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BANCOS COMEÇAM A DIMINUIR JUROS

A pesquisa mensal de taxa de juros da Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de São Paulo começou a capturar a rodada de redução de juros do cheque especial e do empréstimo pessoal anunciada pelos bancos nos últimos 30 dias.

O Procon pesquisa as taxas máximas prefixadas, para clientes pessoas físicas não preferenciais, em 12 instituições financeiras na capital paulista. Pela primeira vez este ano, o Procon registrou uma queda quase generalizada de taxas dos empréstimos pessoais e do cheque especial. As linhas de empréstimos pessoais foram as que apresentaram maior redução: de 6,22% ao mês em média em junho para 6,02% em julho, uma queda de 0,2 ponto percentual. No cheque especial, a redução foi, na média, de 0,16 ponto, passando de 9,43% para 9,27% ao mês.

No entanto, comparando a mesma pesquisa de um ano atrás, as taxas são mais altas (veja tabela ao lado). A média em julho de 2002 era de 8,76% para o cheque especial e de 5,72% para o empréstimo pessoal. No empréstimo pessoal, os três bancos que tiveram as reduções mais significativas, segundo o Procon, foram o Unibanco (passando de 6,9% para 6,3%), o Banco Real ABN AMRO (de 6,4% para 5,9%) e o Banco Itaú (de 6,95% para 6,6%). O BBV, comprado pelo Bradesco no início do ano, e a Nossa Caixa praticam as menores taxas: 4,8% e 4,65%, respectivamente. O HSBC (6,5%) e o Itaú (6,6%) têm as mais elevadas.

No cheque especial, os bancos que apresentaram as maiores quedas foram o Real (de 9,2% para 8,9%), o Itaú (de 9,8% para 9,5%) e o Santander (de 9,75% para 9,5%). Em três instituições, as taxas ficaram abaixo de 9% ao mês: Real (8,9%), Banco do Brasil (8,8%) e Nossa Caixa (8,75%). O BCN é o banco que possui a maior taxa (9,75%), seguido de perto pelos bancos Santander, Itaú, Bradesco e HSBC (todos com 9,5%).

“Essa queda é normal quando existe uma sinalização, pelo governo, de redução prolongada da taxa Selic”, comentou Vera Marta Junqueira, diretora de estudos e pesquisas do Procon. Para ela, mesmo sendo um movimento importante do ponto de vista macroeconômico, não significa nada para o consumidor. Na verdade, apesar de menores este mês, os juros das linhas de cheque especial e empréstimo pessoal continuam extremamente salgados. Para Alberto Borges Matias, da ABM Consulting, nem as próximas quedas da Selic vão ajudar na redução do crédito ao consumidor. “Enquanto não houver maior oferta de crédito pelos bancos, as taxas vão continuar altas”, disse Matias.

Janes Rocha, De São Paulo
Fonte: Valor Econômico

Por 10:12 Notícias

BANCOS COMEÇAM A DIMINUIR JUROS

A pesquisa mensal de taxa de juros da Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de São Paulo começou a capturar a rodada de redução de juros do cheque especial e do empréstimo pessoal anunciada pelos bancos nos últimos 30 dias.
O Procon pesquisa as taxas máximas prefixadas, para clientes pessoas físicas não preferenciais, em 12 instituições financeiras na capital paulista. Pela primeira vez este ano, o Procon registrou uma queda quase generalizada de taxas dos empréstimos pessoais e do cheque especial. As linhas de empréstimos pessoais foram as que apresentaram maior redução: de 6,22% ao mês em média em junho para 6,02% em julho, uma queda de 0,2 ponto percentual. No cheque especial, a redução foi, na média, de 0,16 ponto, passando de 9,43% para 9,27% ao mês.
No entanto, comparando a mesma pesquisa de um ano atrás, as taxas são mais altas (veja tabela ao lado). A média em julho de 2002 era de 8,76% para o cheque especial e de 5,72% para o empréstimo pessoal. No empréstimo pessoal, os três bancos que tiveram as reduções mais significativas, segundo o Procon, foram o Unibanco (passando de 6,9% para 6,3%), o Banco Real ABN AMRO (de 6,4% para 5,9%) e o Banco Itaú (de 6,95% para 6,6%). O BBV, comprado pelo Bradesco no início do ano, e a Nossa Caixa praticam as menores taxas: 4,8% e 4,65%, respectivamente. O HSBC (6,5%) e o Itaú (6,6%) têm as mais elevadas.
No cheque especial, os bancos que apresentaram as maiores quedas foram o Real (de 9,2% para 8,9%), o Itaú (de 9,8% para 9,5%) e o Santander (de 9,75% para 9,5%). Em três instituições, as taxas ficaram abaixo de 9% ao mês: Real (8,9%), Banco do Brasil (8,8%) e Nossa Caixa (8,75%). O BCN é o banco que possui a maior taxa (9,75%), seguido de perto pelos bancos Santander, Itaú, Bradesco e HSBC (todos com 9,5%).
“Essa queda é normal quando existe uma sinalização, pelo governo, de redução prolongada da taxa Selic”, comentou Vera Marta Junqueira, diretora de estudos e pesquisas do Procon. Para ela, mesmo sendo um movimento importante do ponto de vista macroeconômico, não significa nada para o consumidor. Na verdade, apesar de menores este mês, os juros das linhas de cheque especial e empréstimo pessoal continuam extremamente salgados. Para Alberto Borges Matias, da ABM Consulting, nem as próximas quedas da Selic vão ajudar na redução do crédito ao consumidor. “Enquanto não houver maior oferta de crédito pelos bancos, as taxas vão continuar altas”, disse Matias.
Janes Rocha, De São Paulo
Fonte: Valor Econômico

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