Gazeta do Povo
Curitiba – O banco inglês HSBC está há sete anos no Brasil e, no início de 2004, os executivos da instituição financeira constataram que a marca ainda não é conhecida no país.
Para reverter o quadro, o banco gastou R$ 40 milhões na montagem da maior campanha publicitária desde a chegada da instituição ao Brasil. Foram produzidos 17 filmes de televisão e 24 anúncios de mídia impressa, que serão veiculados em 60 dias.
As verbas que o banco destinará à área de marketing serão de R$ 120 milhões em 2004 – um crescimento de 50% em relação ao ano passado.
Os filmes, que entram no ar neste domingo, trabalham a imagem do banco como uma das principais instituições financeiras do mundo.
O HSBC está hoje presente em 179 países, com 10 mil agências e 110 milhões de clientes, tendo registrado lucro líquido de US$ 10,5 bilhões no ano passado. O valor de mercado atual do HSBC é de US$ 160 bilhões, segundo o principal executivo (CEO) do banco no Brasil, Emílson Alonso.
A administração mundial do HSBC entende que países como Brasil, Índia, China e México serão os mercados de maior crescimento nos próximos 20 anos. Entretanto, Alonso diz que o banco não pode esperar a situação econômica do Brasil melhorar para ganhar mercado.
“Meu objetivo é que o resultado do HSBC Brasil represente 5% do lucro da holding mundial em 5 anos”, comenta. Hoje, diz o executivo, o país contribui com 1% da arrecadação total do grupo HSBC.
Em outubro do ano passado, com a compra da financeira Losango, o grupo HSBC entrou de vez na área de crédito para baixa renda no Brasil.
Alonso adianta que, até o fim de 2004, serão abertas 100 novas agências da Losango, ao lado de unidades do HSBC, em cidades com mais de 150 mil habitantes.
Para fazer um paralelo com a importância do banco, a agência Lowe Sul, com sede em Curitiba, usou a coordenadora nacional da Pastoral da Criança, Zilda Arns, e o músico brasileiro Roberto Minczuk, maestro da Orquestra Filarmônica de Nova Iorque.
São exemplos, segundo o publicitário Mário D’Andrea, de profissionais brasileiros que ocupam cargos importantes, mas ainda são pouco conhecidos do público.
Além dos filmes institucionais – que trabalham também conceitos como preço justo de taxas bancárias e de juros –, a campanha terá filmes específicos para clientes de oito capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Brasília, Goiânia e Belo Horizonte.
Como os filmes regionais vão enfocar as características de cada região, a criação da Lowe trabalhou com a palavra vina, o jeito curitibano de dizer salsicha.
O filme mostra a confusão armada por um turista de Curitiba que tenta comprar um cachorro-quente no Rio de Janeiro.
Fernando Schelle
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