan,

Foram enviados diversos ofícios às Secretarias de Saúde, municipal e estadual, às Prefeituras, de Curitiba e região, aos vereadores e deputados e até às Superintendências dos bancos, solicitando atenção ao número de trabalhadores infectados pela Covid-19, ainda em 2020. Diversas vezes foi reivindicado o fechamento das agências bancárias. “Infelizmente, em nenhum momento fomos atendidos pelo poder público. Sabemos que os bancos são os grandes financiadores de campanhas políticas e, por isso, os políticos não costumam interferir em seu funcionamento”, afirma Fermino.

Nas mesas de negociação com a Fenaban, realizadas desde 12 de março de 2020, as medidas de proteção avançaram com o home office para pessoas do grupo de risco ou que coabitam com grupos de risco e crianças; protocolos de sanitização e de distanciamento; e fornecimento de EPIs. “Ao longo desse um ano, nenhuma medida mostrou-se plenamente eficaz, pois é cientificamente comprovado que somente a vacinação da população pode trazer alguma mudança nesse cenário de tragédia sanitária, econômica e política que se prolonga”, avalia Cristiane Zacarias.

Vacina para todos já
Por isso, o movimento sindical bancário constrói nacionalmente, junto as centrais sindicais, movimentos sociais e entidades da sociedade civil, a luta pela vacina para todas as pessoas o mais breve possível. Nesse sentindo, o Sindicato também cumpre seu papel de reivindicar ao poder público, via ofícios, que os trabalhadores bancários que prestam atendimento à população sejam inseridos entre os grupos prioritários, relembrando que os empregados da Caixa são os responsáveis pelo pagamento do benefício emergencial e que estão mais expostos ainda.

Suspensão das metas
Sabendo que a alternativa para os trabalhadores bancários é continuar fazendo o seu trabalho e que a população deve deixar de circular e comparecer a agências bancárias durante o lockdown, o Sindicato também está somando todos os seus esforços, no âmbito das condições de trabalho, para pleitear junto aos bancos que as metas sejam suspensas como medida que diminua o contato entre trabalhadores e clientes. “É preciso entender que as nossas ações sindicais são limitadas por esse contexto que vivemos. Mas nós estamos fazendo tudo o que está ao nosso alcance para defender a categoria”, conclui Fermino.

Fonte: SEEB Curitiba

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