Fonte: Reuters Investor
O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, optou nesta terça-feira por manter a taxa de juros no menor nível em 45 anos e disse que ela pode continuar baixa por um “período considerável”.
O Comitê Federal de Política Monetária afirmou que deixou os federal funds, como é conhecida a taxa básica, em 1,0%, no menor nível desde 1958. O Fed cortou a taxa 13 vezes desde o começo de 2001 com objetivo de fomentar uma vigorosa expansão econômica.
Ao anunciar a decisão, o Comitê repetiu a advertência, emitida pela primeira vez em maio, sobre haver um pequeno risco de a inflação cair para níveis indesejáveis. “O Comitê julga que o risco da inflação ficar indesejavelmente baixa continua sendo a preocupação predominante para o futuro próximo. Nessas circunstâncias, o Comitê acredita que a política acomodativa pode ser mantida por um período considerável”, disse o Fed em comunicado.
A decisão era amplamente esperada pelos mercados e o dólar teve uma leve queda após o anúncio, mas logo retornou ao patamar anterior.
Apesar de diversos números mostrando que a recuperação está ganhando força, a economia norte-americana ainda precisa gerar empregos. Para economistas, o fato da economia não estar criando postos de trabalho mantém vivo o risco de o crescimento minguar assim que o impulso do alívio fiscal acabar.
Muitas analistas esperam que a economia cresça a uma taxa anual de cerca de 5,0% neste trimestre, um forte crescimento se comparado com a expansão de 3,1% do segundo trimestre.
Apesar da aparente aceleração, 93.000 trabalhadores pederam seus empregos em agosto, 21 meses após o fim da recessão de 2001. Desde de março de 2001, 2,8 milhões de pessoas foram demitidas nos EUA.
Com o desemprego relativamente alto e a indústria operando com grande capacidade ociosa, as autoridades do Fed voltaram a advertir que há possibilidade da inflação desacelerar, mesmo com a economia aquecendo.
Um relatório divulgado no começo da terça-feira ressaltou a inexistência de pressão inflacionária. O núcleo do Índice de Preços ao Consumidor, que exclui custos de energia e alimentos, subiu apenas 0,1% em agosto, segundo o Departamento do Trabalho.
Nos últimos 12 meses, o núcleo da inflação acumula alta de apenas 1,3%, o ritmo mais lento em 37 anos. Muitas autoridades dentro do Fed acreditam que este índice extrapola a inflação em 1,0 ponto percentual, o que significa que a real taxa de inflação esteja bem perto de zero.
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Por Mhais• 17 de setembro de 2003• 11:34• Sem categoria
BC DOS EUA MANTÉM JUROS E CITA RISCO DE QUEDA DA INFLAÇÃO
Fonte: Reuters Investor
O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, optou nesta terça-feira por manter a taxa de juros no menor nível em 45 anos e disse que ela pode continuar baixa por um “período considerável”.
O Comitê Federal de Política Monetária afirmou que deixou os federal funds, como é conhecida a taxa básica, em 1,0%, no menor nível desde 1958. O Fed cortou a taxa 13 vezes desde o começo de 2001 com objetivo de fomentar uma vigorosa expansão econômica.
Ao anunciar a decisão, o Comitê repetiu a advertência, emitida pela primeira vez em maio, sobre haver um pequeno risco de a inflação cair para níveis indesejáveis. “O Comitê julga que o risco da inflação ficar indesejavelmente baixa continua sendo a preocupação predominante para o futuro próximo. Nessas circunstâncias, o Comitê acredita que a política acomodativa pode ser mantida por um período considerável”, disse o Fed em comunicado.
A decisão era amplamente esperada pelos mercados e o dólar teve uma leve queda após o anúncio, mas logo retornou ao patamar anterior.
Apesar de diversos números mostrando que a recuperação está ganhando força, a economia norte-americana ainda precisa gerar empregos. Para economistas, o fato da economia não estar criando postos de trabalho mantém vivo o risco de o crescimento minguar assim que o impulso do alívio fiscal acabar.
Muitas analistas esperam que a economia cresça a uma taxa anual de cerca de 5,0% neste trimestre, um forte crescimento se comparado com a expansão de 3,1% do segundo trimestre.
Apesar da aparente aceleração, 93.000 trabalhadores pederam seus empregos em agosto, 21 meses após o fim da recessão de 2001. Desde de março de 2001, 2,8 milhões de pessoas foram demitidas nos EUA.
Com o desemprego relativamente alto e a indústria operando com grande capacidade ociosa, as autoridades do Fed voltaram a advertir que há possibilidade da inflação desacelerar, mesmo com a economia aquecendo.
Um relatório divulgado no começo da terça-feira ressaltou a inexistência de pressão inflacionária. O núcleo do Índice de Preços ao Consumidor, que exclui custos de energia e alimentos, subiu apenas 0,1% em agosto, segundo o Departamento do Trabalho.
Nos últimos 12 meses, o núcleo da inflação acumula alta de apenas 1,3%, o ritmo mais lento em 37 anos. Muitas autoridades dentro do Fed acreditam que este índice extrapola a inflação em 1,0 ponto percentual, o que significa que a real taxa de inflação esteja bem perto de zero.
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