fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 10:09 Notícias

JURO REAL ALTO AJUDA FUNDOS DE PENSÃO A CUMPRIR AS METAS DE RENTABILIDADE

Os dados divulgados de deflação nos índices de preços estão devolvendo o bom humor aos dirigentes de fundos de pensão. Depois de sofrerem no ano passado com a disparada do IGP-M, a avaliação, já transcorrida a metade deste ano, é a de que as fundações de previdência devem bater com alguma folga as metas atuariais em 2003.
“Não há dúvida que essa deflação será muito positiva para os fundos, que devem conseguir finalmente bater suas metas”, diz Marcos De Callis, diretor de investimentos do HSBC Brain, maior gestor privado de carteiras de fundos de pensão. Pelas contas de De Callis, a relação Selic/IPCA deve fechar o ano ainda em dois dígitos, com algo entre 10% e 13%. “Isso ajuda a recuperar o terreno perdido dos primeiros dois meses e atingir metas, mas para recuperar o terreno perdido no ano passado, ainda vamos depender de uma alta mais forte da bolsa”, avaliou ele.
A inversão na curva da inflação, aliada ao tempo que o Banco Central levou para começar a reduzir os juros, deve elevar, na previsão dos fundos, a taxa de juro real a um dos níveis mais altos desde que o câmbio foi flexibilizado em 1999. Além disso, a Bolsa finalmente acumula alta, de 17,37% no ano.
O diretor-presidente da BB DVTM, Nelson Rocha Augusto, que cuida da gestão de várias carteiras de fundações, também está muito otimista e diz que não vê dificuldade alguma para que os fundos de pensão alcancem suas metas. “A taxa de juros real tende a ser alta e não há motivos previsíveis que indiquem que a Bolsa possa não continuar tendo uma performance positiva. A tendência é que se possa ter até alguma folga na meta. Pelas taxas pré pode-se ver que o mercado acredita num futuro melhor do que o presente”, avaliou.
“Se a Bolsa continuar ajudando e o DI cair nesse ritmo que o mercado está prevendo, será fácil bater as metas com alguma folga”, disse Antônio Cruz, diretor de investimentos da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp). Na Previma, fundo que Cruz administra, dos funcionários da Andima, por exemplo, nessa metade de ano a meta, que é de IGP-DI mais 6%, estaria sendo batida com sobra de 2%.
“Para quem está muito concentrado em títulos de IGP-M e saiu de bolsa, a tarefa não será tão fácil”, avalia Jair Ribeiro, gerente de risco da Fundação Eletros. “Mas os fundos que, como nós, não se desfizeram de ações e aproveitaram as oportunidades no mercado de juros, a situação será muito boa”, opinou.
Segundo Ribeiro, a estratégia foi aproveitar a maior curva de fechamento das taxas de juros pré-fixadas no mercado futuro. “Prefixamos a carteira de abril a junho, ficamos dados em pré a partir de abril. Agora já saímos dos pré-fixados e estamos apostando no DI”, explica.
Segundo seus cálculos , cumprir a meta de INPC mais 6% será muito mais fácil neste ano. Ele lembra que as projeções do mercado refletidas no boletim Focus do Banco Central para inflação giram em torno de 11,35% para o IPCA, 12,52% para o INPC e 11,42% para o IGP-M. “Na outra ponta, as previsões para Selic em dezembro ficam em 22,6% e os contratos pré com vencimento em janeiro apontam algo um pouco abaixo disso, cerca de 22,15%”, avalia o gerente da Eletros. “É só fazer as contas para ver que os juros reais devem ficar ainda bem altos este ano”, conclui.
Catherine Vieira, Do Rio
Fonte: Valor Econômico

Por 10:09 Sem categoria

JURO REAL ALTO AJUDA FUNDOS DE PENSÃO A CUMPRIR AS METAS DE RENTABILIDADE

Os dados divulgados de deflação nos índices de preços estão devolvendo o bom humor aos dirigentes de fundos de pensão. Depois de sofrerem no ano passado com a disparada do IGP-M, a avaliação, já transcorrida a metade deste ano, é a de que as fundações de previdência devem bater com alguma folga as metas atuariais em 2003.

“Não há dúvida que essa deflação será muito positiva para os fundos, que devem conseguir finalmente bater suas metas”, diz Marcos De Callis, diretor de investimentos do HSBC Brain, maior gestor privado de carteiras de fundos de pensão. Pelas contas de De Callis, a relação Selic/IPCA deve fechar o ano ainda em dois dígitos, com algo entre 10% e 13%. “Isso ajuda a recuperar o terreno perdido dos primeiros dois meses e atingir metas, mas para recuperar o terreno perdido no ano passado, ainda vamos depender de uma alta mais forte da bolsa”, avaliou ele.

A inversão na curva da inflação, aliada ao tempo que o Banco Central levou para começar a reduzir os juros, deve elevar, na previsão dos fundos, a taxa de juro real a um dos níveis mais altos desde que o câmbio foi flexibilizado em 1999. Além disso, a Bolsa finalmente acumula alta, de 17,37% no ano.

O diretor-presidente da BB DVTM, Nelson Rocha Augusto, que cuida da gestão de várias carteiras de fundações, também está muito otimista e diz que não vê dificuldade alguma para que os fundos de pensão alcancem suas metas. “A taxa de juros real tende a ser alta e não há motivos previsíveis que indiquem que a Bolsa possa não continuar tendo uma performance positiva. A tendência é que se possa ter até alguma folga na meta. Pelas taxas pré pode-se ver que o mercado acredita num futuro melhor do que o presente”, avaliou.

“Se a Bolsa continuar ajudando e o DI cair nesse ritmo que o mercado está prevendo, será fácil bater as metas com alguma folga”, disse Antônio Cruz, diretor de investimentos da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp). Na Previma, fundo que Cruz administra, dos funcionários da Andima, por exemplo, nessa metade de ano a meta, que é de IGP-DI mais 6%, estaria sendo batida com sobra de 2%.

“Para quem está muito concentrado em títulos de IGP-M e saiu de bolsa, a tarefa não será tão fácil”, avalia Jair Ribeiro, gerente de risco da Fundação Eletros. “Mas os fundos que, como nós, não se desfizeram de ações e aproveitaram as oportunidades no mercado de juros, a situação será muito boa”, opinou.

Segundo Ribeiro, a estratégia foi aproveitar a maior curva de fechamento das taxas de juros pré-fixadas no mercado futuro. “Prefixamos a carteira de abril a junho, ficamos dados em pré a partir de abril. Agora já saímos dos pré-fixados e estamos apostando no DI”, explica.

Segundo seus cálculos , cumprir a meta de INPC mais 6% será muito mais fácil neste ano. Ele lembra que as projeções do mercado refletidas no boletim Focus do Banco Central para inflação giram em torno de 11,35% para o IPCA, 12,52% para o INPC e 11,42% para o IGP-M. “Na outra ponta, as previsões para Selic em dezembro ficam em 22,6% e os contratos pré com vencimento em janeiro apontam algo um pouco abaixo disso, cerca de 22,15%”, avalia o gerente da Eletros. “É só fazer as contas para ver que os juros reais devem ficar ainda bem altos este ano”, conclui.

Catherine Vieira, Do Rio
Fonte: Valor Econômico

Close