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ACIDENTES DE TRABALHO MATAM 2,9 MIL NO BRASIL

Gazeta do Povo

No mundo, 1,65 milhão de pessoas morrem por doenças profissionais

Brasília – Os acidentes de trabalho no Brasil, no ano de 2002, deixaram 331.398 empregados temporariamente incapacitados, outros 15 mil incapacitados para sempre e foram responsáveis pela morte de 2.898 trabalhadores.

Esse quadro foi responsável por despesas equivalentes a 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, ou R$ 23 bilhões, gastos com pagamento dos benefícios por afastamento do empregado, despesas de saúde, reabilitação profissional, além de processos judiciais.

Os números constam do relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), apresentado pelo diretor da organização no Brasil, Armand Pereira.

O documento alerta para a importância das melhorias de condições de trabalho para a saúde e a vida do trabalhador.

O relatório computou apenas os acidentes e mortes de trabalhadores da economia formal, não considerando o mercado informal, que é cada vez maior no Brasil.

Armand Pereira estima que de cada duas ocorrências (acidente ou morte no trabalho), uma não é notificada pela empresa aos órgãos competentes.

“Há muitos situações em que o trabalhador morre e o óbito não é registrado como acidente de trabalho”, declara.

É o caso da pesca artesanal, na qual o pescador que morre no barco não é declarado como morto por acidente de trabalho.

A exposição a produtos químicos, à violência no trabalho e às doenças do aparelho respiratório, são motivo de preocupação para a OIT que comemora hoje o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, em todo o mundo.

O Brasil, segundo o relatório, registra um aumento indiscriminado de produtos químicos de uso comercial.

A exposição a poeiras de amianto, sílica e outras substâncias perigosas tem causado a morte de milhares de trabalhadores, que às vezes, não chegam aos 30 anos de idade.

A sílica, produto presente na areia que é usada em setores como a construção civil, mineração, marmorarias e fundições – mereceu do governo brasileiro um Plano Nacional de Erradicação da Silicose – que é a doença provocada pela sílica.

A terceirização é apontada por Armand Pereira como um dos fatores de agravamento dos casos de acidentes e mortes de empregados, especialmente em segmentos como a manutenção de linhas elétricas.

No caso das empresas do setor formal, ele propõe que as medidas de prevenção a acidentes considerem também os quadros de incidentes de trabalho, e não apenas os acidentes.

Os incidentes – avalia – dão a dimensão da possibilidade de ocorrência do acidente, podendo-se evitá-lo.

Custo-benefício

Na sua opinião, as empresas deveriam saber o quanto desembolsam ao deixar de investir em segurança e saúde nos locais de trabalho.

Ao medir o custo-benefício gerado por acidentes e mortes de trabalhadores, as empresas passariam a adotar medidas de prevenção. “É um bom negócio fazer prevenção”, conclui.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, pediu mais conscientização, tanto de empresários quanto do governo, sobre a questão da segurança do trabalho.

Segundo Marinho, são preocupantes os números divulgados pela OIT. “Nós precisamos cobrar dos empresários, e também do estado, programas que busquem eliminar esse problema”, disse.

Por 10:30 Notícias

ACIDENTES DE TRABALHO MATAM 2,9 MIL NO BRASIL

Gazeta do Povo
No mundo, 1,65 milhão de pessoas morrem por doenças profissionais
Brasília – Os acidentes de trabalho no Brasil, no ano de 2002, deixaram 331.398 empregados temporariamente incapacitados, outros 15 mil incapacitados para sempre e foram responsáveis pela morte de 2.898 trabalhadores.
Esse quadro foi responsável por despesas equivalentes a 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, ou R$ 23 bilhões, gastos com pagamento dos benefícios por afastamento do empregado, despesas de saúde, reabilitação profissional, além de processos judiciais.
Os números constam do relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), apresentado pelo diretor da organização no Brasil, Armand Pereira.
O documento alerta para a importância das melhorias de condições de trabalho para a saúde e a vida do trabalhador.
O relatório computou apenas os acidentes e mortes de trabalhadores da economia formal, não considerando o mercado informal, que é cada vez maior no Brasil.
Armand Pereira estima que de cada duas ocorrências (acidente ou morte no trabalho), uma não é notificada pela empresa aos órgãos competentes.
“Há muitos situações em que o trabalhador morre e o óbito não é registrado como acidente de trabalho”, declara.
É o caso da pesca artesanal, na qual o pescador que morre no barco não é declarado como morto por acidente de trabalho.
A exposição a produtos químicos, à violência no trabalho e às doenças do aparelho respiratório, são motivo de preocupação para a OIT que comemora hoje o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, em todo o mundo.
O Brasil, segundo o relatório, registra um aumento indiscriminado de produtos químicos de uso comercial.
A exposição a poeiras de amianto, sílica e outras substâncias perigosas tem causado a morte de milhares de trabalhadores, que às vezes, não chegam aos 30 anos de idade.
A sílica, produto presente na areia que é usada em setores como a construção civil, mineração, marmorarias e fundições – mereceu do governo brasileiro um Plano Nacional de Erradicação da Silicose – que é a doença provocada pela sílica.
A terceirização é apontada por Armand Pereira como um dos fatores de agravamento dos casos de acidentes e mortes de empregados, especialmente em segmentos como a manutenção de linhas elétricas.
No caso das empresas do setor formal, ele propõe que as medidas de prevenção a acidentes considerem também os quadros de incidentes de trabalho, e não apenas os acidentes.
Os incidentes – avalia – dão a dimensão da possibilidade de ocorrência do acidente, podendo-se evitá-lo.
Custo-benefício
Na sua opinião, as empresas deveriam saber o quanto desembolsam ao deixar de investir em segurança e saúde nos locais de trabalho.
Ao medir o custo-benefício gerado por acidentes e mortes de trabalhadores, as empresas passariam a adotar medidas de prevenção. “É um bom negócio fazer prevenção”, conclui.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, pediu mais conscientização, tanto de empresários quanto do governo, sobre a questão da segurança do trabalho.
Segundo Marinho, são preocupantes os números divulgados pela OIT. “Nós precisamos cobrar dos empresários, e também do estado, programas que busquem eliminar esse problema”, disse.

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