Fonte: Gazeta do Povo
Estimativas de crescimento do PIB estão menores que há 6 meses
Dubai, Emirados Árabes Unidos (das agências) – O economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kenneth Rogoff, disse ontem, na abertura da reunião anual do organismo, que a economia do Brasil precisará ter um crescimento alto e sustentado, durante um longo período, para que o país possa se livrar, de uma vez, dos riscos de uma crise financeira. Isso se deve, segundo ele, ao alto endividamento do país.
Em seu relatório “Perspectivas Econômicas Mundiais”, divulgado nesta quinta-feira, o FMI prevê crescimento de 1,5% em 2003, acelerando para 3% no próximo ano. A previsão diminuiu de abril para cá. Na versão daquele mês, a previsão era de alta de 2,8% para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. A estimativa para 2004 também foi reduzida. Há cinco meses, a estimativa era de 3,5%.
“A dívida pública do Brasil ainda é muito alta. A dívida doméstica é grande, algo em torno de 65% do PIB. E a dívida externa é muito alta, cerca de mais de 50% do PIB. E esses problemas não desaparecem da noite para o dia. É preciso ter um crescimento sustentável para diminuí-los em relação ao Produto Interno Bruto, a menos que o país adote medidas mais radicais”, disse Rogoff.
No relatório, os técnicos do Fundo lembram que a confiança no Brasil melhorou – com reflexos no prêmio de risco pago pelos papéis do país, no retorno ao mercado de capitais e na valorização do real.
Para o FMI, o Brasil permanece vulnerável a uma série de instabilidades: a confiança dos investidores, a diminuição do fluxo de investimento internacional e o alto custo de captação de recursos ainda pago pelo país.
Os técnicos elogiaram a redução de juros que vem sendo determinada pelo Banco Central. “A recente mudança em direção à flexibilização da política monetária foi apropriada, dado o impacto da atividade fraca e da apreciação do real sobre a inflação futura. Além disso, o progresso nas reformas tributária e previdenciária precisa ser mantido”, diz o documento.
Crescimento global
A economia global está em recuperação e deve crescer 3,2% em 2003 e 4,1% em 2004, segundo a Perspectiva Econômica Global do Fundo Monetário Internacional. A inflação deve permanecer em níveis muito baixos na maior parte do mundo, e principalmente nos países desenvolvidos. O FMI manteve suas projeções para a economia global feitas na Perspectiva Econômica Global de abril, mas acentuou que foram reduzidos os riscos negativos – isto é, a possibilidade de que a realidade acabe sendo bem pior do que as projeções do Fundo.
A situação melhorou basicamente por dois fatores: o rápido fim da guerra no Iraque, o que não estava claro em abril; e o fato de que as políticas monetária e fiscal das grandes economias, na média, ficarem ainda mais estimulantes ao crescimento do que no primeiro semestre.
Os Estados Unidos continuam sendo o motor da economia global, e o FMI prevê que o crescimento do PIB norte-americano seja de 2,6% neste ano e de 3,9% em 2004. Apesar de projetar um cenário positivo, o FMI alerta para diversos riscos que podem prejudicar o desempenho dos Estados Unidos, como o endividamento excessivo dos consumidores e uma queda abrupta do dólar.
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Por Mhais• 19 de setembro de 2003• 10:20• Sem categoria
FMI DIZ QUE BRASIL SÓ SE LIVRA DA CRISE SE CRESCER POR LONGO PERÍODO
Fonte: Gazeta do Povo
Estimativas de crescimento do PIB estão menores que há 6 meses
Dubai, Emirados Árabes Unidos (das agências) – O economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kenneth Rogoff, disse ontem, na abertura da reunião anual do organismo, que a economia do Brasil precisará ter um crescimento alto e sustentado, durante um longo período, para que o país possa se livrar, de uma vez, dos riscos de uma crise financeira. Isso se deve, segundo ele, ao alto endividamento do país.
Em seu relatório “Perspectivas Econômicas Mundiais”, divulgado nesta quinta-feira, o FMI prevê crescimento de 1,5% em 2003, acelerando para 3% no próximo ano. A previsão diminuiu de abril para cá. Na versão daquele mês, a previsão era de alta de 2,8% para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. A estimativa para 2004 também foi reduzida. Há cinco meses, a estimativa era de 3,5%.
“A dívida pública do Brasil ainda é muito alta. A dívida doméstica é grande, algo em torno de 65% do PIB. E a dívida externa é muito alta, cerca de mais de 50% do PIB. E esses problemas não desaparecem da noite para o dia. É preciso ter um crescimento sustentável para diminuí-los em relação ao Produto Interno Bruto, a menos que o país adote medidas mais radicais”, disse Rogoff.
No relatório, os técnicos do Fundo lembram que a confiança no Brasil melhorou – com reflexos no prêmio de risco pago pelos papéis do país, no retorno ao mercado de capitais e na valorização do real.
Para o FMI, o Brasil permanece vulnerável a uma série de instabilidades: a confiança dos investidores, a diminuição do fluxo de investimento internacional e o alto custo de captação de recursos ainda pago pelo país.
Os técnicos elogiaram a redução de juros que vem sendo determinada pelo Banco Central. “A recente mudança em direção à flexibilização da política monetária foi apropriada, dado o impacto da atividade fraca e da apreciação do real sobre a inflação futura. Além disso, o progresso nas reformas tributária e previdenciária precisa ser mantido”, diz o documento.
Crescimento global
A economia global está em recuperação e deve crescer 3,2% em 2003 e 4,1% em 2004, segundo a Perspectiva Econômica Global do Fundo Monetário Internacional. A inflação deve permanecer em níveis muito baixos na maior parte do mundo, e principalmente nos países desenvolvidos. O FMI manteve suas projeções para a economia global feitas na Perspectiva Econômica Global de abril, mas acentuou que foram reduzidos os riscos negativos – isto é, a possibilidade de que a realidade acabe sendo bem pior do que as projeções do Fundo.
A situação melhorou basicamente por dois fatores: o rápido fim da guerra no Iraque, o que não estava claro em abril; e o fato de que as políticas monetária e fiscal das grandes economias, na média, ficarem ainda mais estimulantes ao crescimento do que no primeiro semestre.
Os Estados Unidos continuam sendo o motor da economia global, e o FMI prevê que o crescimento do PIB norte-americano seja de 2,6% neste ano e de 3,9% em 2004. Apesar de projetar um cenário positivo, o FMI alerta para diversos riscos que podem prejudicar o desempenho dos Estados Unidos, como o endividamento excessivo dos consumidores e uma queda abrupta do dólar.
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