Os agricultores de 11 assentamentos distribuíram 3 mil kits de 14 kg para bairros que convivem com a vulnerabilidade social em Londrina

Por Lucas Souza

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, o Movimento dos trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) vem organizando doações de alimento para pessoas que vivem em vulnerabilidade social agravada pela crise e em hospitais que são linha de frente no combate à pandemia.

Os assentamentos e acampamentos da região de Londrina, no interior do Paraná, já foram responsáveis por outras ações este ano, como a doação de 5 mil litros de leite e hortifrutis para hospitais da região. Agora, uma doação envolvendo onze acampamentos de 7 municípios, realizaram a arrecadação e distribuição de mais de 44 toneladas de alimentos, distribuídas nas periferia de Londrina neste sábado (20). Pequenos agricultores de Londrina, Tamarana e Mauá da Serra, que também doaram alimentos.

“Isso aqui é um pouquinho do MST, a gente faz para poder ajudar, da mesma forma que nós ganhamos, nós distribuímos”, é o que diz Dona Aparecida Hilaria da Silva Martins, agricultora acampada no acampamento Zilda Arns em Florestópolis, Paraná. Assim como em outras doações do movimento, os agricultores estão compartilhando parte da sua produção e não o excedente.

A grande diversidade de alimentos, dentre eles milho verde, mandioca, abóbora, arroz e também leite, foram separados em 3 mil kits de 14 kg e distribuídos para famílias já cadastradas dos diversos bairros. Rita de Castro recebeu a cesta de alimentos é moradora do Vista Bela, bairro onde vive diversas pessoas carentes que dependem de solidariedade das pessoas além de programas sociais.

Rita também é integrante do coletivo de mulheres Amigas Moradoras do Vista Bela, e acredita que “essa ação que está tendo o MST retrata o que o brasileiro tem que pensar, temos que ser seres humanos, você tem que compartilhar o que quer para você”.

Diante da crise de saúde o MST pensou em uma maneira para diminuir a aglomeração e os riscos, foi organizado um sistema de senha, cadastrando os moradores que irão receber a cesta de alimentos, “estamos orientando com a distribuição das senhas que as pessoas venham de máscara receber o alimento. É uma exigência”, é o que explica José Damasceno, diretor regional do MST no Paraná.

Integram nesta ação com o MST a campanha Periferia Viva (da qual o MST faz parte), o Movimento dos Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD), o movimento Levante Popular da Juventude, a igreja católica, associações e lideranças dos bairros urbanos. Em todo Brasil, o MST já organizou a doação de mais de 1200 toneladas de alimento e apenas no Paraná são 228 toneladas.

Fotos: Wellington Lenon/MST-PR

Fonte: Revista Fórum

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