Representantes da Federação dos Bancários da CUT do Paraná (Fetec-PR) e do Sindicato dos Bancários de Curitiba se reuniram ontem com a diretoria do HSBC, no hotel Braz.
Na oportunidade, os bancários entregaram aos diretores do banco britânico alguns casos de assédio moral, denunciados por funcionários, praticados dentro da instituição e cobraram providências. As denuncias serão analisadas pelo banco.
A questão da COOBAN (cooperativa de consumo dos bancários de Curitiba) permanece sem definição. O problema é que o HSBC alega que não participa da COOBAN e que, caso restem pendências devido a precariedade financeira da cooperativa, não se responsabilizará por dívidas, mas prometeu estudar sobre a criação de uma linha de crédito para ajudar os associados com as dívidas. Os bancários alegam que o HSBC tem responsabilidade pela cooperativa, já que o antigo Bamerindus, primeira instituição financeira a se adquirida pelos banqueiros ingleses no Brasil, incentivou a cooperativa e até liberou funcionários para trabalharem nela, criando assim expectativas nos bancários. De acordo com Adilson Stuzata, presidente da Fetec-PR, o banco não pode se isentar da sua responsabilidade com a COOBAN. “A responsabilidade do HSBC se reflete tanto no bônus quanto no ônus da aquisição do antigo Bamerindus”, afirmou Stuzata.
No que se refere as condições de trabalho do pessoal do Tele-Atendimento, o banco se propôs a elaborar o questionário, já proposto pelas entidades sindicais, em conjunto. Assim será possível detectar os problemas enfrentados por trabalhadores dessa área.
Os bancários descobriram que o HSBC terceiriza o setor de microfilmagem no bairro do Xaxim, região metropolitana de Curitiba. Durante a negociação, os representantes dos trabalhadores exigiram que o banco considere as pessoas que trabalham nessa terceirização com bancários, para que possam obter todos os benefícios da categoria conforme estabelecido na Convenção Coletiva, já que a microfilmagem é serviço de bancário. O banco ficou de se posicionar sobre o assunto na próxima reunião.
Sobre a entrega da ficha de filiação sindical no ato da contratação de funcionários, o banco já havia concordado em adotar o processo. Agora as entidades vão elaborar uma proposta operacional de como entrar em contato com o bancário no local de trabalho para a realização de uma campanha de sindicalização. O banco disse que só irá se posicionar após a entrega da proposta.
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Por Mhais• 6 de maio de 2003• 13:42• Sem categoria
FETEC-PR DISCUTE QUESTÕES LOCAIS COM O HSBC
Representantes da Federação dos Bancários da CUT do Paraná (Fetec-PR) e do Sindicato dos Bancários de Curitiba se reuniram ontem com a diretoria do HSBC, no hotel Braz.
Na oportunidade, os bancários entregaram aos diretores do banco britânico alguns casos de assédio moral, denunciados por funcionários, praticados dentro da instituição e cobraram providências. As denuncias serão analisadas pelo banco.
A questão da COOBAN (cooperativa de consumo dos bancários de Curitiba) permanece sem definição. O problema é que o HSBC alega que não participa da COOBAN e que, caso restem pendências devido a precariedade financeira da cooperativa, não se responsabilizará por dívidas, mas prometeu estudar sobre a criação de uma linha de crédito para ajudar os associados com as dívidas. Os bancários alegam que o HSBC tem responsabilidade pela cooperativa, já que o antigo Bamerindus, primeira instituição financeira a se adquirida pelos banqueiros ingleses no Brasil, incentivou a cooperativa e até liberou funcionários para trabalharem nela, criando assim expectativas nos bancários. De acordo com Adilson Stuzata, presidente da Fetec-PR, o banco não pode se isentar da sua responsabilidade com a COOBAN. “A responsabilidade do HSBC se reflete tanto no bônus quanto no ônus da aquisição do antigo Bamerindus”, afirmou Stuzata.
No que se refere as condições de trabalho do pessoal do Tele-Atendimento, o banco se propôs a elaborar o questionário, já proposto pelas entidades sindicais, em conjunto. Assim será possível detectar os problemas enfrentados por trabalhadores dessa área.
Os bancários descobriram que o HSBC terceiriza o setor de microfilmagem no bairro do Xaxim, região metropolitana de Curitiba. Durante a negociação, os representantes dos trabalhadores exigiram que o banco considere as pessoas que trabalham nessa terceirização com bancários, para que possam obter todos os benefícios da categoria conforme estabelecido na Convenção Coletiva, já que a microfilmagem é serviço de bancário. O banco ficou de se posicionar sobre o assunto na próxima reunião.
Sobre a entrega da ficha de filiação sindical no ato da contratação de funcionários, o banco já havia concordado em adotar o processo. Agora as entidades vão elaborar uma proposta operacional de como entrar em contato com o bancário no local de trabalho para a realização de uma campanha de sindicalização. O banco disse que só irá se posicionar após a entrega da proposta.
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