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BRASIL TIRA NOTA MÁXIMA EM DEMOCRACIA ELEITORAL

Pesquisa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) sobre democracia na América Latina apontou o Brasil como um dos países com melhor desempenho no Índice de Democracia Eleitoral (IDE). Dos 18 países pesquisados, apenas seis conseguiram nota máxima (1,0) nesse quesito: além do Brasil, Bolívia, Costa Rica, Honduras, Panamá e Uruguai. A Colômbia teve a pior média: 0,57. Quanto mais alto o valor, maior o grau de democracia eleitoral.A média da América Latina é de 0,89.

Quatro fatores foram levados em conta para a definição do IDE. O primeiro foi o grau de participação nas eleições. Nos últimos 12 anos, entre 1990 e 2002, todos os países alcançaram o grau máximo no quesito. A participação nas eleições significa direito ao voto universal.

No segundo quesito, honestidade do pleito, os pesquisadores levam em conta a intimidação ou violência contra os eleitores, além de fraude eleitoral.

O grau de liberdade das eleições avalia a variedade de candidaturas oferecidas aos eleitores e verifica a possível existência de restrições legais ou práticas que limitem a opção de votos e a apresentação de chapas pelos partidos. Mais uma vez, a Colômbia apresenta um retrospecto negativo, com o assassinato sistemático de candidatos e intimidação das candidaturas com métodos violentos.

Por fim, os pesquisadores da ONU mediram se os vencedores das eleições conseguem tomar posse e permanecer no cargo depois de eleitos.

Lado ruim
Este é apenas um aspecto positivo entre muitos dados ruins do relatório. O Brasil, que este mês recorda os 20 anos da campanha pelas eleições diretas, aparece como o 15º entre os 18 países do continente com mais democratas, segundo a pesquisa feita pelo PNUD em 18 países da América Latina. Apenas 30,6% dos brasileiros se enquadram nesta classificação, contra 71,3% dos uruguaios. A média da América Latina é de 43%, e o Brasil fica à frente apenas de Equador, Paraguai e Colômbia.

Quando a pirâmide se inverte e a pesquisa aponta o percentual de não-democratas, o Brasil aparece em 11º lugar, com 27% dos entrevistados. O campeão nesse quesito é o Paraguai, com 62,8% de pessoas contrárias à liberdade democrática.

Medida da fragilidade
A pesquisa mostra que 54,7% dos 19 mil entrevistados trocariam a democracia por um governo autoritário se este fosse capaz de resolver os problemas econômicos. No Brasil, os números são preocupantes: apenas 30,6% dos habitantes se dizem democratas, contra 27% de não-democratas. Outros 42,4% se apresentam como ambivalentes: defendem a democracia, mas são simpáticos ao uso da força pelo presidente.

O secretário-geral da Presidência, ministro Luiz Dulci, interpreta este dado como uma vulnerabilidade da democracia. “Apesar da defesa de regimes democráticos, a maioria das pessoas espera que eles resolvam seus problemas econômicos. Este tem sido o esforço do governo federal”, declarou. O dado também demonstra que a democracia política não se reflete numa democracia econômica e social. Vinte anos depois da ditadura, as novas gerações viram sua renda reduzir e a concentração e exclusão aumentar.

A diminuição da participação do Estado, com percepção de avanço do crime organizado, vem acompanhada de uma descrença dos entrevistados com a política. Para 64,7%, os políticos mentem para ganhar as eleições e, conseqüentemente, não cumprem suas promessas de campanha. O desprezo pelas siglas também fica claro na pesquisa. Menos de um terço dos entrevistados (27,2%) têm um partido político e votam sempre na mesma legenda.

Fonte: PT Online

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BRASIL TIRA NOTA MÁXIMA EM DEMOCRACIA ELEITORAL

Pesquisa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) sobre democracia na América Latina apontou o Brasil como um dos países com melhor desempenho no Índice de Democracia Eleitoral (IDE). Dos 18 países pesquisados, apenas seis conseguiram nota máxima (1,0) nesse quesito: além do Brasil, Bolívia, Costa Rica, Honduras, Panamá e Uruguai. A Colômbia teve a pior média: 0,57. Quanto mais alto o valor, maior o grau de democracia eleitoral.A média da América Latina é de 0,89.
Quatro fatores foram levados em conta para a definição do IDE. O primeiro foi o grau de participação nas eleições. Nos últimos 12 anos, entre 1990 e 2002, todos os países alcançaram o grau máximo no quesito. A participação nas eleições significa direito ao voto universal.
No segundo quesito, honestidade do pleito, os pesquisadores levam em conta a intimidação ou violência contra os eleitores, além de fraude eleitoral.
O grau de liberdade das eleições avalia a variedade de candidaturas oferecidas aos eleitores e verifica a possível existência de restrições legais ou práticas que limitem a opção de votos e a apresentação de chapas pelos partidos. Mais uma vez, a Colômbia apresenta um retrospecto negativo, com o assassinato sistemático de candidatos e intimidação das candidaturas com métodos violentos.
Por fim, os pesquisadores da ONU mediram se os vencedores das eleições conseguem tomar posse e permanecer no cargo depois de eleitos.
Lado ruim
Este é apenas um aspecto positivo entre muitos dados ruins do relatório. O Brasil, que este mês recorda os 20 anos da campanha pelas eleições diretas, aparece como o 15º entre os 18 países do continente com mais democratas, segundo a pesquisa feita pelo PNUD em 18 países da América Latina. Apenas 30,6% dos brasileiros se enquadram nesta classificação, contra 71,3% dos uruguaios. A média da América Latina é de 43%, e o Brasil fica à frente apenas de Equador, Paraguai e Colômbia.
Quando a pirâmide se inverte e a pesquisa aponta o percentual de não-democratas, o Brasil aparece em 11º lugar, com 27% dos entrevistados. O campeão nesse quesito é o Paraguai, com 62,8% de pessoas contrárias à liberdade democrática.
Medida da fragilidade
A pesquisa mostra que 54,7% dos 19 mil entrevistados trocariam a democracia por um governo autoritário se este fosse capaz de resolver os problemas econômicos. No Brasil, os números são preocupantes: apenas 30,6% dos habitantes se dizem democratas, contra 27% de não-democratas. Outros 42,4% se apresentam como ambivalentes: defendem a democracia, mas são simpáticos ao uso da força pelo presidente.
O secretário-geral da Presidência, ministro Luiz Dulci, interpreta este dado como uma vulnerabilidade da democracia. “Apesar da defesa de regimes democráticos, a maioria das pessoas espera que eles resolvam seus problemas econômicos. Este tem sido o esforço do governo federal”, declarou. O dado também demonstra que a democracia política não se reflete numa democracia econômica e social. Vinte anos depois da ditadura, as novas gerações viram sua renda reduzir e a concentração e exclusão aumentar.
A diminuição da participação do Estado, com percepção de avanço do crime organizado, vem acompanhada de uma descrença dos entrevistados com a política. Para 64,7%, os políticos mentem para ganhar as eleições e, conseqüentemente, não cumprem suas promessas de campanha. O desprezo pelas siglas também fica claro na pesquisa. Menos de um terço dos entrevistados (27,2%) têm um partido político e votam sempre na mesma legenda.
Fonte: PT Online

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