Brasília – A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banestado decide hoje se vota ou se adia para os próximos dias um requerimento da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) convocando para depor os ex-prefeitos de São Paulo Paulo Maluf (PP) e Celso Pitta e a ex-mulher deste, Nicéa Camargo, e o ex-governador financeiro de uma empreiteira que executou as obras da Avenida Águas Espraiadas, Simeão Damasceno.
O deputado Paulo Bernardo (PT-PR) criticou e qualificou de “perigoso” o delegado da Polícia Federal José Castilho Neto, que prestou depoimento, em sessão fechada, à CPI criada para investigar denúncias de saída ilegal de US$ 30 bilhões do Brasil para o exterior. Segunda Bernardo, as declarações feitas à CPI pelo policial federal em nada ajudam as investigações. Castilho Neto é um dos principais autores das denúncias de que o dinheiro passou por um processo de “lavagem” no estrangeiro.
Paulo Bernardo afirmou, ao sair da sessão fechada, que Castilho é “frágil” nas argumentações e que as informações do delegado não passam de dados já divulgados pela imprensa. “Ele não se qualificou, não podemos trabalhar com as informações dele como se fossem uma coisa séria”, afirmou o deputado petista. Para o parlamentar, o delegado “é no mínimo um cara perigoso”. Exemplificou essa afirmação revelando que, no depoimento, o delegado, ao ser questionado pelo deputado Custódio de Mattos (PSDB-MG) sobre o prejuízo que acusações falsas causar à vida das pessoas, respondeu que “depois, é fácil aos acusados provarem que são inocentes”.
Paulo Bernardo critica o delegado também por ter desqualificado os procuradores da força-tarefa do Ministério Público que investigou as denúncias. Segundo o delegado Castilho, os procuradores, em vez de falarem em “indícios”, deveriam acusar formalmente as pessoas que consideram suspeitas de envolvimento em remessa ilegal de recursos ao Exterior. “A CPI tem de caminhar por outro lado, porque o delegado demonstrou que não tem acesso a nenhum dado concreto. Seu depoimento é frágil e pouco útil para as respostas que a CPI está procurando”, afirmou Paulo Bernardo.
Rosa Costa
Fonte O Estado de S. Paulo
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Por Mhais• 30 de julho de 2003• 14:15• Sem categoria
CPI DO BANESTADO DECIDIRÁ SE CONVOCA MALUF, PITTA E NICÉA
Brasília – A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banestado decide hoje se vota ou se adia para os próximos dias um requerimento da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) convocando para depor os ex-prefeitos de São Paulo Paulo Maluf (PP) e Celso Pitta e a ex-mulher deste, Nicéa Camargo, e o ex-governador financeiro de uma empreiteira que executou as obras da Avenida Águas Espraiadas, Simeão Damasceno.
O deputado Paulo Bernardo (PT-PR) criticou e qualificou de “perigoso” o delegado da Polícia Federal José Castilho Neto, que prestou depoimento, em sessão fechada, à CPI criada para investigar denúncias de saída ilegal de US$ 30 bilhões do Brasil para o exterior. Segunda Bernardo, as declarações feitas à CPI pelo policial federal em nada ajudam as investigações. Castilho Neto é um dos principais autores das denúncias de que o dinheiro passou por um processo de “lavagem” no estrangeiro.
Paulo Bernardo afirmou, ao sair da sessão fechada, que Castilho é “frágil” nas argumentações e que as informações do delegado não passam de dados já divulgados pela imprensa. “Ele não se qualificou, não podemos trabalhar com as informações dele como se fossem uma coisa séria”, afirmou o deputado petista. Para o parlamentar, o delegado “é no mínimo um cara perigoso”. Exemplificou essa afirmação revelando que, no depoimento, o delegado, ao ser questionado pelo deputado Custódio de Mattos (PSDB-MG) sobre o prejuízo que acusações falsas causar à vida das pessoas, respondeu que “depois, é fácil aos acusados provarem que são inocentes”.
Paulo Bernardo critica o delegado também por ter desqualificado os procuradores da força-tarefa do Ministério Público que investigou as denúncias. Segundo o delegado Castilho, os procuradores, em vez de falarem em “indícios”, deveriam acusar formalmente as pessoas que consideram suspeitas de envolvimento em remessa ilegal de recursos ao Exterior. “A CPI tem de caminhar por outro lado, porque o delegado demonstrou que não tem acesso a nenhum dado concreto. Seu depoimento é frágil e pouco útil para as respostas que a CPI está procurando”, afirmou Paulo Bernardo.
Rosa Costa
Fonte O Estado de S. Paulo
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