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BB e Caixa: bancos querem compartilhar caixas

Praticamente todos os grandes bancos de varejo manifestaram à Caixa Econômica Federal (CEF) e ao Banco do Brasil interesse de entrar no sistema compartilhado de caixas eletrônicos, que está em operação experimental em três capitais desde fevereiro. Até então, apenas o Bradesco mantinha entendimentos avançados. Agora, a lista de bancos que já manteve contatos, ainda que iniciais, com as instituições federais é mais extensa: inclui Unibanco, Itaú, ABN AMRO e HSBC.

Hoje, para a maior parte dessas instituições, a interligação dos sistemas é simplesmente uma questão de compatibilização entre tecnologias. “Com certeza teremos novos parceiros no sistema interligado ainda neste ano”, disse o superintendente de estratégia de canais da Caixa, Tarcisio Luiz Dalvi.

A expectativa nos dois bancos federais é que seja criada uma empresa, com participação dos os grandes de varejo, para gerenciar o sistema interligado. “Com novos participantes no sistema, a compensação dos valores vai se tornando uma operação cada vez mais complexa”, disse o vice-presidente de varejo do BB, Edson Monteiro.

Em fins de maio, será concluída a fase experimental, que inclui 814 terminais em três capitais (Curitiba, Recife e Brasília). Os dois bancos vão iniciar, então, a expansão para centros urbanos de maior porte, como São Paulo, Rio e Belo Horizonte. Até o fim do ano, o sistema seria implantado em todo o país, já incluídos alguns bancos privados.

Já foram definidos os valores das tarifas no uso compartilhado. Os saques nos terminais de auto-atendimento custarão R$ 0,98 e, nas agências lotéricas, R$ 0,63. Consultas terão tarifas de, respectivamente, R$ 0,60 e R$ 0,58. Transações não concretizadas – em virtude, por exemplo, de erros na digitação de senha ou de insuficiência de saldos – irão ter preço único de R$ 0,25 em terminais e lotéricas.

“Estamos oferecendo uma conveniência aos clientes, e conveniência tem preço”, disse Monteiro. Os bancos anunciam, entretanto, a intenção de reduzir as tarifas quando tiverem ganhos de escala com a operação conjunta – que devem ser favorecidos com a entrada de bancos privados no sistema interligado.

Esse não é o modelo de uso compartilhado dos sonhos do Banco Central, que preferia um sistema em que não houvesse cobrança de tarifas – o que incentivaria os clientes de um banco a usar os terminais de outros. Mas, de qualquer forma, o projeto é visto como um avanço, dadas as resistências de algumas instituições há apenas alguns anos. “Quando apresentamos a idéia, alguns representantes de bancos disseram que nunca iriam deixar seus terminais serem usados por os cartões dos concorrentes”, disse um técnico do BC.

Na experiência piloto, afirma Monteiro, já há movimento suficiente para garantir a escala mínima para a operação. Até o dia 15 de março, segundo dados do BB, foram realizadas 81,6 mil transações de saque, 43 mil de consultas de saldo e 27 mil operações que não se concretizaram. Os saques somaram R$ 9,1 milhões. “O movimento foi mais intenso na primeira quinzena de abril, com incremento de 40% em relação ao mesmo período de março”, afirma Monteiro.

Fonte: Valor Econômico – Alex Ribeiro

Por 10:23 Notícias

BB e Caixa: bancos querem compartilhar caixas

Praticamente todos os grandes bancos de varejo manifestaram à Caixa Econômica Federal (CEF) e ao Banco do Brasil interesse de entrar no sistema compartilhado de caixas eletrônicos, que está em operação experimental em três capitais desde fevereiro. Até então, apenas o Bradesco mantinha entendimentos avançados. Agora, a lista de bancos que já manteve contatos, ainda que iniciais, com as instituições federais é mais extensa: inclui Unibanco, Itaú, ABN AMRO e HSBC.
Hoje, para a maior parte dessas instituições, a interligação dos sistemas é simplesmente uma questão de compatibilização entre tecnologias. “Com certeza teremos novos parceiros no sistema interligado ainda neste ano”, disse o superintendente de estratégia de canais da Caixa, Tarcisio Luiz Dalvi.
A expectativa nos dois bancos federais é que seja criada uma empresa, com participação dos os grandes de varejo, para gerenciar o sistema interligado. “Com novos participantes no sistema, a compensação dos valores vai se tornando uma operação cada vez mais complexa”, disse o vice-presidente de varejo do BB, Edson Monteiro.
Em fins de maio, será concluída a fase experimental, que inclui 814 terminais em três capitais (Curitiba, Recife e Brasília). Os dois bancos vão iniciar, então, a expansão para centros urbanos de maior porte, como São Paulo, Rio e Belo Horizonte. Até o fim do ano, o sistema seria implantado em todo o país, já incluídos alguns bancos privados.
Já foram definidos os valores das tarifas no uso compartilhado. Os saques nos terminais de auto-atendimento custarão R$ 0,98 e, nas agências lotéricas, R$ 0,63. Consultas terão tarifas de, respectivamente, R$ 0,60 e R$ 0,58. Transações não concretizadas – em virtude, por exemplo, de erros na digitação de senha ou de insuficiência de saldos – irão ter preço único de R$ 0,25 em terminais e lotéricas.
“Estamos oferecendo uma conveniência aos clientes, e conveniência tem preço”, disse Monteiro. Os bancos anunciam, entretanto, a intenção de reduzir as tarifas quando tiverem ganhos de escala com a operação conjunta – que devem ser favorecidos com a entrada de bancos privados no sistema interligado.
Esse não é o modelo de uso compartilhado dos sonhos do Banco Central, que preferia um sistema em que não houvesse cobrança de tarifas – o que incentivaria os clientes de um banco a usar os terminais de outros. Mas, de qualquer forma, o projeto é visto como um avanço, dadas as resistências de algumas instituições há apenas alguns anos. “Quando apresentamos a idéia, alguns representantes de bancos disseram que nunca iriam deixar seus terminais serem usados por os cartões dos concorrentes”, disse um técnico do BC.
Na experiência piloto, afirma Monteiro, já há movimento suficiente para garantir a escala mínima para a operação. Até o dia 15 de março, segundo dados do BB, foram realizadas 81,6 mil transações de saque, 43 mil de consultas de saldo e 27 mil operações que não se concretizaram. Os saques somaram R$ 9,1 milhões. “O movimento foi mais intenso na primeira quinzena de abril, com incremento de 40% em relação ao mesmo período de março”, afirma Monteiro.
Fonte: Valor Econômico – Alex Ribeiro

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