A novela da Gtech com a Caixa Econômica Federal (CEF) parece estar chegando ao fim. A companhia americana, que era fornecedora única da rede de lotéricas da CEF, assinou um novo contrato com a instituição, com duração de um ano. Neste período, será feita a transição para os novos fornecedores, definidos no início do ano, a partir de uma série de quatro licitações públicas.
A data para entrada em vigor estava marcada para ontem, mesmo dia do término do contrato anterior, segundo nota da Gtech, disponível no site da corporação.
A Gtech continuará operando o atual sistema de loteria até que os novos fornecedores assumam completamente suas funções. Segundo a empresa, houve uma redução de quase 12% no valor do contrato em relação ao acordo anterior. No comunicado, a Gtech diz esperar uma receita entre US$ 105 milhões e US$ 120 milhões do contrato da Caixa no ano fiscal 2006, o que inclui pagamentos retidos referentes ao ano fiscal 2005. Em relação ao novo acordo, a Gtech prevê uma receita entre US$ 80 milhões e US$ 85 milhões.
Os problemas entre a CEF e a Gtech ganharam evidência quando a Caixa propôs um novo modelo de fornecimento, há cinco anos. A Gtech entrou na Justiça, alegando que a proposta a impedia de concorrer pelos serviços. Ganhou na Justiça e teve o contrato renovado duas vezes.
No começo do ano passado, o desgaste chegou ao auge, depois de o nome da Gtech aparecer relacionado ao escândalo envolvendo o ex-assessor parlamentar do Palácio do Planalto Waldomiro Diniz.
A Gtech chegou a anunciar que participaria das licitações este ano, mas desistiu e ficou fora das concorrências.
Fonte: Valor Econômico
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