Na noite desta sexta-feira (13), no Espaço Cultural e Esportivo dos Bancários, em Curitiba, foi realizada a cerimônia de posse da nova direção da CUT Paraná. Eles serão responsáveis pela administração até 2023 com o bancário Márcio Kieller na presidência da Central.

 

Foto: Gibran Mendes

“Nós devemos trilhar o caminho da união, da discussão política e da resistência por intermédio do diálogo. Vamos ampliar para a relação que temos tido com as centrais e sindicatos que não tenham uma central. Precisamos trazer todos e todas para essa discussão de organizar a resistência na sociedade.  Precisamos colocar toda a classe trabalhadora nesse diálogo para construir esse espaço de resistência.  Serei um batalhador incansável para romper as amarras e construirmos um movimento sindical forte, combativo, democrático e que faça o diálogo da formulação política”, afirmou Kieller em seu discurso durante a posse.

 

A solenidade reuniu dirigentes sindicais de diversas regiões do Paraná, além de autoridades de entidades ligadas ao mundo do trabalho, além de parlamentares. “Os trabalhadores e trabalhadoras estão sofrendo. Cada dia mais eles estão indo para a pobreza.  Lamentavelmente isso, o aumento da miséria, é visível em todas as cidades, em todo o País. Isso faz com que nosso trabalho deva ser redobrado daqui para frente para que conseguimos dar conta desta tarefa de mostrar ao povo brasileiro o que está acontecendo.  As centrais sindicais estão cada vez mais unidas, os sindicatos, partidos progressistas e movimentos sociais. Nós vamos ter que construir uma grande frente em defesa da democracia brasileira para que ela possa resistir aos ataques brutais do fascismo”, enfatizou o secretário nacional de comunicação da CUT, Roni Barbosa.

 

O reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Ricardo Marcelo Fonseca, também destacou a importância da unidade das forças progressistas  e os ataques recentes às universidades e à educação pública. “Vivemos um momento que, talvez mais do que nunca, exija dos espaços articulados e conhecidos na sociedade cumpram o seu papel.  É um momento em que a educação pública superior também se torna um espaço de resistência. Mas somos minoria. Percebo na batalha da opinião pública, lamentavelmente, que as vezes temos que falar o óbvio. Dizer que não somos produtores extensivos de drogas. Se não fosse motivo para chorar nesse contexto, seria para rir. Se somos essa minoria, creio, que temos uma tarefa: de nos alinharmos, somarmos forças, porque a força do outro lado não é pequena e articular uma resistência a toda uma ação que venha na contramão dos direitos sociais, que a CUT tem como um estandarte desde a sua fundação”, afirmou.

 

O deputado estadual Tadeu Veneri citou países sul-americanos como exemplos do que o Brasil precisa fazer. “Quero desejar não sorte, porque sozinha não basta. É a consequência também de um esforço. Quero desejar a persistência para que só saiamos dessa luta quando efetivamente formos vencedores, quando a classe trabalhadora for vencedora. Temos exemplos. O Chile é um exemplo, a Bolívia é um exemplo, Equador é um exemplo, a Argentina é um exemplo e nós seremos um exemplo porque vamos superar essas dificuldades”, afirmou.

 

O também deputado estadual, Arilson Chiorato, seguiu a mesma linha na defesa da unidade e alertando para o momento histórico. “Estamos tratando agora com quem pensa exatamente o contrário de nós. Esse povo deseja nosso extermínio, inclusive físico se por possível. Momento de muito enfrentamento. Toda crise tem uma oportunidade e a nossa é de aglutinar forças. Mas o povo tá sentindo na pele o efeito de tudo que está acontecendo. O momento é de união para derrotar o fascismo”, completou.

 

“Precisamos cada vez mais nos organizarmos, refletir e entender o momento histórico para buscar alternativas para nossa organização que precisa ser diferente para enfrentar esse momento. Entendo que é muito grave e que grande parte da sociedade, mas também do movimento sindical, não entendeu ainda a gravidade do que estamos vivendo. Elementos diversos que se colocam como comparáveis aos momentos que antecederam a o fascismo na Alemanha e na Itália e precisamos estar preparados para isso”, defendeu a vereadora Professora Josete.

 

A professora Marlei Fernandes, que representou a CNTE na cerimônia, também reforçou  a importância da unidade. “Temos uma tarefa árdua de confronto com esse momento, com esta conjuntura, precisamos de forma unitária cumprir as nossas tarefas. Luta árdua, continua, unitária em torno da CUT e com muita honra dizer que a CNTE e a APP-Sindicato somos filiados à CUT e que estaremos em todas as batalhas conjuntamente”, garantiu.  “Seja no âmbito do fórum, na nossa atuação institucional, nós contamos com a participação da CUT. Vocês são um braço muito importante e temos trabalhado nessa contra narrativa nesse contexto histórico de ataques que nos ameaçam todos os dias”, completou o procurador do Ministério Público do Trabalho do Paraná, Alberto Emiliano.

 

De Cuba, o dirigente sindical Carlos de Dios, do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, mandou uma saudação especial para a nova direção da CUT e ao povo brasileiro. “Faço aqui um agradecimento por todo apoio à luta do povo cubano e à revolução.  O capital nos impõem um momento muito difícil neste momento ao Brasil e seus trabalhadores. Mas com integração e solidariedade poderemos vencer. A humanidade precisa desta unidade e força . Contamos com a CUT e o povo brasileiro na luta por uma sociedade mais justa”, afirmou.

 

Homenagem  –  Durante a cerimônia de posse também foi realizada uma homenagem para os dirigentes que deixaram a Central após o encerramento da gestão anterior. A ex-presidenta, Regina Cruz, foi homenageada em nome de todos os dirigentes que receberam um certificado com agradecimento pelo seu apoio, luta e esforço em defesa da classe trabalhadora.

“Nós precisamos de muita unidade, muita resistência, para os enfrentamentos que vamos ter. Desejo esta direção muito sucesso, contem conosco.  A CUT nestes 36 anos de existência nunca deixou de fazer essa luta e ser resistência. Sucesso para o Márcio e para a nova direção”, afirmou Regina que no último período foi uma das coordenadoras da Vigília Lula Livre, em Curitiba.

 

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