16/09/2003 – 08h29
FABRÍCIO VIEIRA
ÉRICA FRAGA
da Folha de S.Paulo
A taxa básica de juros da economia estará entre 17% e 18% no fim do ano. Isso é o que mostram as apostas das instituições financeiras projetadas nas taxas futuras de juros dos contratos negociados na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros).
No início do ano, quando a inflação estava muito forte, as projeções do mercado futuro apontavam juros em torno dos 28% no fim de dezembro. É que o principal expediente do governo para conter a escalada dos preços era a elevação dos juros básicos.
Como a inflação foi perdendo fôlego –os principais indicadores de preços chegaram a registrar deflação no meio do ano–, o BC (Banco Central) afrouxou sua política monetária, e os juros começaram a cair. Com isso, a expectativa dos bancos para as taxas no fim de 2003 vem sendo reduzida mês a mês.
Ontem , o contrato DI, que considera as operações entre os bancos, com prazo de vencimento em janeiro, encerrou o pregão a 18,77% anuais. Essa taxa nunca foi tão baixa. Cerca de um ponto percentual dessa taxa representa o custo para os bancos ficarem com o contrato até o vencimento.
Há cerca de um mês, pouco antes de o Copom (Comitê de Política Monetária) decidir fazer um corte mais agressivo da taxa básica, que caiu de 24,5% para 22%, a taxa do contrato de janeiro projetava taxa de 21,22%.
O mercado aposta agressivamente em cortes mais altos da taxa Selic no curto prazo. Pelas contas de Carlos Cintra, gerente de renda fixa do Banco Prosper, na média, os juros futuros de outubro indicam expectativa de redução de 2,23 pontos percentuais da Selic nesta reunião do Copom –o Banco Central, porém, não faz cortes tão picados.
Mas há instituições financeiras que trabalham com a expectativa de redução de até três pontos percentuais da taxa de juros no encontro que acaba amanhã.
Segundo analistas, o movimento dos juros futuros revela que o mercado espera cortes maiores nesta e na próxima reunião e, depois, reduções mais moderadas até o início do ano que vem.
“O governo está preocupado com a retomada do crescimento econômico e a inflação está sob controle. Tudo indica, portanto, que os cortes maiores acontecerão agora”, diz Cintra, para quem a taxa de juros deverá ter redução de até 2,5 pontos amanhã.
As projeções do mercado computadas pelo boletim Focus do BC também indicam aposta de juros decrescentes. A última pesquisa divulgada ontem pela autoridade monetária mostra que os bancos ouvidos esperam, na média, taxa Selic de 20,3% neste mês. Há quatro semanas, a aposta era de Selic em 22% para setembro.
Notícias recentes
- Lula recebe presidente da África do Sul para visita de Estado
- Votação para o CA da Caixa segue até amanhã
- Estimativas do mercado para inflação e PIB ficam estáveis
- Escritório de Viviane Barci, esposa de Moraes, detalha contrato com o Banco Master, de Vorcaro; leia a íntegra
- “Parem de nos matar”: mulheres vão às ruas contra a violência no 8 de Março
Comentários
Por Mhais• 16 de setembro de 2003• 09:29• Sem categoria
BANCOS PROJETAM JUROS DE MENOS DE 18% NO FIM DO ANO
16/09/2003 – 08h29
FABRÍCIO VIEIRA
ÉRICA FRAGA
da Folha de S.Paulo
A taxa básica de juros da economia estará entre 17% e 18% no fim do ano. Isso é o que mostram as apostas das instituições financeiras projetadas nas taxas futuras de juros dos contratos negociados na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros).
No início do ano, quando a inflação estava muito forte, as projeções do mercado futuro apontavam juros em torno dos 28% no fim de dezembro. É que o principal expediente do governo para conter a escalada dos preços era a elevação dos juros básicos.
Como a inflação foi perdendo fôlego –os principais indicadores de preços chegaram a registrar deflação no meio do ano–, o BC (Banco Central) afrouxou sua política monetária, e os juros começaram a cair. Com isso, a expectativa dos bancos para as taxas no fim de 2003 vem sendo reduzida mês a mês.
Ontem , o contrato DI, que considera as operações entre os bancos, com prazo de vencimento em janeiro, encerrou o pregão a 18,77% anuais. Essa taxa nunca foi tão baixa. Cerca de um ponto percentual dessa taxa representa o custo para os bancos ficarem com o contrato até o vencimento.
Há cerca de um mês, pouco antes de o Copom (Comitê de Política Monetária) decidir fazer um corte mais agressivo da taxa básica, que caiu de 24,5% para 22%, a taxa do contrato de janeiro projetava taxa de 21,22%.
O mercado aposta agressivamente em cortes mais altos da taxa Selic no curto prazo. Pelas contas de Carlos Cintra, gerente de renda fixa do Banco Prosper, na média, os juros futuros de outubro indicam expectativa de redução de 2,23 pontos percentuais da Selic nesta reunião do Copom –o Banco Central, porém, não faz cortes tão picados.
Mas há instituições financeiras que trabalham com a expectativa de redução de até três pontos percentuais da taxa de juros no encontro que acaba amanhã.
Segundo analistas, o movimento dos juros futuros revela que o mercado espera cortes maiores nesta e na próxima reunião e, depois, reduções mais moderadas até o início do ano que vem.
“O governo está preocupado com a retomada do crescimento econômico e a inflação está sob controle. Tudo indica, portanto, que os cortes maiores acontecerão agora”, diz Cintra, para quem a taxa de juros deverá ter redução de até 2,5 pontos amanhã.
As projeções do mercado computadas pelo boletim Focus do BC também indicam aposta de juros decrescentes. A última pesquisa divulgada ontem pela autoridade monetária mostra que os bancos ouvidos esperam, na média, taxa Selic de 20,3% neste mês. Há quatro semanas, a aposta era de Selic em 22% para setembro.
Deixe um comentário