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MERCADO PREVÊ QUE COPOM CORTE O JURO PARA 23% AO ANO

A maioria dos economistas de bancos acredita que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central irá reduzir a taxa básica Selic de 24,5% para 23% ao ano em sua reunião mensal de dois dias que começa amanhã. O resultado do encontro será conhecido no início da tarde de quarta-feira. De 16 departamentos de economia de instituições consultados pelo Valor, 13, ou 81% da amostra, informaram acreditar em um corte de 1,5 ponto percentual do juro básico. Os três restantes apostam em queda de dois pontos.
Trata-se de uma crença do mercado na manutenção do gradualismo do Banco Central na flexibilização da política monetária. O BC iniciou o processo de redução do juro em sua reunião de junho, quando a Selic cedeu de 26,5% para 26%. Em julho, respeitando o consenso de mercado, a baixa foi de 1,5 ponto, com a taxa recuando para 24,5%. Como o BC não vem contrariando a expectativa média das instituições, a taxa deve agora descer para 23%. Sem viés, deve permanecer nesse patamar até a reunião de setembro, marcada para o dia 17.
Para o economista do JP Morgan, Fábio Akira, o Copom deverá reduzir os juros em 1,5 ponto percentual porque as expectativas de inflação futura indicam o cumprimento das metas e a inflação corrente vem surpreendendo positivamente o mercado. “A atividade econômica está em ritmo suficientemente lento para permitir a redução de taxas de juros sem gerar inflação”, disse Akira. Segundo ele, o ritmo de inflação e de crescimento da economia até permitiriam corte de 2 pontos percentuais, mas o fortalecimento do real nas últimas semanas e as declarações do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, apontam na direção da redução de 1,5 ponto percentual e conduzem o mercado ao consenso de uma Selic de 23% a partir de quinta-feira.
De acordo com o chefe da mesa de operações do Banco Santos, Rodrigo Boulos, o Copom deverá optar pelo corte de 1,5 ponto na reunião que começa amanhã. “É mais provável que o corte agora seja de 1,5 ponto e se, no próximo mês, os números tiverem positivos, o Banco Central volte a cortar os juros em mais 1,5 ponto.” A expectativa do Banco Santos é que, em dezembro, a taxa esteja em torno de 20% ao ano.
Sempre posicionado na corrente dos economistas mais conservadores, Marcelo Carvalho, da Itaú Corretora, engrossa a lista dos que não vêem a possibilidade de uma redução acima de 1,5 ponto. “Que o BC irá baixar o juro não há a menor dúvida. Os sinais emitidos pela inflação favorecem a redução e também a fraqueza da economia real”, diz. O BC não irá avançar no corte dada a sua preferência pelo gradualismo.
O economista Newton Rosa, da Sul América Investimentos, diz que o BC escolheu a via gradual para não ser forçado a ter de elevar o juro, depois de uma baixa acentuada, no caso do surgimento de um choque externo.
Para o economista-chefe do Bradesco, Octavio de Barros, os cenários domésticos e externos sancionam uma redução este mês igual à corrida em julho. A despeito da alta recente do dólar, fatores como inflação efetiva, expectativa de inflação futura, estrutura a termo da taxa de juros, nível de atividade e economia mundial justificam uma taxa de 23%.
Na contramão das expectativas majoritárias, o BankBoston entra na pequena lista dos que apostam em corte de 2 pontos na Selic. Os economistas da instituição trabalham com a expectativa de uma redução dos juros básicos da economia para 22,5%.
Com base na recente trajetória da inflação, cada vez mais alinhada às metas de longo prazo traçadas pelo governo para 2004, o WestLB prevê redução de 2 pontos percentuais na taxa de juros na próxima reunião do Copom. Segundo Adauto Lima, economista sênior da instituição no Brasil, essa redução mais acentuada ainda acompanha o movimento gradual adotado pelas autoridades monetárias nos últimos meses. O executivo também ressalta que a credibilidade alcançada pela equipe do BC vem contribuindo, positivamente, para o alinhamento das metas inflacionárias e das expectativas de inflação para o próximo ano, o que viabiliza novas quedas nos próximos meses e abre a perspectiva para o BC alcançar juros nominais e reais inferiores no longo prazo.
Enquanto a maioria dos economistas de banco aposta em corte de 1,5 ponto percentual, outros representantes da sociedade também esperam o corte, mas evitam prevê-lo. Um dos primeiros empresários a apoiar a candidatura Lula, Eugênio Staub preferiu o “nada a declarar” na sexta-feira, durante evento promovido pela Associação das Empresas Distribuidoras de Valores (Adeval). Talvez contagiados pelo discurso do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, para quem antes da reunião do Copom “não se deve dar indicações sobre decisões futuras”, outros presentes ao evento não arriscaram dizer quanto a Selic cai. Os presidentes da Febraban, Gabriel Jorge Ferreira, e da Adeval, Ney Castro Alves, limitaram-se a dizer que há condições para o corte e que a taxa deve cair.
Fonte: Valor Econômico

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MERCADO PREVÊ QUE COPOM CORTE O JURO PARA 23% AO ANO

A maioria dos economistas de bancos acredita que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central irá reduzir a taxa básica Selic de 24,5% para 23% ao ano em sua reunião mensal de dois dias que começa amanhã. O resultado do encontro será conhecido no início da tarde de quarta-feira. De 16 departamentos de economia de instituições consultados pelo Valor, 13, ou 81% da amostra, informaram acreditar em um corte de 1,5 ponto percentual do juro básico. Os três restantes apostam em queda de dois pontos.

