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CURITIBA – As agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estão com as portas fechadas nesta terça-feira.
Os servidores decidiram entrar em greve por tempo indeterminado. Eles reivindicam um reajuste salarial de 127%, referentes a nove anos, além de cumprimento do Plano de Cargos e Salários, melhores condições de trabalho e concurso público.
Com a paralisação, uma média de 4 mil atendimentos deixam de ser feitos diariamente em Curitiba e região metropolitana. Apenas as perícias médicas agendadas estão sendo realizadas.
Os demais serviços, como concessão de aposentadoria, salário maternidade, arrecadação, entre outros. A paralisação ocorre simultaneamente em todo o país.
Segundo a diretora do Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Saúde, Trabalho, Previdência e Ação Social do Estado do Paraná (Sindprevs), Jaqueline Mendes de Gusmão, o governo propôs apenas gratificaçõesdiferenciadas e não reajuste salarial.
Para os ativos, o percentual varia de 10% a 29% e para os servidores aposentados, de 7% a 27%.
– O governo não explica qual o critério para a concessão da gratificação. Reajuste é uma coisa, gratificação é outra. A gratificação pode ser retirada a qualquer momento – disse ela.
A greve, segundo a diretora, é o resultado do descumprimento por parte do governo federal de vários acordos com a categoria. Nesta terça-feira, haveráuma audiência, em Brasília, entre o Ministério do Planejamento e o conjunto de entidades dos servidores públicos federais.
Em março, os servidores fizeram uma paralisação de advertência de dois dias. Ano passado, a greve durou quase dois meses.
Atualmente, o INSS tem 1.759 servidores no Paraná, sendo 750 somente em Curitiba.
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