Os gastos dos bancos com tecnologia da informação (TI) devem bater em R$ 14 bilhões este ano, superando os R$ 12,5 bilhões de 2004, estima Carlos Eduardo Corrêa da Fonseca, diretor de tecnologia da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). As projeções são de que apenas os investimentos em novas tecnologias consumam em torno de R$ 4 bilhões.
“Os bancos precisam atualizar continuamente o parque tecnológico”, diz Fonseca. Além disso, as adaptações às exigências do Basiléia II e às regras da Sarbanes-Oxley (para os bancos como ações na Bolsa de Valores de Nova York) também estão consumindo montante significativo dos gastos com TI. Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que os gastos atuais dos bancos com TI já correspondem a 10% do patrimônio líquido das instituições.
Em 2004, os bancos foram responsáveis por 23% dos investimentos em TI feitos no Brasil, revela uma pesquisa do IDC. Agora, com novas tecnologias, como a certificação digital e o banco móvel, as estimativas são de que os gastos aumentem ainda mais.
Os dados foram divulgados pela Febraban ontem, durante apresentação à imprensa do “Ciab 2005 – XV Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras” , que este ano tem como tema “Bancos Desenvolvimento e Sociedade”. A idéia é discutir temas como bancarização e microcrédito, e não apenas assuntos ligados à tecnologia. O congresso, que começa dia 15 de junho, vai consumir entre R$ 7 milhões e R$ 8 milhões dos bancos.
Um dos esforços da Febraban é tornar o Ciab mais internacional, atraindo participantes de países da América Latina. Para isso, a entidade está fazendo uma série de apresentações em alguns países: no dia 25 será em Buenos Aires; no dia 26, em Montevidéu.
Para mostrar como o Brasil pode se beneficiar da experiência dos países vizinhos, Juan Antonio Niño, presidente da Federação Latino Americana de Bancos (Felaban), vai discutir como a adoção de leis específicas no Peru e na Bolívia incentivou o microcrédito naqueles países. No Brasil, apesar dos esforços do governo, os bancos ainda não se mostraram interessados nas microfinanças.
A expectativa dos organizadores é reunir 15 mil pessoas nos três dias do evento e trazer 300 participantes de outros países. No ano passado, 12,6 mil pessoas visitaram o Ciab.
Fonte: Valor Econômico – Altamiro Silva Júnior
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