Trata-se de uma crença do mercado na manutenção do gradualismo do Banco Central na flexibilização da política monetária. O BC iniciou o processo de redução do juro em sua reunião de junho, quando a Selic cedeu de 26,5% para 26%. Em julho, respeitando o consenso de mercado, a baixa foi de 1,5 ponto, com a taxa recuando para 24,5%. Como o BC não vem contrariando a expectativa média das instituições, a taxa deve agora descer para 23%. Sem viés, deve permanecer nesse patamar até a reunião de setembro, marcada para o dia 17.

Para o economista do JP Morgan, Fábio Akira, o Copom deverá reduzir os juros em 1,5 ponto percentual porque as expectativas de inflação futura indicam o cumprimento das metas e a inflação corrente vem surpreendendo positivamente o mercado. “A atividade econômica está em ritmo suficientemente lento para permitir a redução de taxas de juros sem gerar inflação”, disse Akira. Segundo ele, o ritmo de inflação e de crescimento da economia até permitiriam corte de 2 pontos percentuais, mas o fortalecimento do real nas últimas semanas e as declarações do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, apontam na direção da redução de 1,5 ponto percentual e conduzem o mercado ao consenso de uma Selic de 23% a partir de quinta-feira.

De acordo com o chefe da mesa de operações do Banco Santos, Rodrigo Boulos, o Copom deverá optar pelo corte de 1,5 ponto na reunião que começa amanhã. “É mais provável que o corte agora seja de 1,5 ponto e se, no próximo mês, os números tiverem positivos, o Banco Central volte a cortar os juros em mais 1,5 ponto.” A expectativa do Banco Santos é que, em dezembro, a taxa esteja em torno de 20% ao ano.

Sempre posicionado na corrente dos economistas mais conservadores, Marcelo Carvalho, da Itaú Corretora, engrossa a lista dos que não vêem a possibilidade de uma redução acima de 1,5 ponto. “Que o BC irá baixar o juro não há a menor dúvida. Os sinais emitidos pela inflação favorecem a redução e também a fraqueza da economia real”, diz. O BC não irá avançar no corte dada a sua preferência pelo gradualismo.

O economista Newton Rosa, da Sul América Investimentos, diz que o BC escolheu a via gradual para não ser forçado a ter de elevar o juro, depois de uma baixa acentuada, no caso do surgimento de um choque externo.

Para o economista-chefe do Bradesco, Octavio de Barros, os cenários domésticos e externos sancionam uma redução este mês igual à corrida em julho. A despeito da alta recente do dólar, fatores como inflação efetiva, expectativa de inflação futura, estrutura a termo da taxa de juros, nível de atividade e economia mundial justificam uma taxa de 23%.

Na contramão das expectativas majoritárias, o BankBoston entra na pequena lista dos que apostam em corte de 2 pontos na Selic. Os economistas da instituição trabalham com a expectativa de uma redução dos juros básicos da economia para 22,5%.

Com base na recente trajetória da inflação, cada vez mais alinhada às metas de longo prazo traçadas pelo governo para 2004, o WestLB prevê redução de 2 pontos percentuais na taxa de juros na próxima reunião do Copom. Segundo Adauto Lima, economista sênior da instituição no Brasil, essa redução mais acentuada ainda acompanha o movimento gradual adotado pelas autoridades monetárias nos últimos meses. O executivo também ressalta que a credibilidade alcançada pela equipe do BC vem contribuindo, positivamente, para o alinhamento das metas inflacionárias e das expectativas de inflação para o próximo ano, o que viabiliza novas quedas nos próximos meses e abre a perspectiva para o BC alcançar juros nominais e reais inferiores no longo prazo.

Enquanto a maioria dos economistas de banco aposta em corte de 1,5 ponto percentual, outros representantes da sociedade também esperam o corte, mas evitam prevê-lo. Um dos primeiros empresários a apoiar a candidatura Lula, Eugênio Staub preferiu o “nada a declarar” na sexta-feira, durante evento promovido pela Associação das Empresas Distribuidoras de Valores (Adeval). Talvez contagiados pelo discurso do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, para quem antes da reunião do Copom “não se deve dar indicações sobre decisões futuras”, outros presentes ao evento não arriscaram dizer quanto a Selic cai. Os presidentes da Febraban, Gabriel Jorge Ferreira, e da Adeval, Ney Castro Alves, limitaram-se a dizer que há condições para o corte e que a taxa deve cair.

Fonte: Valor Econômico

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